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quinta-feira, 10 de junho de 2021

Atividade Avaliativa - Sistema Endócrino

Boa tarde pessoal,

Nosso último conteúdo dentro da Fisiologia Humana é o Sistema Endócrino, suas glândulas e seus preciosos produtos conhecidos como hormônios.

Talvez vocês não se lembrem, mas nós falamos sobre hormônios em nossa primeira aula, lá no comecinho do semestre. 

Sim, quando construímos um dos conceitos básicos da Fisiologia, a Homeostase, falei para vocês que os dois principais sistemas envolvidos nesse controle, em todo esse processo de regulação das nossas funções corporais, eram Sistema Nervoso, que já discutimos extensamente ao longo do semestre, e também o Sistema Endócrino e seus hormônios.

Observem na figura abaixo as principais glândulas do sistema endócrino (faltou, na minha opinião, a Pineal):

Não existe muito segredo no funcionamento das glândulas: todas elas possuem células que produzem e secretam os hormônios. substâncias minúsculas que caem em nossa corrente sanguínea e vão agir nos mais diversos pontos do nosso corpo. Aha, tem um conceito indispensável aqui, o conceito de receptores.

Como os hormônios sabem em qual local devem agir? As células que são ditas sensíveis a determinado hormônio são as células que possuem receptores capazes de ligar o hormônio e traduzir a mensagem que ele carrega para que a célula consiga entender e executar as ordens.

Sem o receptor, a célula seria incapaz de entender a mensagem do hormônio, não gerando qualquer tipo de alteração no funcionamento da célula.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Atividade Fisiologia - Contração muscular

Boa tarde pessoal,

Hoje nossa aula de Fisiologia, cujo assunto é Contração muscular, será metade sobre minha responsabilidade, e a outra metade também, mas com vocês trabalhando em uma atividade.


A contração muscular ocorre através de uma interface neurônio-músculo, que muitas vezes denominados de Placa motora. 

Resumidamente, um neurônio motor trás a informação vinda da lá do córtex motor, passando através de uma sinapse química para ativar o músculo, permitindo assim que eu escreva essa matéria para vocês, por exemplo. 

Parece bem simples descrito assim, mas tem "alguns" detalhes a mais para entender a fisiologia dessa conexão Sistema Nervoso/Músculo.

Para entender melhor, primeiro temos que estar conscientes e entendendo claramente a figura abaixo:



Mas vamos lá.

A atividade deve ser realizada em grupo e as respostas serão postadas aqui no blog, nos comentários ao final desta matéria. O trabalho, se correto, vale até 1,0 ponto da primeira prova teórica, que ocorrerá em breve.

Para ajudar vocês na construção desse conhecimento, separei dois vídeos para apresentar a fisiologia da construção muscular:

O primeiro, mostrando os acontecimentos até o ponto onde o neurônio realmente envia a informação para o músculo:



ou pelo link:



O segundo vídeo mostra o processo como um todo, desde o estímulo até a contração propriamente dita:



Os vídeos são de fácil entendimento, apesar do complexo processo que explicam. Espero que tenham gostado e entendido, qualquer dúvida estou a disposição.

Agora, vamos à atividade de verdade:


Após assistir os materiais e, se achar necessário, ler os links no final dessa matéria (além dos slides disponíveis no portal acadêmico), respondam, em grupos, as seguintes questões:


1 - Como acontece a contração muscular?

Descreva a resposta, incluindo termos como: Actina, Miosina, Cálcio, Junção Neuromuscular, Acetilcolina, Complexo Troponina-Tropomiosina (quero, principalmente, a discussão sobre o que acontece após a chegada do impulso nervoso ao músculo).


2 - Quais as proteínas contráteis, que se encontram nos sarcômeros dentro das células musculares?


3 - Explique a importância do cálcio no processo de contração muscular e também a importância da molécula de ATP para esse processo.


As respostas devem ser postados nos comentários, com os nomes iniciais de cada aluno (não precisa de nome completo e muito menos de RA, ok? Lembrem-se que o blog é aberto).


Desafio!

Após terminado o trabalho, deixo para vocês um desafio: transformar a fisiologia da contração muscular em um Mapa Mental. Os melhores (e corretos a nível de conteúdo) serão postados na matéria sobre contração muscular e ainda poderão utilizar mais um ponto na prova teórica 1 ou na prova teórica dois, combinado? O mapa deve ser mandado via e-mail.

Os links que podem ajudar nos estudos:

http://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/contracao-do-musculo-esqueletico.html

http://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/juncao-neuromuscular.html


Bons estudos pessoal, contem comigo caso surja alguma dúvida.

