segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Como vai sua memória?

Boa noite, pessoal!

O projeto Plantando Ciência e UniSaúde, da Unifaj, entra na sua segunda semana, e essa semana vamos focar nossas reflexões na Memória.

Eu aposto que, em algum momento da última semana você chegou em um cômodo da casa e não lembrou o que ia buscar, ou abriu a geladeira e não fazia a menor ideia do que foi pegar ali. Talvez tenha "perdido" a chave dentro de casa.

Alguns provavelmente pensaram e até falaram para alguém: estou com problema de memória, ou, minha memória está ruim.

E para acalmar seu coração, e muito improvável que você tenha algum problema de memória, é bem mais provável que você só não tenha prestado atenção, ou está com a cabeça cheia de informações, as vezes cansado ou estressado, e ai o foco fica difícil de se manter, acontece!



Mas porque falei sobre atenção?

Imagina o seguinte cenário: ao longo do dia, nosso cérebro recebe milhares de informações através dos cinco sentidos. É só pensar: até o momento em que você está lendo esse conteúdo, quantas coisas já viu desde que está acordado? Quantos cheiros sentiu? Quantos sabores provou ao longo desse dia?

Imagina se o cérebro precisasse guardar todas essas informações, ele ficaria completamente sobrecarregado e sem energia, como se não sobrasse espaço para novas experiências serem registradas.

E isso não faria sentido nenhum. 

Imagina ter uma máquina tão potente como o cérebro humano e não conseguir aproveitar toda sua capacidade cognitiva? Que tristeza biológica seria.

E qual foi a solução encontrada?

Nós transformamos em memórias de longo prazo, aquelas que duram as vezes para sempre, apenas as experiências que prestamos atenção e as que nos fizeram sentir emoções, que possuem carga emocional, seja boa ou ruim.

É como se o cérebro tivesse aprendido a grifar o que é importante ou não, economizando energia e espaço de armazenamento. E as canetas que grifam e sinalizam a importância da experiência são a atenção e o que sentimos em cada experiência.

Vai me falar que você nunca leu uma página inteira de um livro e, na última palavra, percebeu que não entendeu absolutamente nada do que tinha lido nos últimos parágrafos? Falta de atenção, lá vai você ler a página inteira de novo, rs.

Gosto de falar para os alunos que nossa atenção tem uma bateria, que gasta muito rápido quando estamos focados em algo, como no celular rolando as redes sociais. 

Para recarregar e poder usar novamente nosso foco, precisamos dos minutos para o cafezinho, de um exercício físico, de um bom banho, de uma forma de deixar o cérebro divagar um pouco, assimilar as ideias e voltar com força total. A bateria acaba rápido, mas recarrega rápido também, mas o cérebro precisa de um pouco de paz para isso.

E claro, praia e cachoeira são ótimas formas de ter um pouco de paz e recarregar as energias, mas como nem sempre é possível, pequenos intervalos na rotina, de preferência sem o celular, já ajudam bastante.

Nossa memória é fantástica, e mais reflexões sobre sua beleza você pode encontrar aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2022/07/memoria-algumas-reflexoes.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2023/09/a-beleza-da-memoria-humana.html


Existem alguma características fascinantes, como o fato da memória contar nossa história pessoal, uma vez que, ao refletir um pouco, percebemos que somos hoje o que temos guardado das experiências que passamos. 

Além disso, a memória nos faz enxergar o mundo de acordo com as lentes que foram colocadas em nossa visão de acordo com cada experiência marcante, e é por isso que cada um de nós enxerga o mesmo mundo de forma tão diferente, que gostamos de músicas diferentes, de livros diferentes, de filmes diferentes...

Vale a pena dar uma olhada nesses materiais para refletir mais a respeito:

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/04/memoria-reflexoes.html

Mas quais áreas estão relacionadas com a formação de memórias no nosso cérebro?

A principal recebe o nome de hipocampo, uma região que faz parte do famoso Sistema Límbico, relacionado às nossas emoções, comportamentos emocionais e formação de memórias. 

O hipocampo, basicamente, guarda as experiências do dia para trabalhar em cima delas durante a noite, no sono. Daí a importância do sono para a formação das memórias e do nosso aprendizado. 

As experiências que foram grifadas pela atenção ou pela carga emocional são transformadas em memórias de longo prazo e ficam espalhadas no nosso cérebro. Ou seja, o hipocampo ajuda a formar a memória de longo prazo, mas não armazena ela.

