Será que realmente estamos no controle do nosso cérebro?
Assistam para a reflexão:
Para o cérebro.
Será que realmente estamos no controle do nosso cérebro?
Assistam para a reflexão:
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
Bom dia, pessoal!
Hoje tive o prazer de
participar do quadro: Cá entre nós!
De uma profissional que
admiro e acompanho a um bom tempo, a Camila Manga. Inclusive, muito obrigado
pelo convite, Cá.
E o tema da live?
“O que fazer quando a
liberdade assusta?”
Para refletirmos melhor
sobre o assunto, dividi a discussão em cinco pontos principais, começando pelo
mais neurobiológico deles:
1. O cérebro prefere previsibilidade
Nossos ancestrais precisavam
caçar para obter alimentos, pasmem, não existia ifood em épocas antigas, rs.
Imagina ser difícil obter
combustível e ter um cérebro extremamente potente, sedento por conhecimentos e
aventuras, mas que gasta um combustível danado, tipo um superesportivo.
A conta não fechava e,
para continuar se desenvolvendo sem fronteiras, o cérebro aprendeu a ser o mais
econômico possível quando executa suas funções.
E aqui mora a biologia
por trás da discussão de hoje: para gastar menos energia sendo tão “inteligente”
quanto seu potencial, o cérebro constrói padrões e adora previsibilidade e zona
de conforto.
Escolhas, principalmente
quando existem diversas opções, implicam incertezas.
Incertezas fazem com que
o cérebro gaste mais energia para evitar erros, para nos manter vivos... Mais
opções, maior gasto energético, mais trabalho para o cérebro.
Resultado? Melhor evitar
e se manter no fluxo normal dos hábitos e padrões.
Mas, diante do catálogo
da Netflix ou das dezenas de opções do rodízio da churrascaria (ou do japonês),
frente à liberdade, o cérebro enxerga:
Do ponto de vista neural,
isso aumenta a incerteza.
E incerteza costuma
ativar circuitos relacionados à vigilância e à ansiedade.
Ou seja, biologicamente
falando, escolhas causam medo. É inevitável, rs.
2. Mais opções nem sempre
significa mais felicidade
Já ouviu falar sobre:
paradoxo da escolha?
Quando temos poucas
opções, escolhemos e seguimos em frente. Tipo quando seu parceiro ou sua
parceira diminui as opções de hambúrguer para duas hamburguerias, agilizou
absurdamente sua vida.
Quando temos muitas
opções nosso cérebro começa a trabalhar com questões mais complexas do que apenas
escolher e pronto, ele precisa analisar fatores como:
O resultado pode ser
justamente uma sensação de paralisia, travar frente tantas opções.
Pensando no self-service, normalmente é quando colocamos 5 tipos de mistura no prato, porque queria provar todas (mesmo sem a menor necessidade e, muitas vezes, sem nem fome para isso – vale olhar isso aqui: comer-com-os-olhos)
A liberdade absoluta pode
se transformar em peso.
3. A responsabilidade
assusta
Do ponto de vista
psicológico, quando alguém está preso a uma regra rígida, uma tradição ou uma
autoridade, parte da responsabilidade pela decisão pode ser atribuída a algo
externo.
É o que comentei na live:
quando minha rotina era definida pelos meus pais, com a escola ocupando parte do
meu dia, refeições prontas e acontecendo sempre na mesma faixa de horário,
dentre inúmeras outras coisas da rotina daquela época, meu cérebro não
precisava se preocupar com inúmeras escolhas importantes do meu dia, podendo
ser mais criativo, mais imaginativo – talvez até construindo uma ideia errônea
de que liberdade em demasia é sempre maravilhoso.
Mas quando a pessoa é
verdadeiramente livre, ela se torna autora das próprias escolhas, ou seja,
aumenta drasticamente a responsabilidade pelos resultados que serão colhidos
daquela escolha.
Senti uma pontada de
ansiedade aqui, só de lembrar de todas as responsabilidades que tenho
atualmente, rs.
A neurociência social
mostra que regiões como o córtex pré-frontal medial estão envolvidas na
autorreferência e na avaliação das consequências das próprias decisões. Que,
coincidentemente, também é uma das regiões envolvida no controle das nossas
emoções, um caminho que conhecemos com inteligência emocional.
Consegue entender melhor
agora, como nossas emoções influenciam nas nossas escolhas?
4. Para o cérebro:
segurança é mais importante que prazer
Uma descoberta importante
das últimas décadas é que o sistema nervoso não trabalha prioritariamente para
buscar felicidade, isso foi uma ideia maligna construída por nós mesmos.
O cérebro trabalha para
garantir sobrevivência.
Por isso muitas pessoas
permanecem:
Não porque gostem deles.
Mas porque são locais seguros, mesmo que seja uma possível falsa segurança,
como a Camila colocou muito bem na live.
