sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Bioquímica dos Carboidratos - I

Boa noite, pessoal

Dando continuidade na nossa disciplina de Bioquímica Básica, agora entramos na primeira macromolécula bioquímica, e ela é a macromolécula mais comum na natureza.

Estamos falando deles, os carboidratos.
Encontrados nas mais variadas fontes, desde vegetais até as animais, os carboidratos estão diretamente relacionadas à energia disponível para o bom funcionamento do nosso corpo, sendo combustível essencial e uma molécula extremamente importante para o bom funcionamento de toda nossa fisiologia corporal.

Para começarmos a discussão, recomendo dois materiais que trazem uma reflexão sobre comportamento alimentar e como a glicose acaba sendo um dos principais reguladores da nossa fome fisiológica e também os exames bioquímicos que utilizamos para diagnosticar e acompanhar pacientes com distúrbios no processamento de carboidratos, como observamos da diabetes (que é uma síndrome metabólica).

O primeiro material nos conta sobre como nosso corpo entende que está na hora de buscar um alimento e quais as regiões do cérebro, mais especificamente do hipotálamo, estão envolvidas nos atos de sentir fome e se sentir satisfeito (saciedade).

Essa reflexão, vocês podem fazer aqui:

Já o segundo material inicial explora um pouco mais os principais exames realizados nos laboratórios de análises clínicas para avaliar como nosso corpo está lidando com esses carboidratos, e você encontra no link:

Essa discussão permite montar as primeiras ideias e, a partir de agora, nós vamos entender toda a parte estrutural e como nosso corpo realmente utiliza esse carboidrato ingerido na alimentação, inclusive, entenderemos o processo para a liberação da insulina, hormônio crucial para a entrada de glicose em muitos tipos celulares, como o músculo estriado esquelético.

Bons estudos, pessoal!

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Enzimas e vitaminas: pequenas moléculas, grandes responsabilidades - parte 2

Olá, pessoal.

Bom dia!

Vamos começar a conversa hoje com uma pergunta que eu tenho certeza que você já fez em algum momento: afinal, para que servem as vitaminas?

Quando alguém fala em vitamina, geralmente pensamos imediatamente em saúde.

“Vitamina faz bem.”

“Vitamina aumenta a imunidade.”

“Estou cansado, talvez esteja com falta de vitamina.”

Mas essas frases, apesar de populares, escondem uma pergunta muito mais interessante:

O que uma vitamina realmente faz dentro do organismo?


E sabe a resposta?

Depende da vitamina, porque as funções e relações com saúde física e mental são interessantíssimas e bem variadas.

E talvez uma das formas mais interessantes de compreender isso seja voltando ao que acabamos de discutir.

Algumas vitaminas participam direta ou indiretamente de processos metabólicos fundamentais. Algumas dão origem a moléculas utilizadas como cofatores ou coenzimas.

Outras participam de processos relacionados à visão, coagulação, absorção de cálcio, proteção antioxidante, síntese de moléculas e funcionamento neurológico.

Ou seja: As vitaminas não são simplesmente “boas para o corpo”.

São moléculas envolvidas em processos específicos. Elas são indispensáveis para o bom funcionamento do nosso corpo.

E, quando elas faltam, determinadas partes dessa enorme rede bioquímica podem deixar de funcionar adequadamente.

Duas grandes equipes: as que gostam de gordura e as que preferem água

Uma das classificações mais importantes divide as vitaminas em dois grupos: lipossolúveis e hidrossolúveis.

As vitaminas lipossolúveis são absorvidas juntamente com os lipídios da alimentação e podem ser armazenadas, principalmente no fígado e no tecido adiposo.

Aqui encontramos as famosas vitaminas A, D, E e K.

Já as vitaminas hidrossolúveis geralmente não são armazenadas da mesma forma e precisam ser consumidas regularmente.

Nesse grupo estão: vitamina C e vitaminas do complexo B.