E aquelas experiências que não precisam ser guardadas? São apagadas, e posso comprovar com uma pergunta simples: você lembra o que comeu no almoço de terça passada? E de quem encontrou na sala de aula no primeiro dia de aula de Fisiologia? 

Provavelmente não, porque isso não importa, não precisa ser registrado no cérebro.

Para finalizar essa primeira discussão sobre memória e as pílulas que irão surgir sobre o assunto, recomendo três leituras divertidas e ricas em conhecimento neurocientífico, além disso, tem uma dica de documentário espetacular para aprender assistindo:

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/01/explicando-mente-memoria-parte-1.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/02/explicando-mente-memoria-parte-2.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/03/explicando-mente-memoria-parte-3.html

Por hoje é só, pessoal!
Boas reflexões e lembrem-se, você não tem problema de memória (provavelmente), só não está prestando muito a atenção.

Fisiologia, primeira parte

Bom dia, pessoal!

Encerramos hoje, em sala de aula, a primeira parte da disciplina de Fisiologia Humana. 

Até o momento, trabalhamos bastante sobre as sinapses químicas e suas características e funções, sistema ósseo e sistema músculo esquelético, com o maior foco sendo dado ao processo da contração muscular. 

Quando começamos o semestre, trouxe novamente para vocês o conceito de sinapses químicas, e mostrei como ela está por trás de basicamente tudo que fazemos ao longo do nosso dia, desde os cinco sentidos até os movimentos, passando por toda a base cognitiva do nosso cérebro.

Alguns materiais que valem a pena serem incluídos no estudo de vocês é:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/02/potenciais-de-acao.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/09/tecido-nervoso-i.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/03/tecido-nervoso-2-celulas-da-glia-e.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html


Aha Bruno, mas o que devo focar desses materiais, pensando em prova? Sinapses químicas (mecanismo de ação), exemplo dos inibidores da recaptação de serotonina e o conceito de neuroplasticidade envolvido no transtorno depressivo antes e depois do fármaco, e o exemplo da toxina botulínica, que conecta os temas sinapse química e contração muscular.

Depois desse primeiro susto, falamos sobre tecido ósseo e algumas das suas principais características, desde a anatomia até a questão celular, onde estudamos osteoblastos, osteoclastos e a relação da saúde óssea e a osteoporose. 

Aqui no blog, tem um resumo de sistema ósseo da Anatomia, que deixo aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2016/12/introducao-ao-estudo-da-anatomia_20.html

Porém, lembrem-se do que falei em sala de aula. Esse material é uma revisão de anatomia, então, caso algo apareça na prova, é a relação entre a destruição controlada dos ossos causada pelos osteoclastos e a reconstrução que é papel dos osteoblastos. 

Acrescentaria, a essa discussão, o papel da vitamina D e do cálcio na manutenção da saúde óssea, e a menopausa como fator de risco para as mulheres, principal grupo diagnosticado com a patologia.

Finalizando a parte óssea, entramos no sofrimento de verdade, rs. Brincadeira, entramos em contração muscular, e aqui temos uma gama de materiais um pouco maior, sendo que, esse assunto, é o principal dentre os primeiros estudados. 

Vocês já sabem, nessa altura, que o principal significa o que vai aparecer com mais frequência na primeira prova, dentre os materiais citados! Fica a dica!

Alguns links que podem salvar nos estudos:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/juncao-neuromuscular.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/contracao-do-musculo-esqueletico.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/08/fisiologia-da-contracao-muscular-2.html


Não se esqueçam que dividimos a fisiologia da contração em dois grandes momentos, um momento onde o movimento é gerado e desenhado no sistema nervoso central (SNC) e chega até a placa motora, com a liberação da acetilcolina. E um segundo momento, que ocorre quando a acetilcolina se liga aos receptores do músculo esquelético e dispara a contração do músculo esquelético.

A primeira parte, até a junção neuromuscular, vocês encontram aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/05/cerebelo-e-motricidade-20.html

Agora, não tem segredo, é com vocês!

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Enzimas e vitaminas: pequenas moléculas, grandes responsabilidades - parte 1

Olá, pessoal!

Hoje vou começar nossa discussão com uma pergunta bem simples:

O que está acontecendo dentro do seu corpo agora?


