quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Fisiologia Endócrina

Bom dia, pessoal!

Seguindo nossa disciplina de Fisiologia Humana, hoje vamos falar um pouco sobre a endocrinologia. Bora entender os hormônios e seu papel dentro da Fisiologia Endócrina?

Por trás de toda a beleza e toda influência fisiológica do sistema endócrino estão os famosos hormônios. E aqui já temos um primeiro ponto bem interessante: hormônios são substâncias que em pequenas quantidades conseguem gerar grandes alterações no nosso organismo. 

Se analisarmos bem, todos os nossos órgãos são regulados basicamente pelo sistema nervoso e pelo sistema endócrino.

E se você que está lendo já teve alguma alteração hormonal, seja da tireoide, seja de testosterona, ou de qualquer outro que vamos estudar, sabe a quantidade de sintomas que isso normalmente gera.

E o primeiro passo é definir o hormônio, porque para assim ser chamado, a substância precisa cumprir alguns pré-requisitos fisiológicos: ser produzida por uma glândula (ou tecido/órgão com função endócrina), cair na circulação sanguínea (que podemos trocar, mais elegantemente, por secretado na circulação sanguínea), para agir em um local que a figura chama como célula sensível ao hormônio, e já sabemos que uma célula onde o hormônio consegue agir é aquela que possui um RECEPTOR para esse hormônio.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Público crescendo S2

Boa tarde, pessoal!

Ontem abri o blog e me deparei com números nunca antes vistos por aqui:


12 mil visualizações em um dia, sensacional!

Esse ano batemos a média de 30 mil visualizações por mês, em outubro demos mais um upgrade. 

Um passo de cada vez, tudo aberto, sem custo algum. Afinal, a ideia inicial era devolver em forma de conhecimento acessível, tudo o que a Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) fez por mim, investiu em mim. 

Seguimos, tem bastante coisa nova até dezembrão!

Bons estudos e boa semana, meu povo! 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Papo de Consultório #5 - Luto – Como nosso cérebro aprende uma ausência?

Por: Dr. Bruno Damião - Neurociência e Psicanálise

Olá, pessoal!

No último Papo de Consultório, conversamos sobre mecanismos de defesa: aquelas manobras silenciosas que a mente monta para trocar um sofrimento grande por um incômodo menor — negação, racionalização, projeção, e por aí vai.

E brinco com o por ai vai porque nosso cérebro é extremamente criativo quando o assunto é se proteger.

Mas, hoje eu quero levar vocês para um território em que nenhuma dessas defesas segura as pontas: o luto.

Existe uma frase que escuto com frequência no consultório: "Doutor, já faz tempo, eu devia ter superado."

E aqui vai a ideia de hoje, simples e um pouco desconfortável: superar pode não ser o objetivo do luto.

O que o cérebro faz quando alguém que amamos morre não é defeito, não é fraqueza e definitivamente não tem prazo de validade (eu sei, essa dói). É aprendizado.

Do tipo mais doloroso que existe.



segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Saúde Mental #4 - Saúde mental no Brasil: o país mais ansioso do mundo não ficou assim por acaso

Plantando Ciência — Prof. Dr. Bruno Damião | 12 de outubro de 2026

Olá, pessoal! Boa tarde.

Aproveitando o feriadão para retomar a série saúde mental, e a discussão de hoje, apesar de crucial para entender o cenário da saúde mental no Brasil, é um pouco desconfortável.

Desde 2017, somos considerados o país mais ansioso do mundo. Mas um fato muito interessante para refletirmos antes de começar a discussão é o seguinte: os números da saúde mental no Brasil não contam a história de um povo "geneticamente frágil". Contam a história de um jeito de viver.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do planeta: cerca de 9,3% da população — mais de 18,6 milhões de brasileiros convivendo com o transtorno.

Na depressão, não estamos muito atrás: são 11,5 milhões de pessoas (5,8% da população), a maior prevalência da América Latina.

E, ao longo da vida, o Ministério da Saúde estima que cerca de 15,5% dos brasileiros vão desenvolver depressão em algum momento.

Achou alto? O primeiro ano da pandemia aumentou em 25% a prevalência global de ansiedade e depressão, segundo a OMS. E os dados mais recentes mostram que o problema continua crescendo — e mudando de cara.

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Papo de Consultório 4 - Mecanismos de Defesa: o que a mente faz para você não sentir (e por que funciona... até que não funciona mais)

Bom dia, pessoal!

No Papo de Consultório 3 nós falamos sobre transferência, e podemos resumir com dois exemplos que provavelmente já afetaram você: como o cérebro usa as experiências do passado para prever como as pessoas vão se comportar com você, e como às vezes você não reage a quem está na sua frente e suas atitudes, mas a alguém que já não está mais na sua frente.

Hoje, antes de avançarmos, quero puxar um fio que ficou solto desde o texto da Projeção.

Lembra quando eu disse que Freud descreveu a projeção como um dos mecanismos de defesa do ego?

Pois é.

A projeção é um integrante, mas não é o único. E se a gente olhar o elenco completo dessa lista, começa a fazer muito mais sentido agirmos de certas formas sem entender nada do que está acontecendo.

Tipo aqueles pensamentos, comportamentos e respostas automáticas que damos e que, na esmagadora maioria, mais nos atrapalham do que nos protege!

Então o tema de hoje engloba todos esses integrantes, que podemos chamar de: os mecanismos de defesa.


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Ansiedade: seu alarme não está quebrado, está apenas mal calibrado

Por Prof. Dr. Bruno Damião | Plantando Ciência

Olá pessoal, boa noite!

Quando foi a última vez que seu corpo acelerou sem pedir licença? O coração disparou antes da reunião, o estômago apertou ao abrir o e-mail, a cabeça rodou o pior cenário possível na noite anterior a um dia comum?

Se você respondeu “ontem” ou, com honestidade, “hoje”, esse texto é para você. E sim, quem está por trás disso é a Ansiedade.

Durante muito tempo, a ansiedade foi tratada como uma inimiga, apenas enxergada com um viés negativo, como se fosse má.

Espera, deixa eu falar isso de uma forma mais clara: a mensagem que a gente recebe todos os dias é que sentir ansiedade é defeito, é falha de fabricação, é algo a ser eliminado, que precisa ser curado — de preferência rápido, com uma respiração funda e um “para de pensar nisso”.

Ou, num cenário até mais comum que a respiração, através de psicofármacos, que sem terapia servirão apenas como muletas para mascarar as sensações.

Só que, conforme avançamos em conhecimento dentro da belíssima neurociência, mais claro fica uma coisa magnífica: a ansiedade é um mecanismo de defesa, quem tá por trás da ansiedade é um sistema clássico do nosso cérebro, a resposta de medo. Um dos sistemas mais antigos, mais eficientes e mais bem conservados que existem no cérebro humano.

E pense como isso é fantástico e nos explica como uma resposta pode ser, até hoje, tão importante para nosso cérebro e comportamento: ela existe porque, por centena de milhares de anos, quem não sentia nada na frente do perigo não chegava para contar a história.

Ou seja, medo e ansiedade são bases da sobrevivência da nossa espécie, e algo dessa magnitude, é interpretada, ainda hoje, como uma resposta que merece espaço e atenção.

Somando o quão gigante é a resposta para nossa biologia, e a rotina moderna atual, rica em boletos e leões que precisamos enfrentar todo santo dia, pronto: temos, talvez, o terreno mais fértil da história para o desenvolvimento de transtornos de ansiedade!

Bonito, né?

E podemos concluir de uma maneira diferente: O problema não é o alarme. O problema é a calibragem.