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terça-feira, 7 de julho de 2026

Câncer de Mama - vamos entender melhor?

Câncer de mama: da anatomia normal ao desenvolvimento da doença

Introdução

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres em praticamente todo o mundo e representa um dos maiores desafios da saúde pública.

Apesar dos avanços no diagnóstico precoce e nas terapias modernas, continua sendo uma importante causa de mortalidade, principalmente quando identificado em estágios avançados (talvez um dos maiores problemas relacionados à taxa de óbitos da maioria dos tumores malignos – entende a importância de realizar pelo menos um check-up anual?).

Só no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados aproximadamente 73.610 novos casos de câncer de mama por ano!!!!

Esses dados foram estimados para o triênio 2023–2025, correspondendo a um risco estimado de cerca de 66 casos para cada 100 mil mulheres.

O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma. Além disso, permanece como uma das principais causas de morte por câncer na população feminina brasileira.

Criei uma imagem para que você possa enxergar melhor:


Mas o que ela realmente está te contando?

Entre todos os novos casos de câncer estimados para mulheres (desconsiderando o câncer de pele não melanoma), cerca de 30% serão de mama.

A distribuição seria aproximadamente:

  • Mama: 30.100 casos (30,1%)
  • Cólon e reto: 9.000 casos (9,0%)
  • Pulmão: 8.500 casos (8,5%)
  • Colo do útero: 6.500 casos (6,5%)
  • Tireoide: 4.500 casos (4,5%)
  • Demais tipos de câncer: 41.400 casos (41,4%)

Esses números não significam que 30,1% das mulheres desenvolverão câncer de mama.

Eles indicam que, entre todos os novos casos de câncer estimados para mulheres no Brasil (excluindo o câncer de pele não melanoma), aproximadamente 30,1% serão câncer de mama.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

PDFs - Livros de Neurociência e Neuroanatomia

Boa tarde, meu povo!

Dezembro tem cheiro de férias e natal, não tem jeito!

Comida boa, sem necessidade de uva passa e maçã em nada, mas, também, lembra presentes!

E nesse climinha, trago o primeiro presente para vocês, uma pasta de livros de Neuroanatomia e Neurociência, melhor que panetone com frutas (time chocotone).



O link leva direto para uma pasta do drive, onde vocês conseguem acessar a baixar o livro que quiserem!

Presente meu, que foi presente de uma professora, dentre as maiores mestres que conheci, Dra. Evelise. Anatomista que ensina anatomia, e não professor que ensina anatomia, como eu, rs.

https://drive.google.com/drive/folders/1TP89_iMt9tt12a8-tG8cR-OMHzVAeG3f?usp=sharing

Ótimos estudos!

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Neurociência da dor - Parte 1

Boa noite, pessoal!

Dor, todo mundo já sentiu, e por mais que não pareça, isso é ótimo. 

E, dentre outros fatores como o medo, foi a dor que permitiu que você chegasse até aqui, inteiro o suficiente para ler essa matéria.

Vamos discutir as funções biológicas da dor, importantíssimas para a sbrevivência e aprendizado da nossa espécie, mas também vamos entender como ela funciona no nosso cérebro e, trazendo dados atuais do Brasil, como uma enorme parcela da população vem sofrendo com dores crônicas, um dos grandes BOs atuais da medicina e de toda área da saúde, pois afeta drasticamente a qualidade de vida desses pacientes.

A primeira pergunta que talvez venha à sua cabeça é: "como algo tão desagradável pode ser tão útil, professor?"