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Neuroanatomofisiologia - Atividade 1 - Tecido Nervoso e Sinapses

Boa tarde pessoal, tudo bem?

A matéria de hoje é uma atividade em sala realizada com as turmas de Neuroanatomofisiologia. 

Nossa segunda aula da disciplina é sobre alguns conceitos básicos do Sistema Nervoso Central, como o Tecido nervoso (neurônios e células da glia) e a comunicação nervosa (as famosas sinapses).

Após uma breve introdução, proponho a seguinte atividade para discussão em grupo:


1) Assistir o vídeo abaixo. um ted talk excelente sobre a Doença de Alzheimer:


ou pelo link:



2) Assistir os vídeos sobre memória, na sequência apresentada no link abaixo (notem que no link existe um artigo para a leitura, vocês podem ler esse artigo depois, não precisa para a atividade atual - apenas os vídeos):

http://plantandociencia.blogspot.com/2021/04/memoria-videos-que-valem-o-tempo.html


Depois de assistir os vídeos e refletir um pouco sobre os temas apresentados, vem a verdadeira atividade:


3) Discutir entre os participantes do grupo e responder nos comentários, ao final da matéria:

- Qual a relação entre neurônios e células da glia no desenvolvimento da Doença de Alzheimer?

- Qual a melhor alternativa apresentada como prevenção para o Alzheimer?

- Explique a relação entre emoções e memórias, e também qual a célula do tecido nervoso envolvida nesse processo.


As três respostas acima devem ser postadas nos comentários ao final desta matéria, logo aqui embaixo. A identificação da turma (não precisa do nome dos envolvidos) deve ser o número da sala em que o grupo se encontra na aula (sala 1, 2...).

Após encerrada essa primeira parte, escolham 1 assunto dos vídeos apresentados que mais chamou a atenção de vocês, para discutirmos em sala de aula (sim, um dos membros do grupo precisarão abrir o microfone e falar comigo).


Recapitulando o que vocês precisam fazer:

1 - assistir aos vídeos, tanto o ted talk aqui da matéria quanto os vídeos sobre memória (link disponível no tópico 2).

2 - discutir em grupo as ideias principais, respondendo as questões apresentadas nesta matéria (tópico 3). As respostas devem ser postadas nos comentários dessa matéria, a turma deve se identificar com o número da sala (1, 2, 3...).

3 - escolher um ponto de comum interesse entre os membros do grupo, apresentado em qualquer um dos vídeos, para discussão em sala, comigo (um dos membros do grupo deve abrir o microfone para falar).


Só isso pessoal, nosso primeiro ponto da avaliação 1.

Espero que gostem!

terça-feira, 9 de março de 2021

Tecido Nervoso 2 - Células da Glia e Alzheimer

Boa tarde pessoal, tudo bem?

Semana passada aprendemos um pouco sobre o Tecido Nervoso, mas como a discussão em aula rendeu bastante, acabamos falando só dos neurônios e seus principais componentes: Corpo Celular, Dendritos (e seus espinhos, relacionados à plasticidade neural) e o Axônio (que possui a bainha de mielina e sua terminação é conhecida como terminal sináptico.




Mas, nem só de neurônios é feito nosso tecido nervoso. Temos também as famosas células da glia, que são compostas, principalmente, pelos Astrócitos, pelos Oligodendrócitos e pelas Micróglias.

Resumidamente, os Astrócitos participam da Barreira hemato-encefálica, uma barreira que ajuda a selecionar quem pode e quem não pode entrar no nosso cérebro (toxinas, nutrientes, substâncias psicoativas...). Logo, os astrócitos sempre foram relacionados à "alimentação" do neurônio.

Os Oligodendrócitos produzem a famosa camada de gordura que reveste os axônios dos neurônios, a bainha de mielina. Para quem não teve Fisiologia e não tem ideia do para que serve a bainha de mielina, o GIF abaixo pode ser bem revelador:




Para vocês terem uma noção da importância da bainha de mielina para a velocidade de transmissão do impulso nervoso, a esclerose múltipla, doença neurodegenerativa muito conhecida, é resultado da destruição da bainha de mielina dos neurônios pelo nosso próprio sistema imunológico. Ou seja, nossas células de defesa passam a atacar o revestimento dos axônios, conforme isso se agrava, vão surgindo os sintomas da doença, como a piora progressiva nas habilidades motoras, dentre diversos outros.