O conhecido gera
previsibilidade. O desconhecido gera ativação fisiológica, e, nesses casos, a
ativação fisiológica é a famosa resposta do medo, base dos nossos anseios mais
comuns.
Nesse sentido, a
liberdade pode ser vivida como uma ameaça biológica antes de ser experimentada
como uma oportunidade. Análise de risco!
5. O desenvolvimento
humano exige tolerar a incerteza
Talvez a reflexão mais
interessante seja:
A maturidade não consiste
em eliminar o medo da liberdade. Ela consiste em desenvolver recursos para agir
apesar dele.
Do ponto de vista
neurobiológico, isso envolve o fortalecimento de circuitos relacionados à
regulação emocional, especialmente as conexões entre regiões pré-frontais e
estruturas límbicas como a amígdala.
Ou seja, não é que
pessoas maduras sintam menos incerteza. É que elas desenvolveram ferramentas e
conseguem sustentar a incerteza por mais tempo sem fugir dela.
E aqui, meu amigo, só a terapia e o autoconhecimento podem te ajudar!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
Boa noite, pessoal.
Nossa reflexão de hoje é sobre o perfeccionismo, mas muito se encaixa na procrastinação também, bora ver como a neurociência e a psicanálise enxergam o querer tudo perfeito?
Como o próprio título já instiga, o medo de errar, o medo de ser julgado, o medo de fazer algo e esse algo não dar certo, normalmente é a causa real por trás do tempo que perdemos para fazer o que amamos, para seguir nossa intuição, nossos sonhos.
Quando analisamos com mais calma os pacientes, os conhecidos, ou até nos mesmos, percebemos que, na maioria das vezes, o que chamamos de perfeccionismo, com a ideia de que precisa estar perfeito antes de ser mostrado, na verdade é só um mecanismo de defesa para nos defender do medo, medo da rejeição, medo do julgamento...
A neurociência vem mostrando, nas últimas décadas, que por trás do perfeccionismo, normalmente encontramos pessoas com:
- Maior sensibilidade à avaliação social.
- Hipervigilância para erros;
- Intolerância às incertezas.
E essas características te lembram o que?
Exatamente, sintomas e características comuns aos transtornos de ansiedade.
Olhando mais a neurobiologia por trás: amígdala hiperativa, reconhecendo quase todas as experiências como ameaças. Resultado? Modo de defesa constante, medo tomando conta em muitos aspectos.
E ai, enrolamos.
E o tempo vai passando...
Se enxergo tudo através de um cérebro em modo de defesa, as coisas acabam parecendo mais "perigosas" e desafiadoras do que realmente são. Ai, o medo acaba tomando conta, e eu prefiro não enviar o trabalho, não postar a matéria, não gravar um vídeo... É mais seguro esperar ficar perfeito do que errar.
Mas, sejamos sinceros agora:
- Perfeição não existe.
- Existirão pessoas prontas para julgar absolutamente tudo que você fizer. É impossível agradar a todos.
Então, neurocientificamente falando (rs), a melhor opção é ligar o famoso FODA-SE mais vezes, e fazer as coisas mesmo com medo.
Mas e para a psicanálise?
Como ela pode nos ajudar a entender o perfeccionismo?
Para olhar pelo ponto de vista psicanalítico, talvez duas frases nos ajudem no começo de uma reflexão mais profunda:
- Se ficar perfeito, ninguém me rejeitará.
- Se eu não errar, estarei seguro.
É como se o perfeccionismo fosse uma forma de encontrar e de conquistar aceitação, acolhimento, em alguns casos, até mesmo amor.
A possibilidade de errar gera medo pois a ideia oferece exatamente o contrário, não acolhimento, rejeição, julgamento... Melhor mostrar só quando estiver perfeito, evito todos esses pontos negativos.
Como a psicanálise exige sempre um olhar mais profundo, muitas vezes tudo isso começa a ser construído na infância, através das exigências familiares, das cobranças excessivas, de um ambiente onde o afeto parecia estar condicionado ao desempenho, ao acerto.
Se acerto, recebo afeto.
Se erro, encontro rejeição, desprezo, não sou acolhido.
Pronto, um monstro foi criado.
Nasce ai, um padrão que pode levar exatamente ao perfeccionismo, que pode levar à procrastinação excessiva na fase adulta.
Como já refletimos em textos anteriores, as lentes que são colocadas pela infância, que alteram a forma como enxergamos e nos comportamos com o mundão, seguem nos influenciando drasticamente na vida adulta e em nossas escolhas.
Seja tudo isso consciente ou não.
Por hoje, temos pontos suficientes para reflexão.
Boas reflexões!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
Bom dia, pessoal!