Enquanto você lê este texto, está respirando sem precisar pensar sobre isso, coração batendo para que o oxigênio da respiração chegue a todos os cantos do seu corpo, inclusive, abastecendo seu cérebro de energia para permitir que você leia o material, rs.

E, enquanto tudo isso acontece, existe uma coisa acontecendo em praticamente todos os lugares do seu organismo: Reações químicas.

Muitas. Milhares delas.

O tempo todo moléculas sendo quebradas, outras sendo construídas, energia sendo produzida e utilizada, substâncias sendo transformadas.

A vida, em grande parte, é química acontecendo.

Mas aqui aparece uma pergunta ainda mais interessante:

Se as moléculas do nosso organismo são capazes de reagir umas com as outras...

Por que elas não fazem isso simplesmente sozinhas?

Não faria mais sentido se elas não precisassem de ajuda para realizar essas reações? Por que precisamos de algo para ajudar?

Para responder a essa pergunta, precisamos falar sobre duas coisas que, à primeira vista, parecem assuntos completamente diferentes:

enzimas e vitaminas.

Mas, no final, talvez você perceba que elas estão muito mais conectadas do que imaginávamos.

E não só isso, na discussão sobre vitaminas, vamos entender como a ciência vem mostrando a relação direta entre falta e excesso de vitaminas e alguns nutrientes estão diretamente relacionadas à saúde mental.

Na verdade, a vida não pode esperar

Imagine que você acabou de comer.

Os alimentos precisam ser digeridos. Carboidratos precisam ser quebrados. Proteínas precisam ser transformadas em aminoácidos. Lipídios precisam ser processados.

Parte dessas moléculas será utilizada para produzir energia. Outra parte será utilizada para construir novas estruturas.

Agora imagine que todas essas reações até fossem possíveis...

Mas demorassem dias. Ou semanas. Isso seria um enorme problema.

Porque a vida não funciona apenas porque as reações químicas podem acontecer. Ela funciona porque essas reações acontecem na hora certa, no lugar certo e na velocidade adequada.

E aqui é exatamente o ponto onde entram as enzimas na nossa discussão.


Enzimas: os aceleradores da vida

As enzimas são catalisadores biológicos.

Traduzindo para uma linguagem menos assustadora: elas ajudam as reações químicas a acontecerem mais rapidamente.

Como se fosse um turbo, que acelera o acontecimento das coisas dentro do nosso organismo.

E isso é extremamente importante.

Uma reação que poderia acontecer lentamente pode ocorrer milhares ou milhões de vezes mais rapidamente quando existe uma enzima participando do processo. Isso é vida, ágil, dinâmica, rápida!

E existe outro detalhe interessante.

A enzima não é simplesmente “gasta” durante a reação, como se fosse um combustível.

Ela participa. Ajuda. Facilita a transformação.

E pode participar novamente. E novamente. E novamente...

Uma mesma enzima pode catalisar várias reações semelhantes em um período relativamente curto. Por isso, grande parte do nosso metabolismo depende delas. Mas não pense que uma enzima é uma espécie de trabalhador genérico, capaz de fazer qualquer coisa.

As enzimas são específicas.

Elas reconhecem determinadas moléculas, chamadas de substratos, e participam de reações específicas.

Aqui podemos parar e pensar em uma pergunta:

Se existem milhares de moléculas circulando dentro de uma célula, como uma enzima “sabe” com qual delas deve interagir?

A resposta está na sua estrutura.

E, na maioria dos casos, estamos falando de proteínas.

Proteínas com uma estrutura tridimensional extremamente importante para o seu funcionamento. Mas a palavra “maioria” é importante. Porque nem todas as moléculas capazes de exercer atividade catalítica são proteínas.

Existem também moléculas de RNA capazes de catalisar reações. Elas recebem o nome de ribozimas.

Ou seja:

Até uma molécula que normalmente associamos ao armazenamento e à transmissão de informações pode, em determinadas situações, participar ativamente da química da vida.

Fora toda a relação das enzimas com o funcionamento e quebra dos fármacos em nosso organismo, ponto que vamos analisar ali na frente, quando falarmos sobre as enzimas hepáticas AST E ALT.

 

Mas, para continuarmos, vamos fazer uma experiência bioquímica bem simples?

Vamos colocar uma batata em água oxigenada?

Agora vamos sair um pouco da teoria.