Para entender isso, vamos falar sobre as funções da dor. Podemos dividir em quatro funções principais:

- Proteção imediata: já reparou como os estímulos nocivos geram respostas rapidamente? Mas vamos enxergar de uma forma mais científica, repare na estrutura de um nociceptor (um receptor de dor espalhado pelo nosso corpo):


Um estímulo nocivo ativa rapidamente um nociceptor, porque a resposta precisa ser rápida para evitar prejuízos grandes ao nosso corpo. Como o que acontece no reflexo de retirada, quando você encosta em algo muito quente e tira rapidamente a mão, quase que de forma involuntária, antes mesmo de sentir a queimadura. Ativando rapidamente o nociceptor, o estimulo nocivo faz com que a mensagem chegue rapidamente até à medula e, enquanto uma parte caminha para o encéfalo onde será "percebida a dor", outra parte ativa um neurôniozinho bem ligeiro que fica na medula, o interneurônio, que ao receber a informação de perigo já estimula ele mesmo os neurônios motores do mesmo nervo, fazendo com que tiremos a mão antes de sentir a dor. 

Assim, evitamos maiores estragos com a queimadura! 

Sensacional, né?

terça-feira, 28 de maio de 2019

Patologias do SNC II

Doenças Cerebrovasculares:

Doença cerebrovascular é a terceira causa mais comum de morte nos EUA (perdendo apenas para doenças cardíacas e câncer). É a causa mais comum de morbidade e mortalidade neurológicas. A doença é uma consequência de hemorragia devido à ruptura vascular ou de isquemia e infarto devido a oxigenação ou perfusão deficitária.


Hipóxia, Isquemia e Infarto:

A privação de oxigênio ao encéfalo causa necrose isquêmica tanto global (encefalopatia isquêmica ou hipóxica) quanto local (infarto cerebral). Em locais de perfusão diminuída, o resultado depende da circulação colateral, duração da isquemia e da magnitude e velocidade da redução do fluxo. 

Acidente vascular encefálico é a designação clínica para esses eventos, particularmente com início agudo dos sintomas.

Os dois tipos de AVC, resumidos:

Hipotensão, hipoperfusão e estados de baixo fluxo (Isquemia Cerebral Global):

terça-feira, 21 de maio de 2019

Patologias do Sistema Nervoso Central I

Bom dia pessoal, tudo bem?
Hoje estudaremos um pouco sobre as patologias do Sistema Nervoso Central. O último conteúdo do nosso curso de Anatomia Patológica.


O resumo é baseado no capítulo 28 do livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cotran.

Os aspectos que influenciam as manifestações das desordens do Sistema Nervoso Central (SNC) incluem os seguintes:
  • Funções neurológicas específicas estão tipicamente localizadas (muitas vezes agrupadas espacialmente) para distinguir neurônios. Assim, os efeitos clínicos de uma lesão são, normalmente, sítio-específicos e podem não ser corrigidos por outros neurônios;
  • Populações de células-tronco do SNC existem, mas têm capacidade restauradora limitada. Lesões destrutivas, dessa maneira, tipicamente causam déficits permanentes;
  • Certos neurônios tem vulnerabilidade seletiva a injúrias;
  • As restrições físicas do crânio e da coluna vertebral deixam o encéfalo e a medula espinal vulneráveis ao aumento de pressão local;
  • O SNC tem uma distinta circulação de líquido cefalorraquidiano (LCR), não possui vasos linfáticos e tem uma barreira hematoencefálica seletiva.
  • Algumas respostas às lesões são exclusivas ao SNC.

- Patologia Celular do Sistema Nervoso Central (SNC):

terça-feira, 7 de maio de 2019

Patologias dos nervos periféricos e músculos esqueléticos

Bom dia pessoal,
continuando nossa disciplina de Anatomia Patológica, hoje falaremos sobre as patologias mais comuns dos nervos periféricos e dos músculos esqueléticos.

O resumo é baseado no capítulo 27 do Livro Fundamentos de Patologia, do Robbins e Cotran.

As doenças neuromusculares são tipicamente caracterizadas por fraqueza e a maioria ocorre devido a desordens de algum aspecto na unidade motora.

A unidade motora consiste em:
  • Um neurônio motor (célula do corno anterior da medula ou neurônio motor do nervo craniano do tronco encefálico);
  • Axônio do neurônio em questão;
  • Fibras musculares inervadas pelo neurônio.