A segunda matéria da série Saúde Mental tem uma intenção muito simples: esfregar na nossa cara que, a esmagadora maioria dos problemas de saúde que enfrentamos, principalmente no avançar das nossas décadas de idade, são culpa nossa!
Mas vamos por partes, para que você entenda algo que falo em sala de aula: normalmente, os hábitos pesam mais que a genética para o desenvolvimento de problemas relacionados à saúde, seja física ou mental!
A figura que eu mais gosto sobre o assunto, usei para falar de epigenética uma vez aqui no blog:
A genética tem sim, muita influência em todos os aspectos da nossa vida: altura, cor da pele, cabelo e olhos, tamanho e funcionamento dos órgãos, inclusive do cérebro e suas habilidades cognitivas fantásticas. A genética garante que cada um de nós seja um ser completamente único no mundo, pois mesmo entre irmãos, a genética e os resultados no desenvolvimento são imensamente diferentes.
Mas ai surge a primeira grande questão: e os gêmeos idênticos (monozigóticos para os mais científicos)? A genética é 100% igual, por que acabam crescendo e se desenvolvendo com personalidades e particularidades tão diferentes?
Ambiente, escolhas, hábitos!
Essa combinação é o grande X da questão da nossa reflexão de hoje.
Hoje conseguimos fazer um exame genético e descobrir se possuímos algum gene ou alguns genes diretamente relacionados com doenças, como o Alzheimer e problemas cardiovasculares, por exemplo.
Casos famosos como o da Angelina (que fez uma mastectomia completa por descobrir sua enorme predisposição a um tipo grave de câncer de mama) ou o caso mais recente do Crhis, mais conhecido como Thor no Universo da Marvel, que fez uma mudança radical de hábitos e escolhas após descobrir uma predisposição grande para o desenvolvimento de Alzheimer.
Porém, a maioria dos casos, a genética mais mostra o que pode acontecer se você não se cuidar, do que te sentencia a o problema. E isso também inclui os transtornos mentais tão em alta atualmente.
Já está muito claro na ciência que: sedentarismo, alimentação dominada por ultraprocessados, sono de baixa qualidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, dentre inúmeras outros hábitos que construímos, no longo prazo, vai nos trazer problemas seríssimos de saúde, como aterosclerose, infartos e AVCs;
Porém, olhando o caso de quem vos escreve: lado materno, genética carregada de transtornos psicológicos e doenças neurodegenerativas. Lado paterno, saúde cardiovascular totalmente debilitada. Ou seja, eu sou uma bomba relógio.
Mas será mesmo?
Pode ser que eu tenha algum desses problemas fazendo absolutamente tudo certinho de acordo com a ciência moderna, mas o mais provável é que não.
Se eu mantiver hábitos saudáveis, como uma rotina de musculação (está ok), exercícios aeróbicos (precisa melhorar muito), alimentação balanceada (comer bem a maior parte do tempo, preocupando inclusive com a saúde gastrointestinal, mas sem abrir mão de um bom hambúrguer com maionese verde de vez em quando) e dormir bem todas as noites (ta quase acontecendo), as chances de desenvolver um desses problemas diminui drasticamente.
E pensa da seguinte maneira: mesmo que eu tenha algum deles no futuro, os bons hábitos podem jogar o início dos problemas bem para o futuro. Se for para desenvolver Alzheimer, por exemplo, que os sintomas apareçam ou se agravem lá pelos 70-80 anos, e não nos 50-60.
Os bons hábitos não nos blindam dos problemas, eles nos dão mais tempo de qualidade para viver nossas vidas.
Isso NÃO TEM PREÇO, até porque, mesmo que você tenha MUITO dinheiro, ele não compra tempo e saúde perdidos.
Se tudo isso não bastasse para você refletir sobre seus hábitos, já está bem claro na ciência que exercício físico de rotina auxilia e muito no tratamento de transtornos de ansiedade e no transtorno depressivo maior.
Melhor ainda: está claro que uma rotina de exercícios é um fator indispensável e crucial na melhoria desses transtornos que judiam tanto da nossa mente.
Tudo isso ainda nos trás mais fortemente ao momento presente, diminuindo o triste tempo que vivemos no automático, só existindo.
Porque nos trás para o presente? Já tentou correr distraído? Sem prestar atenção por onde está andando? Vai dar merda. Esses dias, distraído com a música no fone, eu torci o pé andando! ANDANDO!
Viver no automático custa caro, inclusive fisicamente.
Bons hábitos não vão fazer você viver para sempre, mas podem te permitir a viver todo o seu tempo, ou pelo menos a maior parte dele, com qualidade e autonomia. E no fim, é sobre isso.
A vida adulta já é difícil, para que complicar mais criando problemas crônicos de saúde? Come, treina e dorme direito, te garanto que vai sobrar tempo para todo o restante!
Seguimos em busca de cérebros mais saudáveis!