Por último, mas não menos importante, temos as Micróglias, as células da glia responsáveis pela limpeza do tecido nervoso. Elas destroem restos celulares, corpos estranhos, e ajudam inclusive na limpeza das sinapses, locais onde um neurônio passa informação para o outro. 


Por conta das funções discutidas, as células da glia foram vistas por muito tempo como meras coadjuvantes, servindo ao rei Neurônio. Mas centenas de pesquisas dos últimos anos vem mostrando que essas células tem diversas outras funções cruciais para o bom funcionamento do nosso tecido nervoso, e, inclusive, o mau funcionamento dessas células está associado a diversas doenças graves do sistema nervoso, como o Alzheimer, por exemplo.

Para entender mais dessas funções e ter contato com algumas pesquisas científicas recentes, aconselho que volte à leitura do Tecido Nervoso, onde expliquei com mais detalhes as funções dos neurônios e das células da glia:

http://plantandociencia.blogspot.com/2020/09/tecido-nervoso-i.html


Bons estudos pessoal!

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Medula espinhal - sala de aula invertida

Boa tarde pessoal,

Após entendermos um pouco sobre as células que compõem nosso tecido nervoso e como os neurônios se comunicam (sinapses), entramos agora na parcela mais anatômica do Sistema nervoso, onde vamos explorar além dos componentes (medula, cérebro, nervos, bulbo...) a morfologia e também a função específica de cada estrutura.

Gosto de começar o estudo pela medula espinhal (ou espinal, mais utilizado entre meus colegas anatomistas), por conta de um motivo muito simples: sem a medula, o Sistema Nervoso Periférico (nervos, terminações nervosas) e o encéfalo seriam praticamente duas estruturas corporais sem qualquer tipo de comunicação.

Qual o problema? 

Que não mais sentiríamos o mundo, pois se as informações não chegam ao cérebro ele não as interpreta e não nos "mostra" o que acontece à nossa volta. Além disso, o componente motor se perderia, porque não adianta as regiões motoras do córtex conversarem com o cerebelo para planejar um movimento, se a informação não chega aos músculos, que por sua vez não se contraem, e o movimento simplesmente não existe além da imaginação.




Até aqui ok, vocês já tinham entendido tudo isso. Como faremos então a nossa aula de hoje?

Para essa primeira aula de neuroanatomia, sobre Medula Espinhal, vamos utilizar o conceito de sala de aula invertida. Eu disponibilizarei o conteúdo, e vocês construíram o conhecimento inicial sobre o tema sozinhos, através de uma atividade guiada aqui nessa matéria.

Na semana que vem, discutiremos como foi o desenvolvimento desse conhecimento através dessa metodologia ativa e eu farei o fechamento explicando os tópicos principais sobre a medula. 

É muito importante que vocês foquem na realização da tarefa pois vamos discutir, também, sobre como vocês aprenderam os conteúdos nas aulas tradicionais que tivemos até agora e nas aulas com metodologias ativas. 

O objetivo é responder à questão: seriam as metodologias ativas indicadas para o estudo da neuroanatomia?


                                


Para começar, quais materiais vocês devem ler:

- Aqui no blog:

http://plantandociencia.blogspot.com/2020/10/medula-espinal-neuroanatomia-20.html

- Material disponível no portal acadêmico - slides da aula.


O que vocês precisam fazer:

- Fazer um mapa mental com as principais características anatômicas da medula espinhal.

Dicas: 

https://www.stoodi.com.br/blog/dicas-de-estudo/como-fazer-um-mapa-mental/

https://www.canva.com/pt_br/graficos/mapa-mental/

https://www.mindmeister.com/pt/


Dos três sites acima, o primeiro é para entender o conceito de mapa mental, tem uma ótima explicação e um vídeo curtinho sobre como fazer um mapa mental. Os dois últimos são ferramentas digitais onde vocês podem criar um mapa mental.

O mapa mental pode ser feito em grupos de até 5 pessoas, e deve ser enviado via e-mail.

Para finalizar e validar a atividade, deixem um comentário aqui nesta matéria que reflete a opinião do grupo sobre o exercício em questão. Vocês acharam uma forma viável de se obter um conhecimento básico sobre a neuroanatomia da medula espinhal? 

Me deem esse valioso feedback.

Bons estudos!

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Atividade Imunologia Clínica - "Trilha do Conhecimento"

Bom dia pessoal,
Hoje venho para falar um pouco de um novo modelo de atividade, para ser aplicado em sala de aula, que venho desenvolvendo nesses tempos de Pandemia.