Quando falamos fibras nervosas, estamos falando dos axônios dos neurônio motores e suas respectivas células de Schwann, que formam a mielina fora do SNC. Nervos periféricos são múltiplas fibras nervosas agrupadas em fascículos por bainha de tecido conjuntivo. Nervo mielinizados e não mielinizados se entremeiam dentro de cada fascículo.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Patologias Cardíacas I

Bom dia pessoal,
seguindo o plano de nossa disciplina de Anatomia Patológica, hoje vamos falar um pouco sobre as patologias cardíacas.

Para quem fez anatomia a muito tempo, recomendo a leitura do resumo 1 de Sistema Circulatório, que vocês podem encontrar no link a baixo:


Esse resumo é baseado no Capítulo 12 do livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cotran.

- Os efeitos do envelhecimento sobre o coração:

  • Dimensão reduzida da cavidade ventricular (da base ao ápice), levando ao aumento de volume do septo;
  • Esclerose valvar e calcificação levam à estenose (valva aórtica);
  • Alterações degenerativas valvares levam à insuficiência (valva mitral);
  • Número reduzido de miócitos e aumento da fibrose causam redução da contratilidade e complacência.

- Doenças cardíacas: visão geral da Fisiopatologia:

As doenças cardíacas são a principal causa de morbidade e mortes mundialmente. Elas somam 40% dos óbitos nos EUA (por que será né?). Normalmente, as doenças cardíacas ocorrem como consequência de um (ou mais) dos seguintes mecanismos gerais:

  • Insuficiência de ejeção - devido à insuficiência da função contrátil ou da inabilidade de relaxamento para permitir o preenchimento;
  • Obstrução do fluxo sanguíneo (aterosclerose, trombose, hipertensão ou estenose valvar);
  • Fluxo regurgitante (devido à insuficiência valvar) - efluxo de cada contração é dirigido ao sentido contrário, causando sobrecarga de volume e fluxo progressivo diminuído;
  • Desvios que permitem um fluxo sanguíneo anômalo seja da direita pra esquerda (sem passar pelos pulmões) ou da esquerda para a direita (causando sobrecarga de volume);
  • Condução cardíaca anômala - levando a contrações miocárdicas incoordenadas;
  • Ruptura do coração ou de grandes vasos.

- Insuficiência Cardíaca:

A insuficiência cardíaca congestiva (ICC) é um ponto final comum de muitas formas de doenças cardíacas. Ocorre quando um comprometimento de função torna o coração incapaz de manter um efluxo suficiente para as necessidades metabólicas do corpo ou quando ele só consegue fazer sob pressões de preenchimento elevadas.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Patologias do TGI III - Diabetes e Hepatites

Boa tarde pessoal, 
Para encerrarmos o tópico sobre patologias do TGI, escolhi duas para falar sobre patologias dos órgãos anexos.

Para quem ainda não viu as duas primeiras matérias, acesse nos links a baixo:




Para encerrarmos escolhi as Hepatites para falar sobre o fígado e Diabetes para falar sobre o pâncreas. 

Disponibilizei links com boas explicações e contendo informações valiosas para o estudo de anatomia patológica. Links que variaram de sites de profissionais de renome na medicina, sites relacionados ao governo, como o Ministério da Saúde e é claro, alguns artigos científicos.

Após lerem os links, os alunos receberam duas atividades com questões sobre cada doença, que serão disponibilizadas a baixo. Notem, nas questões, que em conjunto, elas abordam todos os pilares estudos nas doenças da disciplina: Etiologia, Fisiopatologia, Manifestações Clínicas (Sintomas) e Alterações Morfológicas.

Para quem não tem interesse nas questões, aproveitem a leitura dos links, dá para tirar muitas dúvidas e excelentes informações confiáveis sobre os temas.

LINKS Diabetes:

terça-feira, 19 de março de 2019

Patologias do Trato Gastro Intestinal II - Órgãos do TGI

Bom dia pessoal,

O resumo de hoje é para encerrar o assunto sobre as patologias do TGI, falando sobre as patologias do intestino.

A primeira matéria, referente às patologias do TGI superior, encontra-se no link abaixo:


Essa matéria também é baseada, em partes, no Capítulo 17 do Livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cotran.