Imagine três copos.

No primeiro, colocamos pedaços de batata crua.

No segundo, pedaços de batata cozida.

No terceiro, apenas água.

Depois adicionamos água oxigenada aos três.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Seu cansaço não está passando? Mesmo depois de dormir?

Bom dia, pessoal!

Sabe aquela sensação de acordar cansado, mesmo depois de uma noite boa de sono?

Já acordou cansado? Ou melhor, mentalmente cansado?

Tipo aqueles dias em que, nas primeiras horas da manhã, você mal consegue organizar os pensamentos, o cérebro parece esgotado...

E ele está, coitado. 

E advinha quem está por trás desse cenário? 

O Estresse.

Estresse que vai se acumulando dia após dia, na correria da rotina, dos boletos, dos BOs surpresas que sempre aparecem, da alimentação atrapalhada e que mais judia que ajuda o corpo, das noites de sonos mal dormidas...

E, normalmente, o que fazemos?

Nada.

Consideramos normal, que faz parte da vida, e esquecemos que o estresse que se acumula precisa ser gasto, precisamos de válvulas de escape para que o cérebro se reinvente, descanse mesmo sem dormir, tire o foco do lado mais puxado e tenha momentos para ser ele mesmo, praticando o ócio criativo.

 


É uma reclamação comum, que com frequência aparece nas salas de aula, na roda de conversa com amigos, em alguns (poucos) ambientes que frequento na minha rotina. 

E tem aparecido com cada vez mais frequência.

Imagina um cenário maravilho, onde tiramos o estresse acumulado da sua vida e rotina. Sobrando só sua versão que faz as coisas, mas lida bem com tudo, não acumulando estresse.

Nesse cenário, seu sono está bem regulado, tanto em horas quanto em qualidade. Aqui, dentre os papéis essenciais do sono, gostaria de focar em alguns específicos:

 

- Descanso e limpeza do cérebro! Durante as fases mais profundas do sono e na fase do sono REM, o cérebro se reorganiza, se limpa, se prepara para o novo ciclo que começa ao despertar. Isso é essencial para manutenção da nossa saúde mental, para construção de memórias, para um maior nível de atenção e cognitivo, é o cérebro poder funcionar com seu potencial máximo.

- Além dessas alterações, o sono ainda diminui  o cortisol corporal, libera hormônios como o do crescimento (GH), diminui o tônus simpático (responsável pelo estado de alerta do nosso corpo e mente), dentre várias funções biológicos que auxiliam na nossa saúde física e mental.

 

Quando estamos sobre uma grande carga de estresse ou sobre os drásticos efeitos do estresse patológico crônico, acontecem algumas mudanças no nosso organismo que vão dificultando cada vez mais a qualidade do sono, minando a qualidade do descanso através dos altos níveis de cortisol e outras alterações neurobiológicas.

Para que vocês entendem de uma forma mais simples, estresse acumulado tende a aumentar a concentração do hormônio cortisol, pois o eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal está constantemente ativo. 

Dentre os efeitos conhecidos de um aumento crônico do cortisol, temos uma diminuição da força do sistema imune, tornando nosso corpo mais fraco e mais apto a ficar doente, disfunções cognitivas, declínio na formação de memórias e do aprendizado... 

E boa parte, se não tudo, conversa com os efeitos do estresse sobre o nosso sono, e porque o coitado do cérebro não consegue descansar, mesmo que você durma oito horas todas as noites.

Estresse alto, cortisol alto, sistema nervoso simpático (aquele da resposta de Luta ou Fuga) hiperativo. 

De dia, tudo isso vai afetar bastante sua rotina, seu humor, mas a noite meu amigo, os efeitos acabam custando mais caro, e muitas vezes de uma forma bem sutil.

Primeiro, existe um aumento do cortisol noturno, uma vez que, nessa fase de grande carga de estresse, o parassimpático não consegue tomar as rédeas nem mesmo durante a noite, e o simpático e toda a tensão que ele trás, continuam ativos durante seu sono. Assim, aumenta o gasto energético do corpo e do cérebro durante a noite. e tem mais, o cérebro ainda não consegue fazer a limpeza adequada, prejudicando a consolidação de memórias.