Dei o nome bem bobo de "Trilha do Conhecimento", prometo que vou melhorar, mas por enquanto é esse mesmo. No que consiste esta trilha?

Vou utilizar o exemplo da atividade desenvolvida para a Imunologia Clínica. Na aula de hoje, daremos início à parte clínica da disciplina, através da apresentação dos fundamentos do diagnóstico imunológico.


Visando uma metodologia mais ativa de aprendizagem, com menos influência minha como professor e mais "mãos à obra" do aluno, construí um arquivo de Word que contém:

- Introdução: como acontecerá a atividade e os temas abordados;
- Objetivos: é muito importante o aluno ter bem descrito quais os objetivos da atividade. Isso também apresento na aula, antes do início da atividade.
- O que o aluno deve entregar - tipos de respostas, forma como deve ser apresentada, onde deve me enviar (agora em tempos de pandemia) o trabalho realizado.
- Dicas de como funciona a atividade.

Após essa introdução, caímos na atividade propriamente dita. Dividi a atividade em 5 etapas.

Uma etapa introdutória, com dois materiais em texto e um vídeo, dando um contexto geral sobre o diagnóstico imunológico, sendo que um deles aborda o Covid19, tema mais que atual (aliás, transmissão ao vivo).

Segunda, terceira, quarta e quinta etapas, cada uma com seu respectivo teste. Comecei com o Teste de Aglutinação, seguido pelos Imunoenzimáticos, mais especificamente ELISA, seguido do Imunocromatográfico e um último tópico sobre Intradermoreações. Em todos os tópicos, exceto no último, após disponibilizar os materiais (textos, artigos e vídeos explicando e exemplificando), desenvolvi questões a serem respondidas acerca do conteúdo apresentado, como definir o teste e seus subtipos, aplicações.

Eu, particularmente, gostaria de ter passado por mais experiências deste tipo, onde preciso construir o conhecimento de forma mais ativa. Tive boas experiências nesse formato apenas na segunda graduação, na Licenciatura em Ciências Biológicas.

Como forma de retorno, ou seja, para obter um feedback sobre a qualidade da atividade e sua aplicação (viável ou não viável), pedi para os alunos deixarem a opinião após responder aqui no blog, nos comentários dessa postagem. Assim, vocês leitores também podem observar a reação dos alunos, e eu, como professor e desenvolvedor da atividade, consigo melhorará cada vez mais para conseguir cumprir seus objetivos.

Agradeço desde já os comentários, e, ressalto, como na atividade, que os comentários não valem nota e não terão interferência sobre a nota, logo, vocês podem ser sinceros acerca de gostar ou não da atividade, de o modelo ser útil ou não para ser aplicado pelo menos uma vez dentro da disciplina e pontos fortes e fracos da mesma.

Muito obrigado!

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Farmacologia - Fármacos Cardíacos e Renais

Boa tarde pessoal,

Essa matéria é referente a um exercício desenvolvido para a disciplina de Farmacologia, mais especificamente sobre fármacos cardíacos e renais.

Vou disponibilizar uma aula em slide aqui em baixo:


Após estudar os slides, tente responder as perguntas abaixo:


  1. Existem fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão arterial?
  2. Qual a relação entre obesidade e hipertensão? E a relação entre Diabetes e hipertensão?
  3. Por que uma diminuição da pressão arterial ativa o Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona? Como a Aldosterona contribui para elevar a pressão arterial (PA)?
  4. Por que o aumento da diurese altera a pressão arterial para menos (causa uma diminuição da PA)?
  5. Como os agentes simpaticoplégicos agem para diminuir a pressão arterial?
Era isso pessoal.

Para os alunos do curso de Biomedicina, de Farmacologia, lembrem-se de postar as respostas, individualmente, via Portal Acadêmico, para que a atividade seja validada e uma nota possa ser atribuída.

Qualquer dúvida é só deixar nos comentários.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Conclusão da Atividade sobre Farmacologia dos Analgésicos

Boa tarde pessoal,
essa matéria é complemento da matéria que postei ontem, referente a um novo modelo de atividade em sala de aula que propus para meus alunos da Biomedicina, na disciplina de Farmacologia.

O tema do trabalho foi Farmacologia dos Analgésicos. 

Só para vocês entenderem um pouco melhor como funcionou a aula seguida de exercício, ontem elaborei uma aula para explicar a farmacologia básica dos Analgésicos, Opioides e não opioides, na lousa. Uma ferramenta clássica da sala de aula, que na minha opinião prende mais a atenção e exige mais do aluno em sala de aula do que os Slides (não desmerecendo a importância desta metodologia, que uso praticamente todas as semanas em sala de aula).