Intestino Delgado e Cólon:

Devido ao seu papel no transporte de nutrientes e água e à sua interface com diversos antígenos dos alimentos e microbianos, os intestinos estão envolvidos em uma variedade de processos de má absorção, infecciosos, inflamatórios e neoplásicos.

- Obstrução Intestinal:

Tumores e infartos representam de 10 a 15% das obstruções, enquanto os 85% restantes são atribuídos às hérnias, às aderências, ao vólvulo (ou torção) e à intussuscepção. 

- Hérnia:

Defeitos na parede peritoneal permitem a protusão peritoneal em forma de saco (saco herniário) na qual os segmentos do intestino podem ficar presos (herniação externa). A estase vascular subsequente e o edema levam ao encarceramento. O comprometimento vascular propicia o estrangulamento.
Localizam-se nos canais femoral e inguinal, umbigo e cicatrizes cirúrgicas.

As Figuras 1 e 2 demonstram um dos tipos mais comuns, a hérnia inguinal:



- Aderências:

As aderências são resquícios de inflamação peritoneal localizada (peritonite), provenientes de cirurgias, infecções, endometriose ou radiação. A cicatrização leva ao surgimento de uma ponte fibrosa entre as vísceras. As aderências congênitas também ocorrem, mas raramente.
Ou seja, as aderências podem conectar duas partes do intestino ou uma parte do intestino com outros órgãos ou com a parede abdominal.
As complicações incluem herniação interna (dentro da cavidade peritoneal), obstruções e estrangulação.

terça-feira, 12 de março de 2019

Existe gastrite nervosa?

Boa tarde pessoal,

Hoje estou aqui para perguntar para vocês: Existe gastrite nervosa?

A diferença é que não sou eu quem vai responder. Apresento dois vídeos curtíssimos, um do blog da Secretária de Saúde do Governo Federal e um do grande Drauzio Varella.

Depois dos dois vídeos, segue o link da matéria no blog do governo.







Eai?
Deixamos de acreditar em mais um mito?

Obrigado.

domingo, 10 de março de 2019

Câncer de Boca

Câncer Bucal – tumor maligno

Também conhecido como carcinoma espinocelular.

Mata quase 6 mil pessoas por ano no Brasil e mais de 14 mil casos são diagnosticador (2018 - INCA e SIM - 2015). Cerca de 79% dos casos de morte são em homens e 70% dos casos são diagnosticado em indivíduos com idade superior a 50 anos. 

-Etiologia

- Fatores Extrínsecos: 
  • Tabaco : possui substâncias cancerígenas e a alta temperatura tem efeito local sobre as células da mucosa
  • Álcool : é um co-carcinógeno, ou seja, potencializa o efeito do tabaco (Seu efeito sistêmico diminui as defesas imunes).
  • Agentes Biológicos : HPV, Candida Albicans.
  • Radiação Ultravioleta : ultrapassa o epitélio, alcança o tecido conjuntivo e provoca alterações nesse tecido.

Figura 1:


- Fatores Intrínsecos
  • Anemia por deficiência de ferro: A diminuição dos níveis de ferro causa maior susceptibilidade na mucosa;
  • Desnutrição : diminui as defesas imunes; 
  • Imunossupressão: HIV, imunossupressores em transplantados;
  • Oncogenes : gene que codifica uma proteína e quando alterada, leva ao aparecimento de câncer. 
  • Genes supressores de tumores: seria um anti-oncogênico (Impede que a proteína se manifeste e leve ao aparecimento do tumor).

Quanto a localização:

Acomete preferencialmente e nessa ordem: 
  1. Lábios Inferior
  2. Borda Lateral Da Língua
  3. Assoalho Bucal

Figura 2:


A figura acima mostra uma lesão característica de pessoas que fumam. Notem que a lesão se encontra no local onde o fumante tem o hábito de deixar o cigarro na boca.