E essa diferença já nos mostra uma coisa importante.

Não faz sentido pensar em todas as vitaminas como se fossem iguais. Porque elas não são.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O plástico chegou ao cérebro. O que isso pode significar para o desenvolvimento neurológico?

Boa noite, pessoal!

A décadas começamos um processo de industrialização e mudança para as cidades que nos fez perceber um detalhe importante: nós produzimos lixo para um caramba, mas com o tempo percebemos que o buraco era bem mais em baixo, porque vimos que esse lixo volta para nós, de formas catastróficas muitas vezes.

A bola da vez? Plástico!


Dá uma olhada a sua volta. Aqui no hotel tem uma garrafa grande de água na mesa onde escrevo, uma embalagem, o sabonete do hotel no banheiro, o que não é feito de plástico, ta embalado em plástico, rs.

E a ciência está nos mostrando uma coisa muito perigosa. Esse plástico vira micro e está invadindo nossos corpos de maneiras as mais variada, e tem plástico até no nosso cérebro!

As revisões mais recentes são bastante claras em um aspecto muito importante: há plausibilidade biológica e evidências experimentais, mas ainda não existe evidência humana suficiente para estabelecer causalidade entre exposição a micro/nanoplásticos e TEA.

 

Primeiro veio o plástico. Depois, ele entrou no nosso corpo. Agora, a pergunta é: ele chegou ao cérebro?

Durante muito tempo, microplásticos foram tratados principalmente como um problema ambiental. Encontrávamos plástico nos oceanos, nos peixes, na água e no solo.

Mas a pergunta mudou.

Hoje, pesquisadores investigam partículas plásticas em tecidos e fluidos humanos — e a literatura recente discute evidências de sua presença inclusive no sistema nervoso central.

Uma das grandes questões atuais não é mais apenas “estamos expostos?”, mas “o que acontece quando essa exposição encontra o cérebro?”

O problema talvez não seja apenas quanto plástico produzimos. Talvez seja quanto dele o nosso organismo suporta e consegue se adaptar a conviver.

E se formos mais fundo, o que acontece quando esse microplástico encontra o cérebro e todo o sistema nervoso em formação no desenvolvimento fetal e também no processo de amadurecimento do cérebro na infância e adolescência.

Acabou de piorar, né?

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Como vai sua memória?

Boa noite, pessoal!

O projeto Plantando Ciência e UniSaúde, da Unifaj, entra na sua segunda semana, e essa semana vamos focar nossas reflexões na Memória.

Eu aposto que, em algum momento da última semana você chegou em um cômodo da casa e não lembrou o que ia buscar, ou abriu a geladeira e não fazia a menor ideia do que foi pegar ali. Talvez tenha "perdido" a chave dentro de casa.

Alguns provavelmente pensaram e até falaram para alguém: estou com problema de memória, ou, minha memória está ruim.

E para acalmar seu coração, e muito improvável que você tenha algum problema de memória, é bem mais provável que você só não tenha prestado atenção, ou está com a cabeça cheia de informações, as vezes cansado ou estressado, e ai o foco fica difícil de se manter, acontece!



Mas porque falei sobre atenção?

Imagina o seguinte cenário: ao longo do dia, nosso cérebro recebe milhares de informações através dos cinco sentidos. É só pensar: até o momento em que você está lendo esse conteúdo, quantas coisas já viu desde que está acordado? Quantos cheiros sentiu? Quantos sabores provou ao longo desse dia?

Imagina se o cérebro precisasse guardar todas essas informações, ele ficaria completamente sobrecarregado e sem energia, como se não sobrasse espaço para novas experiências serem registradas.

E isso não faria sentido nenhum. 

Imagina ter uma máquina tão potente como o cérebro humano e não conseguir aproveitar toda sua capacidade cognitiva? Que tristeza biológica seria.

E qual foi a solução encontrada?

