terça-feira, 20 de julho de 2021

Vacinei, e vocês?

 Boa noite pessoal,

essa semana estou mais off que o normal, estou fazendo minha primeira viagem solo, explorando em novo lugares a minha nem sempre tão excelente cia. Vou postar os resultados aqui.

Mas hoje vim postar outra coisa, fui vacinado!!!

Sério, fiquei ansioso antes e agora estou muito feliz. Queria a pfizer por conta do vídeo, mas tomei a Coronavac e to feliz do mesmo jeito.

Olha a carinha:


Postei no instagram e recebi um monte de mensagem. Olha o novo jacaré, agora a China está te rastreando. Meu irmão, primeiro que se for virar jacaré quero ser estilo aquele do seriado do Loki, preciso arrumar aqueles chifrinhos. Segundo, você tem ideia do quanto o google e suas redes sociais te rastreiam? Pode vim China, estamos juntos poxa! rsrs

Mas sério pessoal, chegou a idade, vacinem. Sabe essa melhora nos números de pacientes Covid na UTI e a redução no número de mortes? Será que é coincidência acontecer logo que aumentaram os números das doses de vacina aplicadas? Acho que não né.

Para quem tiver dúvidas, deem uma olhada nos resultados da vacinação em massa que aconteceu em Serrana, no interior de SP. Existem ótimas respostas ali. Principalmente pros grupos anti-vacinas.


Não sejam essas pessoas. Confiem na ciência.
Lembrem-se, tudo que vocês usam hoje, da comida até as roupas e acessórios, são frutos da boa e velha ciência. Tanto faz se você vota no Bolsonaro, no Lula ou em outro candidato, ciência acima deles todos, até porque nenhum deles é cientista.


Seguimos!
Boa vacina a todos!

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Neurociência e Dinheiro: money brain 1

Bom dia pessoal,

O que tem a neurociência para ensinar sobre a nossa (as vezes turbulenta) relação com o dinheiro?

Começamos hoje a primeira série semanal de matérias de toda a breve existência do Plantando Ciência: Neurociência e dinheiro, ou money brain.



Se utilizarmos os conhecimentos atuais da Neurociência, tudo o que ela sabe hoje sobre o funcionamento do nosso cérebro e aplicarmos às nossas finanças pessoais, conseguimos melhorar nossa relação com o dinheiro? Podemos ficar mais ricos? (espero que sim, rs.).

Vamos começar pela minha relação com o dinheiro hoje? Ou melhor, com a minha estratégia atual de investimentos: hoje, a maior parte do meu patrimônio investido está alocado em Fundos Imobiliários (FIIs). Algo em torno de 80%. 

O restante, dividido em fundos internacionais (dois fundos multimercados, um ESG e outro DNA da XP). Ações tenho apenas duas empresas em carteira: WEG e M. Dias Branco. Parte no Tesouro Selic que visa a aquisição da minha casa nos próximos anos e fora de tudo isso a Reserva de Emergência.

Bem simples né? Talvez pouco diversificada ainda, mas com o claro objetivo de obter renda mensal. Pensando um pouco mais a longo prazo, o objetivo pode ser ampliado para viver de renda! Falaremos mais a respeito nas próximas semanas.


Ok Bruno, legal sua estratégia (ou tipo, foda-se ela rs), mas onde entra a neurociência nisso tudo?

A ideia inicial para vocês refletirem não diz respeito só ao nosso comportamento com dinheiro, mas também com todas as outras esferas que fazem parte da nossa vida: quanto mais entendo sobre o funcionamento do meu cérebro, quanto mais me conheço e me entendo, melhor consigo lidar com tudo o que me for apresentado pela vida. É a tal da nossa melhor versão.

Resumindo, quanto mais entender sobre o funcionamento do seu cérebro (impulsos, recompensas, vontades, ganância, luxúria...) melhor será sua relação com o dinheiro  e todos os benefícios que ele pode trazer quando trabalhando por você.

Você já pensou em quanto o comportamento dos seus pais em relação ao dinheiro afetou a forma como você lida com o dinheiro hoje? 

Vamos pensar com uma visão mais neurocientífica a questão acima: nos primeiros momentos do desenvolvimento a criança aprende quase que exclusivamente através da observação de gestos, expressões, comportamentos... Por trás disso tudo, existe um componente fantástico conhecido como Neurônios espelho, que vocês conseguem ter uma noção básica com a figura abaixo (os neurônios espelho são umas das bases do nosso cérebro social):


Então, tente traçar ai uma relação entre como seus pais sempre lidaram com dinheiro e seus atuais comportamentos monetários. De maneira direta ou indireta você observou como eles "tratavam" o dinheiro por muito tempo, pense a respeito.

Uma outra ideia interessante para esse momento inicial é conceito de educação financeira. 

Vocês pararam para refletir que ao ensinarmos as crianças a lidarem com dinheiro vamos garantir um futuro muito melhor para elas, uma chance real de uma economia forte em nosso país nas próximas décadas, dentre inúmeras outras vantagens que uma população educada financeiramente pode gerar?


Novamente, pensem.

Se a 10 anos atrás eu tivesse o conhecimento financeiro que tenho hoje, hoje sem dúvida teria pelo menos de 3 a 5 vezes o patrimônio que tenho investido. E você?