Quanto aos principais sinais e sintomas:

  1. Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
  2. Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçada na língua, gengiva, palato e bochecha 
  3. Nódulos no pescoço 
  4. Rouquidão persistente 

Tratamento:

Quando o diagnóstico é realizado no início, 80% tem cura. Geralmente o tratamento envolve cirurgia oncológica e radioterapia 

Observação : TRAUMAS NÃO CAUSAM CÂNCER  E NOS SEUS ESTÁGIOS INICIAIS OS CÂNCERES NÃO DOEM.
  • Por isso que lesões assintomáticas que não cicatrizam após três semanas devem passar por biópsia.

Essa matéria foi escrita por minha esposa, Dra. Andreia Corte Vieira Damião. Cirurgiã-Dentista, Especialista em Ortodontia e Pós-graduada  em Função e Harmonização Facial. CROSP: 117852.


Aftas

Afta – estomatite aftosa recorrente 

É uma úlcera superficial dolorosa que atinge cerca de 2 milhões de pessoas só no Brasil.

- Etiologia:

Causas mais comuns são: 
  • Trauma (quando o paciente bate a escova de dentes durante o ato da escovação, devido ao atrito com aparelhos ortodônticos, morder lábios ou interior das bochechas...)
  • Alterações hormonais (mulheres em período menstrual)
  • Alterações estomacais (gastrites, úlceras)
  • Alimentação rica em alimentos ácidos (refrigerantes, abacaxi...)
  • Alimentos picantes ou com muito condimento
  • Alimentos muito quentes
  • Falta de ferro e  vitamina B12
  • Estresse
  • Doenças  imunossupressoras

Tempo médio d de duração: 5 a14 dias

Uma duração maior que 14 dias não é comum e um dentista deve ser procurado.

Durante esse tempo, poucos recursos são efetivos em acelerar o processo de cicatrização. Existem pomadas que aliviam os sintomas como a Oncilon e a Orabase. O tratamento a laser já está disponível e é totalmente indolor

Atenção: colocar ácidos ou sal sobre as lesões não é recomendado e além de não serem eficazes apenas agridem ainda mais a mucosa 

Figura 1:

Figura 2:


Essa matéria foi escrita por minha esposa, Dra. Andreia Corte Vieira Damião. Cirurgiã-Dentista, Especialista em Ortodontia e Pós-graduada  em Função e Harmonização Facial. CROSP: 117852.



Patologias do Trato Gastrointestinal I - Órgãos do TGI

Bom dia pessoal,

A aula de hoje será sobre patologias do trato gastrointestinal. Dando sequência ao nosso curso de anatomia patológica.

Essa aula é baseada, em partes, no Capítulo 17 do Livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cotran.

Com a turma da biomedicina desse semestre, vou analisar algumas doenças pontuais dos componentes do sistema digestório. Uma matéria a parte será escrita por minha esposa dentista sobre aftas e câncer de boca, e o restante dos órgãos do trato gastrointestinal serão apresentados aqui. Doenças hepáticas e dos demais órgãos anexos estarão no próximo resumo.

- Esôfago:

- Esofagite de Refluxo:
O refluxo de conteúdo gástrico é a principal causa de esofagite. Esta condição recebe o nome clínico de Doença de refluxo gastroesofágico (DRGE).


Figura 1:

- Patogenia

O refluxo do suco gástrico é a maior fonte de lesão na mucosa. Em casos severos, o refluxo duodenal da bile pode exacerbar o dano. O refluxo é causado pela diminuição do tônus do esfíncter esofágico inferior (EEI) e/ou aumento da pressão abdominal. Pode ser exacerbado por álcool, uso de tabaco, a obesidade, depressores do SNC, gravidez, esvaziamento gástrico diminuído ou aumento do volume gástrico.
A hérnia de hiato também é uma das causas de DRGE e ocorre quando a região inferior do diafragma se separa e o estômago protrui, adentrando o tórax. As hérnias de hiato podem ser congênitas ou adquiridas, sendo que menos de 10% são sintomáticas.