Nós transformamos em memórias de longo prazo, aquelas que duram as vezes para sempre, apenas as experiências que prestamos atenção e as que nos fizeram sentir emoções, que possuem carga emocional, seja boa ou ruim.

É como se o cérebro tivesse aprendido a grifar o que é importante ou não, economizando energia e espaço de armazenamento. E as canetas que grifam e sinalizam a importância da experiência são a atenção e o que sentimos em cada experiência.

Vai me falar que você nunca leu uma página inteira de um livro e, na última palavra, percebeu que não entendeu absolutamente nada do que tinha lido nos últimos parágrafos? Falta de atenção, lá vai você ler a página inteira de novo, rs.

Gosto de falar para os alunos que nossa atenção tem uma bateria, que gasta muito rápido quando estamos focados em algo, como no celular rolando as redes sociais. 

Para recarregar e poder usar novamente nosso foco, precisamos dos minutos para o cafezinho, de um exercício físico, de um bom banho, de uma forma de deixar o cérebro divagar um pouco, assimilar as ideias e voltar com força total. A bateria acaba rápido, mas recarrega rápido também, mas o cérebro precisa de um pouco de paz para isso.

E claro, praia e cachoeira são ótimas formas de ter um pouco de paz e recarregar as energias, mas como nem sempre é possível, pequenos intervalos na rotina, de preferência sem o celular, já ajudam bastante.

Nossa memória é fantástica, e mais reflexões sobre sua beleza você pode encontrar aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2022/07/memoria-algumas-reflexoes.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2023/09/a-beleza-da-memoria-humana.html


Existem alguma características fascinantes, como o fato da memória contar nossa história pessoal, uma vez que, ao refletir um pouco, percebemos que somos hoje o que temos guardado das experiências que passamos. 

Além disso, a memória nos faz enxergar o mundo de acordo com as lentes que foram colocadas em nossa visão de acordo com cada experiência marcante, e é por isso que cada um de nós enxerga o mesmo mundo de forma tão diferente, que gostamos de músicas diferentes, de livros diferentes, de filmes diferentes...

Vale a pena dar uma olhada nesses materiais para refletir mais a respeito:

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/04/memoria-reflexoes.html

Mas quais áreas estão relacionadas com a formação de memórias no nosso cérebro?

A principal recebe o nome de hipocampo, uma região que faz parte do famoso Sistema Límbico, relacionado às nossas emoções, comportamentos emocionais e formação de memórias. 

O hipocampo, basicamente, guarda as experiências do dia para trabalhar em cima delas durante a noite, no sono. Daí a importância do sono para a formação das memórias e do nosso aprendizado. 

As experiências que foram grifadas pela atenção ou pela carga emocional são transformadas em memórias de longo prazo e ficam espalhadas no nosso cérebro. Ou seja, o hipocampo ajuda a formar a memória de longo prazo, mas não armazena ela.

E aquelas experiências que não precisam ser guardadas? São apagadas, e posso comprovar com uma pergunta simples: você lembra o que comeu no almoço de terça passada? E de quem encontrou na sala de aula no primeiro dia de aula de Fisiologia? 

Provavelmente não, porque isso não importa, não precisa ser registrado no cérebro.

Para finalizar essa primeira discussão sobre memória e as pílulas que irão surgir sobre o assunto, recomendo três leituras divertidas e ricas em conhecimento neurocientífico, além disso, tem uma dica de documentário espetacular para aprender assistindo:

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/01/explicando-mente-memoria-parte-1.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/02/explicando-mente-memoria-parte-2.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/03/explicando-mente-memoria-parte-3.html

Por hoje é só, pessoal!
Boas reflexões e lembrem-se, você não tem problema de memória (provavelmente), só não está prestando muito a atenção.

Fisiologia, primeira parte

Bom dia, pessoal!

Encerramos hoje, em sala de aula, a primeira parte da disciplina de Fisiologia Humana. 