Boas reflexões e ótimo Junho para todos nós!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
Você realmente toma suas
próprias decisões?
Suas escolhas são conscientes?
Olha isso:
Antes de tomarmos uma
decisão, nosso cérebro já foi inundado por memórias, emoções e padrões
construídos ao longo da vida. Tudo em frações de um segundo.
Muitas vezes acreditamos
estar escolhendo racionalmente, mas parte das nossas decisões nasce de
processos inconscientes ligados às experiências que vivemos, principalmente
aquelas carregadas de emoção.
Ou seja, as experiências
com maior carga emocional que vivemos, são as que mais influenciam na
construção do que somos e, consequentemente, das nossas escolhas no dia a dia,
mesmo nas mais simples e inofensivas.
A neurociência mostra que
memórias emocionais podem influenciar nossas reações de forma automática,
ativando respostas aprendidas muito antes da consciência elaborar aquilo que
está acontecendo.
Te lembra algo como um padrão?
A psicanálise, por sua
vez, busca compreender o significado desses padrões: por que repetimos certos
comportamentos, insistimos nos mesmos vínculos ou reagimos sempre da mesma
maneira diante de determinadas situações? Mesmo quando, já conscientes dos
prováveis resultados de uma escolha, nós ainda sim seguimos o padrão e
repetimos um ciclo negativo?
Falando assim, conseguimos
visualizar um pouco melhor o tamanho do inconsciente em meio à nossa rotina de
vida.
Podemos olhar da seguinte
maneira, também:
Nem toda escolha vem
apenas da análise do presente, da experiência vivenciada naquele exato momento
da tomada de decisão.
Algumas são atravessadas
por marcas antigas que continuam atuando silenciosamente dentro de nós. Já
ouviu aquela história de que cada experiência marcante coloca uma lente em
frente aos nossos olhos? E que, dali em diante, passamos a enxergar o mundo
através daquela lente?
O autoconhecimento começa
quando deixamos de apenas reagir automaticamente e passamos a compreender
aquilo que nos move emocionalmente. Identificar os padrões, principalmente os
tóxicos, é um passo crucial para bons resultados dentro da clínica
psicanalítica.
A partir daí, mudanças
reais se tornam possíveis.
Como já vimos em diversos
momentos aqui no Plantando Ciência, a plasticidade neural, através de um bom
esquema terapêutico e de uma organização de sentimentos e emoções em fala,
permite separa o trauma da dor, uma vez que as memórias não podem simplesmente
ser apagadas do nosso cérebro.
Porém, quanto mais estudo
sobre o tema dentro da pscinálise, mais observo que a ressignificação do trauma
é apenas o primeiro passo de um real processo de cura. E sabe o porquê?
Porque o trauma, e as
memórias de imensa carga emocional, que nos faz sentir muitas coisas, são
registrados nos mínimos detalhes nas nossas memórias (mecanismo de sobrevivência,
quanto mais informações tenho sobre aquele episódio, menores as chances de se
repetir), podem ser ressignificadas, mas, existem padrões e comportamentos que
foram construídos a partir daquele episódio, e para se curar, talvez a pessoa
precise reconstruir os hábitos e comportamentos construídos.
Uma coisa muito comum na
clínica: paciente com trauma na infância, ressignifica o trauma se livrando da
dor que sentia ao relembrar algo relacionado ao episódio. Porém, a desconfiança
nos relacionamentos, os padrões de amizades, os comportamentos e hábitos, que
muitos foram moldados a partir das lentes do trauma, não se desfazem. O
paciente não sente mais dor com a lembrança do episódio, mas continua
utilizando as mesmas válvulas de escape, como o abuso de substâncias, pois os
padrões tendem a se repetir sozinhos, quando não analisados.
Como citei na matéria
onde conversamos a respeito pela primeira vez, o buraco é bem mais embaixo. E o
processo terapêutico, principalmente o desenvolvimento do autoconhecimento, é
um trabalho contínuo na vida de todos nós!
Assim, buscamos e
melhoramos nossa saúde mental diariamente.
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
Boa noite, pessoal!
Um assunto polêmico e muito bom para ser trabalhado nas aulas com as turmas de psicologia, é como o álcool age em nosso cérebro, e porque muitas pessoas com transtornos de ansiedade tendem a abusar de álcool.
O etanol, álcool da nossa cervejinha e de todas as bebidas alcoólicas, age no mesmo recepetor que os ansiolíticos. Nos receptores do neurotransmissor que diminui a atividade do nosso cérebro, que funciona como depressor do sistema nervoso central, o GABA!
Assim, encontramos alívio no álcool, mas isso jamais vai servir como um tratamento. Pelo contrário, vários outros problemas, inclusive doenças, podem ser construídos com seu abuso.
Dá uma conferida no short que publiquei hoje lá no canal do youtube:
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.