- Morfologia

sábado, 9 de março de 2019

Sistema Digestório - Revisão rápida e vídeo-aulas

Boa tarde pessoal,

segue algumas imagens e dois vídeos para vocês estudarem ou relembrarem as características anatômicas e um pouco de fisiologia do nosso Sistema Digestório.




Agora, dois vídeos com boas aulas sobre o sistema digestório. De ambos os professores, a aula tem continuação. Para a minha turma de Anatomia Patológica esse primeiro vídeo basta.
Quem quiser explorar mais, é só seguir a ordem dos vídeos.




Bons estudos!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Patologia dos Ossos

Boa tarde pessoal,

esse resumo fala sobre as Patologias dos Ossos e é baseado no Capítulo 26 do livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cottran.

Para começarmos a discutir o assunto, precisamos lembrar das principais células existentes em nossos ossos:

  • Osteoblastos: responsáveis pela síntese de matriz óssea e o início da mineralização óssea. Derivados das células osteo progenitoras (células tronco pluripotentes).
  • Osteócitos: células de longa duração responsáveis pela homeostase local de cálcio e fosfato do osso e por transmitir forças mecânicas em atividades biológicas (transdução mecânica). São derivadas dos osteoblastos.
  • Osteoclastos: células de curta duração (cerca de duas semanas), multinucleadas, responsáveis pela reabsorção do osso.


A homeostase óssea envolve o equilíbrio da deposição óssea pelos osteoblastos e reabsorção pelos osteoclastos. Células do estroma e osteoblastos também regulam criticamente a diferenciação e ativação de osteoclastos.

- Anormalidades de Desenvolvimento em Células Ósseas, Matriz e Estrutura:

Enquanto desordens ósseas adquiridas comumente se apresentam na idade adulta, a maioria das anomalias do desenvolvimento são causadas por mutações genéticas e manifestadas tipicamente durante os estágios precoces da formação óssea.

  • Disostoses: anomalias do desenvolvimento devido à migração ou diferenciação anormal das células mesenquimais; frequentemente são resultados de mutações nos genes dos fatores de transcrição homeobox. Como a Simpolidactilia: causada pela mutações do fato de transcrição Homeobox HOXD-13, se manifestando com um dígito extra (polidactilia) e/ou fusão dos dedos (sindactilia);
  • Displasias: são mutações em moléculas sinalizadoras ou constituintes da matriz, levando a desordens esqueléticas globais. A Acondroplasia é a forma mais comum de nanismo, sendo 80% genética. São causadas por mutações no receptor do fator de crescimento de fibroblastos 3. Ossos menores com extremidades anormalmente curtas, porém com largura normal.

- Doenças associadas a defeitos nas proteínas estruturais extracelulares:

  1. Doença do Colágeno Tipo 1: gera uma osteogênese imperfeita, conhecida também como doença do osso quebradiço. Resultantes da síntese anormal de colágeno tipo 1 (90% dos constituintes da matriz orgânica óssea).
  2. Doenças associadas às mutações nos colágenos tipo 2, 9, 10 e 11: relacionadas com a síntese anormal de cartilagem hialina.

- Doenças associadas aos defeitos no dobramento e degradação de macromoléculas:

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Links importantes para a urinálise

Bom dia pessoal,
seguem dois links importantes para quem está estudando urinálise.

O primeiro, uma aula do centro de patologia clínica de Natal (RN), que recebe o título de Urinálise: Consensos e Controvérsias:


O segundo, um link para os valores de referência "normais" dos constituintes da urina. Observem que existem os valores padronizados a nível nacional e mundial, e que diversas fontes podem trazer pequenas diferenças. Perguntem ao professor de vocês qual ele usa e por que.

O link:



Dica de livro:

Como recomendação da minha orientada de doutorado, professora doutora Maria Rita Rodrigues, acrescentei nessa lista um livro da doutora Susan Stransinger, chamado Urinálise e Fluídos Corporais.
De acordo com ela, o melhor livro para entender os parâmetros analisados na urinálise e na bioquímica clínica, assim como os valores de referência, isso a nível de padrão mundial

Bons estudos!