Até o momento, trabalhamos bastante sobre as sinapses químicas e suas características e funções, sistema ósseo e sistema músculo esquelético, com o maior foco sendo dado ao processo da contração muscular. 

Quando começamos o semestre, trouxe novamente para vocês o conceito de sinapses químicas, e mostrei como ela está por trás de basicamente tudo que fazemos ao longo do nosso dia, desde os cinco sentidos até os movimentos, passando por toda a base cognitiva do nosso cérebro.

Alguns materiais que valem a pena serem incluídos no estudo de vocês é:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/02/potenciais-de-acao.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/09/tecido-nervoso-i.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/03/tecido-nervoso-2-celulas-da-glia-e.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html


Aha Bruno, mas o que devo focar desses materiais, pensando em prova? Sinapses químicas (mecanismo de ação), exemplo dos inibidores da recaptação de serotonina e o conceito de neuroplasticidade envolvido no transtorno depressivo antes e depois do fármaco, e o exemplo da toxina botulínica, que conecta os temas sinapse química e contração muscular.

Depois desse primeiro susto, falamos sobre tecido ósseo e algumas das suas principais características, desde a anatomia até a questão celular, onde estudamos osteoblastos, osteoclastos e a relação da saúde óssea e a osteoporose. 

Aqui no blog, tem um resumo de sistema ósseo da Anatomia, que deixo aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2016/12/introducao-ao-estudo-da-anatomia_20.html

Porém, lembrem-se do que falei em sala de aula. Esse material é uma revisão de anatomia, então, caso algo apareça na prova, é a relação entre a destruição controlada dos ossos causada pelos osteoclastos e a reconstrução que é papel dos osteoblastos. 

Acrescentaria, a essa discussão, o papel da vitamina D e do cálcio na manutenção da saúde óssea, e a menopausa como fator de risco para as mulheres, principal grupo diagnosticado com a patologia.

Finalizando a parte óssea, entramos no sofrimento de verdade, rs. Brincadeira, entramos em contração muscular, e aqui temos uma gama de materiais um pouco maior, sendo que, esse assunto, é o principal dentre os primeiros estudados. 

Vocês já sabem, nessa altura, que o principal significa o que vai aparecer com mais frequência na primeira prova, dentre os materiais citados! Fica a dica!

Alguns links que podem salvar nos estudos:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/juncao-neuromuscular.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/contracao-do-musculo-esqueletico.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/08/fisiologia-da-contracao-muscular-2.html


Não se esqueçam que dividimos a fisiologia da contração em dois grandes momentos, um momento onde o movimento é gerado e desenhado no sistema nervoso central (SNC) e chega até a placa motora, com a liberação da acetilcolina. E um segundo momento, que ocorre quando a acetilcolina se liga aos receptores do músculo esquelético e dispara a contração do músculo esquelético.

A primeira parte, até a junção neuromuscular, vocês encontram aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/05/cerebelo-e-motricidade-20.html

Agora, não tem segredo, é com vocês!

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Enzimas e vitaminas: pequenas moléculas, grandes responsabilidades - parte 1

Olá, pessoal!

Hoje vou começar nossa discussão com uma pergunta bem simples:

O que está acontecendo dentro do seu corpo agora?


Enquanto você lê este texto, está respirando sem precisar pensar sobre isso, coração batendo para que o oxigênio da respiração chegue a todos os cantos do seu corpo, inclusive, abastecendo seu cérebro de energia para permitir que você leia o material, rs.

E, enquanto tudo isso acontece, existe uma coisa acontecendo em praticamente todos os lugares do seu organismo: Reações químicas.

Muitas. Milhares delas.

O tempo todo moléculas sendo quebradas, outras sendo construídas, energia sendo produzida e utilizada, substâncias sendo transformadas.

A vida, em grande parte, é química acontecendo.

