Plantando
Ciência — Prof. Dr. Bruno Damião | 12 de outubro de 2026
Olá, pessoal! Boa tarde.
Aproveitando o feriadão para retomar a série saúde
mental, e a discussão de hoje, apesar de crucial para entender o cenário da saúde
mental no Brasil, é um pouco desconfortável.
Desde 2017, somos considerados o país mais ansioso do
mundo. Mas um fato muito interessante para refletirmos antes de começar a
discussão é o seguinte: os números da saúde mental no Brasil não contam a
história de um povo "geneticamente frágil". Contam a história de um
jeito de viver.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o
país com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do planeta: cerca de 9,3%
da população — mais de 18,6 milhões de brasileiros convivendo com o transtorno.
Na depressão, não estamos muito atrás: são 11,5
milhões de pessoas (5,8% da população), a maior prevalência da América Latina.
E, ao longo da vida, o Ministério da Saúde estima que
cerca de 15,5% dos brasileiros vão desenvolver depressão em algum momento.
Achou alto? O primeiro ano da pandemia aumentou em 25%
a prevalência global de ansiedade e depressão, segundo a OMS. E os dados mais
recentes mostram que o problema continua crescendo — e mudando de cara.





