Olá, pessoal!
Hoje vou começar nossa
discussão com uma pergunta bem simples:
O que está acontecendo
dentro do seu corpo agora?
Enquanto você lê este texto, está respirando sem precisar pensar sobre isso, coração batendo para que o oxigênio da respiração chegue a todos os cantos do seu corpo, inclusive, abastecendo seu cérebro de energia para permitir que você leia o material, rs.
E, enquanto tudo isso
acontece, existe uma coisa acontecendo em praticamente todos os lugares do seu
organismo: Reações químicas.
Muitas. Milhares delas.
O tempo todo moléculas
sendo quebradas, outras sendo construídas, energia sendo produzida e utilizada,
substâncias sendo transformadas.
A vida, em grande parte,
é química acontecendo.
Mas aqui aparece uma
pergunta ainda mais interessante:
Se as moléculas do nosso
organismo são capazes de reagir umas com as outras...
Por que elas não fazem
isso simplesmente sozinhas?
Não faria mais sentido se
elas não precisassem de ajuda para realizar essas reações? Por que precisamos
de algo para ajudar?
Para responder a essa
pergunta, precisamos falar sobre duas coisas que, à primeira vista, parecem
assuntos completamente diferentes:
enzimas e vitaminas.
Mas, no final, talvez
você perceba que elas estão muito mais conectadas do que imaginávamos.
E não só isso, na discussão
sobre vitaminas, vamos entender como a ciência vem mostrando a relação direta
entre falta e excesso de vitaminas e alguns nutrientes estão diretamente
relacionadas à saúde mental.
Na verdade, a vida não
pode esperar
Imagine que você acabou
de comer.
Os alimentos precisam ser
digeridos. Carboidratos precisam ser quebrados. Proteínas precisam ser
transformadas em aminoácidos. Lipídios precisam ser processados.
Parte dessas moléculas
será utilizada para produzir energia. Outra parte será utilizada para construir
novas estruturas.
Agora imagine que todas
essas reações até fossem possíveis...
Mas demorassem dias. Ou
semanas. Isso seria um enorme problema.
Porque a vida não
funciona apenas porque as reações químicas podem acontecer. Ela funciona porque
essas reações acontecem na hora certa, no lugar certo e na velocidade adequada.
E aqui é exatamente o
ponto onde entram as enzimas na nossa discussão.
Enzimas: os aceleradores da vida
As enzimas são
catalisadores biológicos.
Traduzindo para uma
linguagem menos assustadora: elas ajudam as reações químicas a acontecerem mais
rapidamente.
Como se fosse um turbo,
que acelera o acontecimento das coisas dentro do nosso organismo.
E isso é extremamente
importante.
Uma reação que poderia
acontecer lentamente pode ocorrer milhares ou milhões de vezes mais rapidamente
quando existe uma enzima participando do processo. Isso é vida, ágil, dinâmica,
rápida!
E existe outro detalhe
interessante.
A enzima não é
simplesmente “gasta” durante a reação, como se fosse um combustível.
Ela participa. Ajuda. Facilita
a transformação.
E pode participar
novamente. E novamente. E novamente...
Uma mesma enzima pode
catalisar várias reações semelhantes em um período relativamente curto. Por
isso, grande parte do nosso metabolismo depende delas. Mas não pense que uma
enzima é uma espécie de trabalhador genérico, capaz de fazer qualquer coisa.
As enzimas são
específicas.
Elas reconhecem
determinadas moléculas, chamadas de substratos, e participam de reações
específicas.
Aqui podemos parar e pensar em uma pergunta:
Se existem milhares de
moléculas circulando dentro de uma célula, como uma enzima “sabe” com qual
delas deve interagir?
A resposta está na sua
estrutura.
E, na maioria dos casos,
estamos falando de proteínas.
Proteínas com uma
estrutura tridimensional extremamente importante para o seu funcionamento. Mas
a palavra “maioria” é importante. Porque nem todas as moléculas capazes de
exercer atividade catalítica são proteínas.
Existem também moléculas
de RNA capazes de catalisar reações. Elas recebem o nome de ribozimas.
Ou seja:
Até uma molécula que
normalmente associamos ao armazenamento e à transmissão de informações pode, em
determinadas situações, participar ativamente da química da vida.
Fora toda a relação das
enzimas com o funcionamento e quebra dos fármacos em nosso organismo, ponto que
vamos analisar ali na frente, quando falarmos sobre as enzimas hepáticas AST E
ALT.
Mas, para continuarmos,
vamos fazer uma experiência bioquímica bem simples?
Vamos colocar uma batata
em água oxigenada?
Agora vamos sair um pouco
da teoria.
Imagine três copos.
No primeiro, colocamos
pedaços de batata crua.
No segundo, pedaços de
batata cozida.
No terceiro, apenas água.
Depois adicionamos água
oxigenada aos três.