Mas aqui aparece uma pergunta ainda mais interessante:

Se as moléculas do nosso organismo são capazes de reagir umas com as outras...

Por que elas não fazem isso simplesmente sozinhas?

Não faria mais sentido se elas não precisassem de ajuda para realizar essas reações? Por que precisamos de algo para ajudar?

Para responder a essa pergunta, precisamos falar sobre duas coisas que, à primeira vista, parecem assuntos completamente diferentes:

enzimas e vitaminas.

Mas, no final, talvez você perceba que elas estão muito mais conectadas do que imaginávamos.

E não só isso, na discussão sobre vitaminas, vamos entender como a ciência vem mostrando a relação direta entre falta e excesso de vitaminas e alguns nutrientes estão diretamente relacionadas à saúde mental.

Na verdade, a vida não pode esperar

Imagine que você acabou de comer.

Os alimentos precisam ser digeridos. Carboidratos precisam ser quebrados. Proteínas precisam ser transformadas em aminoácidos. Lipídios precisam ser processados.

Parte dessas moléculas será utilizada para produzir energia. Outra parte será utilizada para construir novas estruturas.

Agora imagine que todas essas reações até fossem possíveis...

Mas demorassem dias. Ou semanas. Isso seria um enorme problema.

Porque a vida não funciona apenas porque as reações químicas podem acontecer. Ela funciona porque essas reações acontecem na hora certa, no lugar certo e na velocidade adequada.

E aqui é exatamente o ponto onde entram as enzimas na nossa discussão.


Enzimas: os aceleradores da vida

As enzimas são catalisadores biológicos.

Traduzindo para uma linguagem menos assustadora: elas ajudam as reações químicas a acontecerem mais rapidamente.

Como se fosse um turbo, que acelera o acontecimento das coisas dentro do nosso organismo.

E isso é extremamente importante.

Uma reação que poderia acontecer lentamente pode ocorrer milhares ou milhões de vezes mais rapidamente quando existe uma enzima participando do processo. Isso é vida, ágil, dinâmica, rápida!

E existe outro detalhe interessante.

A enzima não é simplesmente “gasta” durante a reação, como se fosse um combustível.

Ela participa. Ajuda. Facilita a transformação.

E pode participar novamente. E novamente. E novamente...

Uma mesma enzima pode catalisar várias reações semelhantes em um período relativamente curto. Por isso, grande parte do nosso metabolismo depende delas. Mas não pense que uma enzima é uma espécie de trabalhador genérico, capaz de fazer qualquer coisa.

As enzimas são específicas.

Elas reconhecem determinadas moléculas, chamadas de substratos, e participam de reações específicas.

Aqui podemos parar e pensar em uma pergunta:

Se existem milhares de moléculas circulando dentro de uma célula, como uma enzima “sabe” com qual delas deve interagir?

A resposta está na sua estrutura.

E, na maioria dos casos, estamos falando de proteínas.

Proteínas com uma estrutura tridimensional extremamente importante para o seu funcionamento. Mas a palavra “maioria” é importante. Porque nem todas as moléculas capazes de exercer atividade catalítica são proteínas.

Existem também moléculas de RNA capazes de catalisar reações. Elas recebem o nome de ribozimas.

Ou seja:

Até uma molécula que normalmente associamos ao armazenamento e à transmissão de informações pode, em determinadas situações, participar ativamente da química da vida.

Fora toda a relação das enzimas com o funcionamento e quebra dos fármacos em nosso organismo, ponto que vamos analisar ali na frente, quando falarmos sobre as enzimas hepáticas AST E ALT.

 

Mas, para continuarmos, vamos fazer uma experiência bioquímica bem simples?

Vamos colocar uma batata em água oxigenada?

Agora vamos sair um pouco da teoria.

Imagine três copos.

No primeiro, colocamos pedaços de batata crua.

No segundo, pedaços de batata cozida.

No terceiro, apenas água.

Depois adicionamos água oxigenada aos três.