sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Estreia da nova série - Ócio criativo

Bom dia, pessoal!

Estreia hoje, no youtube, a série Pílulas de saúde, um projeto que nasceu da parceria entre o curso de Biomedicina da Unifaj, o projeto UniSaúde e o Plantando Ciência.

O primeiro vídeo, de cerca de 2 minutos de duração, fala sobre a coisa que o nosso cérebro mais gosta de fazer quando estamos acordados: viajar na maionese, ser ele mesmo, sem estar focado em algum sentido ou atividade. 

Viajar na maionese é uma excelente expressão, mas também conhecemos como Ócio criativo, aqueles minutos de paz que damos para o nosso cérebro se divertir criando cenários, utilizando memórias do passado e imaginando, sendo criativo, basicamente livre de estímulos externos. 

Confere:



Para quem não viu, a matéria escrita sobre o assunto está aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/search?q=%C3%B3cio+criativo


E a figura que resumiu de uma forma bem legal o tema foi:


quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Anatomia da Ansiedade

Plantando Ciência — Prof. Dr. Bruno Damião

Bom dia, meu povo!

Vamos fazer algumas reflexões sobre nossa Ansiedade?

Deixa eu começar com uma pergunta: quando foi a última vez que seu corpo acelerou sem pedir licença?

E quando digo acelerou, quero dizer: coração disparado antes da reunião, estômago apertado ao abrir o e-mail, cabeça rodando o pior cenário na noite anterior a um dia completamente comum.

Se a sua resposta foi “hoje”, esse texto é para você.

Senta aí e bora entender o que está acontecendo dentro da sua cabeça.

O cérebro que hoje te faz sofrer antecipando o boleto é o mesmo que mantinha nossos antepassados vivos. A base da ansiedade é a resposta do medo, e basicamente serve para nos manter vivos e ajudar a formar memórias das experiências marcantes (aprendizado forçado, eu diria).

Já falamos sobre isso aqui no blog, mas desde 2017, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo pela Organização Mundial da Saúde.

E se traduzirmos em números, fica ainda mais fácil de entender: cerca de 9,3% da população — mais de 18,6 milhões de brasileiros, sofrem com algum transtorno de ansiedade. O mais comum por aqui é o TAG, transtorno de ansiedade generalizada.

E tem mais: 26,8% dos brasileiros já receberam diagnóstico médico de ansiedade. Entre jovens de 18 a 24 anos, esse número passa de 31%.

O primeiro ano da pandemia aumentou em 25% a prevalência global de ansiedade e depressão. O isolamento social e as perdas de entes queridos serviram como um terreno fértil para a explosão de casos no mundo.

Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum transtorno mental, e os transtornos mentais são a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo.




sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Bioquímica das proteínas

Bom dia, pessoal!

Hoje, no nosso último assunto dentro da Bioquímica Básica, vamos falar das famosas proteínas!

Vamos começar pelo começo: as proteínas são as moléculas orgânicas mais abundantes das nossas células. Todas as células têm proteínas. Todas.

De características básicas, já podemos citar: alto peso molecular, formas completamente diferentes entre si — e, ainda assim, todas nascidas do mesmo alfabeto de vinte letras, os aminoácidos.

Vamos começar com os tijolinhos usados na formação das proteínas, os aminoácidos!

Mas, conforme avançarmos na discussão, vocês vão perceber que é uma história de construção, demolição e reciclagem — nosso corpo trabalha 24 horas por dia no metabolismo e produção de proteínas.


 

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Fisiologia Endócrina

Bom dia, pessoal!

Seguindo nossa disciplina de Fisiologia Humana, hoje vamos falar um pouco sobre a endocrinologia. Bora entender os hormônios e seu papel dentro da Fisiologia Endócrina?

Por trás de toda a beleza e toda influência fisiológica do sistema endócrino estão os famosos hormônios. E aqui já temos um primeiro ponto bem interessante: hormônios são substâncias que em pequenas quantidades conseguem gerar grandes alterações no nosso organismo. 

Se analisarmos bem, todos os nossos órgãos são regulados basicamente pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino.

E se você que está lendo já teve alguma alteração hormonal, seja da tireoide, seja de testosterona, ou de qualquer outro que vamos estudar, sabe a quantidade de sintomas que isso normalmente gera.

E o primeiro passo é definir o hormônio, porque para assim ser chamado, a substância precisa cumprir alguns pré-requisitos fisiológicos: ser produzida por uma glândula (ou tecido/órgão com função endócrina), cair na circulação sanguínea (que podemos trocar, mais elegantemente, por secretado na circulação sanguínea), para agir em um local que a figura chama como célula sensível ao hormônio, e já sabemos que uma célula onde o hormônio consegue agir é aquela que possui um RECEPTOR para esse hormônio.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Público crescendo S2

Boa tarde, pessoal!

Ontem abri o blog e me deparei com números nunca antes vistos por aqui:


12 mil visualizações em um dia, sensacional!

Esse ano batemos a média de 30 mil visualizações por mês, em outubro demos mais um upgrade. 

Um passo de cada vez, tudo aberto, sem custo algum. Afinal, a ideia inicial era devolver em forma de conhecimento acessível, tudo o que a Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) fez por mim, investiu em mim. 

Seguimos, tem bastante coisa nova até dezembrão!

Bons estudos e boa semana, meu povo! 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Papo de Consultório #5 - Luto – Como nosso cérebro aprende uma ausência?

Por: Dr. Bruno Damião - Neurociência e Psicanálise

Olá, pessoal!

No último Papo de Consultório, conversamos sobre mecanismos de defesa: aquelas manobras silenciosas que a mente monta para trocar um sofrimento grande por um incômodo menor — negação, racionalização, projeção, e por aí vai.

E brinco com o por ai vai porque nosso cérebro é extremamente criativo quando o assunto é se proteger.

Mas, hoje eu quero levar vocês para um território em que nenhuma dessas defesas segura as pontas: o luto.

Existe uma frase que escuto com frequência no consultório: "Doutor, já faz tempo, eu devia ter superado."

E aqui vai a ideia de hoje, simples e um pouco desconfortável: superar pode não ser o objetivo do luto.

O que o cérebro faz quando alguém que amamos morre não é defeito, não é fraqueza e definitivamente não tem prazo de validade (eu sei, essa dói). É aprendizado.

Do tipo mais doloroso que existe.