Se não bastasse, pesquisas mostram que essa "limpeza", basicamente uma faxina que acontece durante o sono, limpa do nosso cérebro a famosa beta-amiloide, que quando acumulada da início à inflamação e morte neuronal associadas à doença de Alzheimer. Tem pesquisas, inclusive, que mostram que uma noite mal dormida já aumentaria a probabilidade de desenvolver a doença, ou seja, ferrou, rs.

Ou seja, mesmo dormindo, o cérebro não consegue recarregar suas baterias. 

Além de essa combinação aumentar os episódios de despertar ao longo da noite, mesmo que seja micro, sem que a gente nem perceba, todas essas alterações em conjunto aumentam a inflamação ao longo de todo o nosso corpo. Algo como uma inflamação basal, pequena, porém corrosiva no longo prazo.

Juntando tudo isso, seu corpo pode até ter a sensação de estar descansado, mas seu cérebro não. Você fica esgotado nas primeiras horas do dia, atenção prejudicada, formação de memórias prejudicada, humor desequilibrado... 

Não adianta, precisamos enxergar o estresse acumulado como um formador de caos na nossa biologia, principalmente na neurobiologia. Por isso, encontrar válvulas de escape para o estresse: exercício físico que você se apaixone, pessoas ou locais que te fazem bem, atividades que geram prazer... é extremamente necessário em nossa rotina atual.

Até porque, se assim como eu, você não for herdeiro ou tenha alguém para te bancar, os níveis de estresse por conta dos BOs diários e da vida continuarão sendo altos, então, não adianta visualizarmos um mundo de plenitude e paz, mas sim encontrar formas para que o caos do dia a dia, não torne o nosso corpo e, consequentemente, a nossa mente, em um caos também.

Tenham momentos ou pratiquem atividades, coisas que você gosta, que dá aquela sensação de abraço mental, que faz bem para o corpo e para a saúde mental.

E antes de finalizarmos essa reflexão, é com o maior prazer que anuncio a parceria entre o Plantando Ciência e o Centro Universitário de Jaguariúna, a UNIFAJ.



segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Fisiologia da Contração Muscular 2

Bom dia, pessoal!

Semana passada conversamos sobre a contração muscular na aula de Fisiologia Humana.

Hoje, continuamos e encerramos o assunto, com a segunda parte da contração, uma parte que acontece depois da placa motora, ou seja, depois que o impulso nervoso que caminhou desde a medula espinhal até o músculo que vamos movimentar através dos nervos espinhais, saiu pela sinapse química através da acetilcolina e ativou o músculo estriado esquelético.

Mantendo a qualidade dos desenhos feitos ao vivo em sala de aula, na lousa, fiz um desenho para vocês lembrarem dessa primeira parte:

Desde o movimento ser construído em conjunto pelo cerebelo e pelo córtex motor, até o impulso nervoso caminhar no sistema nervoso periférico e conseguir acionar o músculo que queremos movimentar, muita coisa acontece. Mas muita coisa bem simples de entender, numa sequência lógica que construímos juntos em sala de aula.

Agora, quando o músculo ativa e começa realmente a parte fisiológica da contração muscular, cujos principais atores serão o retículo sarcoplasmático, o cálcio, a troponina, a actina, a miosina e claro, o ATP.

Vamos elaborar juntos um passo a passo para que tudo isso fique mais claro, mas recomendo, antes de tudo, estudarem esse material aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/contracao-do-musculo-esqueletico.html

Bons estudos meu povo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

A água, o pH e o equilíbrio que você nunca percebeu que existia

Bom dia, pessoal!

Na nossa terceira aula de bioquímica básica vamos falar sobre água e toda sua relação com o funcionamento do nosso organismo, e como isso conversa com os dois próximos temas, pH e sistema tempão.

Vocês devem ter bebido água hoje, né?

Talvez um copo assim que acordaram, ou junto com o café da manhã.

Um gesto tão automático que ninguém para pra pensar nele.

Mas, se a gente for parar pra realmente entender o que está acontecendo, a água é, provavelmente, a molécula mais subestimada de todo o nosso organismo.

Cerca de 75% de você é água.

E não estou falando de "água parada", tipo um copo em cima da mesa. Estou falando de uma molécula extremamente ativa, que participa, literalmente, de todos os processos biológicos que discutimos até aqui na disciplina. Sem ela, nenhuma reação bioquímica acontece.

Mas vamos entender isso com mais detalhes, água e bioquímica são as bases da nossa biologia.