Patologias Renais II

Segunda parte do resumo de patologia renal. A primeira você encontra no link abaixo:

http://plantandociencia.blogspot.com/2019/02/patologias-renais-i.html



Esse resumo é baseado no Capítulo 20 do livro Fundamento de Patologia - Robbins e Cotran.


- Síndrome Nefrítica:

  • Glomerulonefrite proliferativa (pós-estreptocócica, pós-infecciosa) aguda (GNPS):
É um distúrbio mediado por complexo imunológico. causado pela deposição de complexos antígeno-anticorpo, contendo proteínas derivadas de algumas infecções bacterianas.

Morfologia: é uma glomerulonefrite difusa, com hipercelularidade global resultade da infiltração de neutrófilos e monócitos; bem como da proliferação de células epiteliais, mesangiais e endoteliais.
Na imunofluorescência apresenta depósitos de IgG, IgM e C3.
Na microscopia eletrônica (ME) consegue-se ver depósitos subepiteliais semelhantes a protuberâncias.

Curso Clínico: os pacientes apresentam síndrome nefrítica de 1 a 4 semanas após uma infecção estreptocócica na pele ou faringe.  Poucas cepas (1, 4 e 12) do grupo A de estreptococos beta-hemolíticos são nefritogênicos.
Das crianças, 95% se recuperam rapidamente, 1% desenvolve doença rapidamente progressiva e o restante evolui para insuficiência renal crônica.

  • Glomerulonefrite rapidamente progressiva:
GNRP caracteriza-se clinicamente por um declínio rápido da função renal, rápido e progressivo. Dividida em três grandes grupos, com base nos achados imunológicos. Em cada grupo, as doenças podem estar associadas a distúrbios conhecidos, embora 50% sejam idiopáticas. (sem mais detalhes aqui porque não será um dos enfoques da minha aula !)



A figura mostra uma glomerulonefrite aguda difusa, notar, na porção A da imagem, a hipercelularidade.


- Síndrome Nefrótica

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Termos úteis para estudos de anatomia patológica

Boa noite pessoal,

Deixo abaixo alguns termos e achados clínicos importantes, que vão ser úteis para entender os sintomas e características das doenças renais estudadas.


Patologias Renais I

Boa tarde pessoal, esse é o primeiro dos dois resumos de Patologias do Sistema Urinário. Nessa primeira parte o foco maior é o rim propriamente dito.

Antes de começarmos o resumo propriamente dito, vou deixar algumas figuras das estruturas renais para relembrarem alguns detalhes importantes que farão diferença na leitura do conteúdo:








Agora, o resumo propriamente dito:

Esse resumo é baseado no Capítulo 20 do livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cotran.

As doenças renais são classificadas com base em quatro compartimentos anatômicos básicos:
  • Os glomérulos - com frequência, lesões mediadas imunologicamente;
  • Os túbulos - frequentemente lesões infecciosas ou tóxicas;
  • O interstício;
  • Os vasos sanguíneos.

Muitos distúrbios afetam mais que uma estrutura. A interdependência desses compartimentos determina que o dano em um deles afeta, secundariamente, os outros. A despeito da lesão inicial, todas as formas de doença renal crônica podem, por fim, destruir os quatro compartimentos renais, culminando em doença terminal.

- Definições:

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Sistema Urinário - Vídeos para revisão de anatomia e fisiologia

Boa noite pessoal, tudo bem?

Seguem duas vídeo-aulas para o pessoal da Anatomia Patológica relembrar alguns detalhes importantes sobre o funcionamento renal, assim como suas estruturas e a formação da urina.

Relembrar esses conceitos vai ser de grande importância e ajuda para entendermos o conteúdo que começaremos no dia 12/02, sobre as doenças do Sistema Urinário.

As aulas são da professora Natália Reinecke. Assisti as duas e estão bem didáticas e bem apresentadas, vale investir um pouco de tempo e relembrar tantas informações sobre nossos preciosos rins.

Assim que pronto, postarei a parte escrita da Patologia do Sistema Urinário.






Bons estudos.