Após explicar o básico, dividi a turma (pequena - 20 alunos), em 3 grupos e expliquei a atividade. 

A atividade encontra-se no link abaixo:

Em outras atividades eu trazia para a sala um questionário e os alunos se reuniam em grupos para responde-lo e me entregar no final da aula. Uma atividade válida, porém, que gerava um nível de conversa e barulho inviável, não condizente com um ambiente escolar. Além disso, e o maior problema em minha opinião, é que cada aluno do grupo respondia uma questão, mal conversavam entre eles (não sobre a atividade), juntavam as respostas (muitas vezes sem nem conferir se alguma tem sequer nexo) e me entregavam a atividade. Muitas vezes tive a impressão de ter perdido tempo da minha vida e gastado tempo da vida dos alunos também.

Mas quais as mudanças em relação a este modelo tradicional de exercício?

Autonomia. 
Após explicar o básico, expliquei como funcionaria o exercício e o que cobraria deles em relação a atividade.

Primeiro, nada de papel! Não precisavam me entregar, ao final da atividade, as respostas das perguntas.

Segundo, disponibilizei conteúdo online aqui no blog, com referências simples mas de qualidade (conferidas uma a uma), e indiquei o livro necessário para conseguir as respostas.

Terceiro, liberdade para sair da sala e ir para os laboratórios e biblioteca realizar a pesquisa. Dei um tempo de uma hora aula (40-50 minutos) e estes retornaram, discutiram rapidamente as ideias e respostas entre os grupos.

Quarto, a avaliação do exercício: após reunidos, fiz perguntas para um orador de cada grupo, de maneira que consegui avaliar as respostas obtidas, complementá-las, e, o mais importante, todos os grupos obtiveram conhecimentos e informações básicas valiosas sobre fármacos distintos, sendo que um falou sobre Morfina, o segundo sobre Codeína e o terceiro sobre a nossa queria Neosaldina.

Pessoal, o mais interessante que consegui observar foi: Silêncio em sala de aula, quem ficou em sala realmente pesquisou e gerou conhecimento. A expressão de interesse, de curiosidade. A necessidade do fazer e a liberdade para o fazer.

O resultado?
Excelente experiência. da qual alguns alunos deram o feedback na matéria da atividade, e foi um consenso o maior nível de aprendizado em interesse neste modelo.

Fiquei contente com o resultado e vou buscar melhorar ainda mais este tipo e outros tipos mais dinâmicos de atividade em sala de aula. 

Acredito que o modelo tradicional de aula, expositivo, é essencial para aprendizado e para a relação aluno-professor, mas vejo que muitos professores hoje negligenciam a inteligência dos alunos, esquece que estes passaram por experiências distintas, chegam com conhecimentos distintos, e deixam de enriquecer a aula e o aprendizado com a participação constantes dos alunos.

O que Paulo Freire repetiu muitas vezes em sua obra: O conhecimento não é passado de cima para baixo (professor para o aluno), como uma imposição, como alguém que leu mais sobre um determinado assunto inundando a cabeça dos alunos com informações e mais informações. O conhecimento é construído, envolve participação ativa das duas partes (alunos e professores), é um processo ativo.

Grato por poder compartilhar com vocês uma experiência positiva.

terça-feira, 29 de outubro de 2019

Atividade Proposta - Farmacologia dos Analgésicos

Boa tarde pessoal,
hoje, na aula de Farmacologia dos Analgésicos, elaborei uma atividade diferente.

Esta atividade tem como objetivo incentivar a autonomia do aluno no processo de construção de conhecimento e de um melhor aprendizado.

Os alunos terão que trabalhar em equipe, distribuir tarefas, organizar o conteúdo e responder perguntas feitas por mim em sala de aula. O tempo estimado para pesquisa e leitura dos materiais necessários para a conclusão da tarefa envolve uma hora aula (40-50 minutos).

Além disso, intercalarão leituras de conteúdos online e via livro didático, mesclando as fontes de aprendizado.

Apresento abaixo as tarefas, as primeiras comuns aos quatro grupos envolvidos e depois as tarefas específicas de cada grupo.

- Atividades Comuns a todos os grupos:
  1. Encontrar um link com uma boa referência sobre a droga/fármaco escolhido para seu grupo e postar nos comentários desta atividade aqui no blog com os Nomes de Grupo 1, 2, 3 ou 4.