Sem enrolar mais, já que essa é apenas a primeira matéria da série: neurociência, seus comportamentos, suas finanças, está tudo relacionado e vamos desbravar isso juntos. 


Mas Bruno, será que eu consigo mudar esses comportamentos, assim que conseguir entendê-los? Sim, graças a uma coisinha chamada plasticidade neural! Dentre as muitas utilidades dela para nosso cérebro, uma das principais é o aprendizado. 

Nós sempre podemos aprender algo novo, isso implica que sempre podemos mudar determinados comportamentos (apesar de exigir disciplina, esforço e muitas vezes dor). Ainda não acreditou? Assista ao vídeo de 2 minutos abaixo:





Para quem se interessou e quer entender um pouco mais sobre os assuntos de neurociência que falei aqui hoje, seguem links que podem ajudar:


- Neurônios espelho:

http://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/o-cerebro-social-e-os-neuronios-espelho.html#more

- Plasticidade Neural:

http://plantandociencia.blogspot.com/2020/11/plasticidade-neural-vamos-entender-um.html


Obrigado,

Qualquer dúvida é só deixar nos comentários.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Dica de livro 11 - Releituras do Óbvio - Iván Izquierdo

Bom dia pessoal,

A dica de livro de hoje é sobre o livro - Releituras do Óbvio - do neurocientista hermano-brasileiro Iván Izquierdo. 

Já falei sobre ele algumas vezes aqui no blog, um monstro da neurociência, dedicou boa parte da sua carreira acadêmica a desvendar a memória humana e obteve descobertas sensacionais.


https://www.amazon.com.br/Releituras-Do-Obvio-Ivan-Izquierdo/dp/8574312762


Apesar de ser recheado com neurociência de altíssimo nível, o livro não é sobre neurociência. São pontos de vista do autor a respeito de temas que fazem parte do nosso dia a dia, como o nome de alguns capítulos nos mostra:

  • O tempo
  • A velhice
  • Aumentando o conhecimento popular sobre a ciência...

Por sinal, a necessidade de se discutir o último tópico que coloquei propositalmente aqui em cima está escancarada em tempos de pandemia (relembre pontos como "virar jacaré" e "kit covid" visualizar o tamanho da mudança que isso pode causar no nosso Brasilzão).

Vou colocar alguns pontos que me chamaram muito a atenção durante a leitura:

"O grande salto qualitativo de Bill Gates foi quando ele tinha quatro ou cinco anos de idade. Naquele momento, num certo dia, sua fortuna aumentou de maneira infinita: seu avô lhe deu um dólar e Gates passou de zero a um... Decerto foi (literalmente) infinitamente inferior o salto quantitativo que deu sua fortuna há 30 anos, quando inventou o DOS, ou há 20, quando inventou o Windows (datas de acordo com a data da publicação do livro!)... Mas, para a humanidade que ele integra, aquele primeiro salto de valor infinito, de zero a um, não representou nada..."

Qualitativo versus quantitativo, serve simplesmente para tudo!

Em outro trecho muito interessante, o autor revela que acredita, caso não agíssemos rápido (não agimos), que os problemas advindos da baixa qualidade de nossa educação e de nossa ciência, não conseguiriam ser resolvidos em poucas décadas. Ele complementa falando da necessidade de investirmos em pesquisa e ciência, mas tão importante quanto, é levar a ciência e suas tecnologias até a população. Novamente, observem sem um lado político, exclusivamente como um ser pensante, tudo que vem acontecendo durante esse período de pandemia.

Com todo o conhecimento que já construímos e com os exemplos de outros países lidando com a pandemia antes de nós, é assustador observar como podemos ser irracionais em momentos de tamanha tensão.

Mas sem mais delongas, o livro é excelente, de fácil leitura e para aqueles que não gostam tanto assim de ler, é um livro curto, rs.

Boa leitura!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Meio ano já foi...

Bom dia pessoal,

Metade do ano passou, entramos ontem no segundo semestre. Como foram os primeiros 6 meses do seu 2021?

Como estão as metas de ano novo, como você está?

Não foi um ano fácil por aqui, aliás, foi de longe o mais difícil até hoje... Algumas das pessoas que mais amei na vida foram embora, umas para sempre (agora em memória), outras seguiram caminhos diferentes. Mas no geral, os baques foram enormes, e toda grande mudança exige reconstrução, recomeços, a vida não para.

Como estamos para o segundo semestre? Se preparando. 

Lembrem-se: não é fácil, mas nada é. Está passando por um momento muito difícil? Chore, à vontade...
Não se esqueça que a dor diminui, novos caminhos surgem, novas portas se abrem, novas pessoas entram em sua vida... 

É aquela velha história, o baile segue! Ele precisa seguir, esse é o ponto.

Não se esqueçam de, mesmo nos dias ruins, se alimentar bem, praticar um exercício físico, meditar, aproveitar a cia daquela pessoa especial. Tudo isso melhora a dor que você sente? Bem pouco! Mas é de pouco em pouco que vamos nos reconstruindo, que vamos nos remontando após grandes perdas.


Julho será um excelente mês para nos renovarmos. Comecei as leituras atrasadas, vou estudar neurociência pra caramba, vou gravar meus primeiros materiais online, viajar sozinho pela primeira vez (lembra do que disse ali em cima? A vida continua). E em Agosto, quando o segundo semestre letivo começar, estarei mais preparado do que nunca, um dia de cada vez!


Contem comigo!