segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ID, EGO e SUPEREGO ao olhar da neurociência moderna

Boa noite, pessoal.

Ao avançar no estudo da psicanálise, finalmente me deparei com um material excelente sobre as definições de Freud sobre ID, EGO e SUPEREGO.

Podem utilizar, para estudar e entender mais claramente esses três conceitos, o vídeo que postei na última matéria de Janeiro, que vocês encontram no link aqui em baixo:


Como disse no post citado, sempre tive dificuldade para entender essas definições (confesso que nunca tinha pegado para ler algo de maior qualidade ou assistir um bom vídeo a respeito, rs), e me surpreendi ao entender. 

Além de uma divisão bem interessante, estudar um pouco mais afundo essas divisões da mente humana me fez enxergar relações bem interessantes com conhecimentos mais atuais da neurociência.

Para mim, um dos pontos mais interessantes de enxergar esses dois mundos (Freud e Neurociência atual), é pensar que o mesmo lançou essa teoria sobre o modelo estrutural da mente em 1923. Isso, você não leu errado, 1923. 

Apesar de não ser uma divisão anatômica, ou seja, não existir um local onde fique guardado ou uma região específica que tenha como função o ID, o EGO e o SUPEREGO, fiquei intrigado como quão relacionado ao conceito de inteligência emocional e a sensacional relação entre sistema límbico e córtex pré-frontal está essa divisão Freudiana de "apenas" 123 anos!

O ID, como uma porção mais impulsiva, que busca prazer imediato e odeia ser contrariado, uma coisa mais instintiva talvez, é a cara das definições de sistema límbico. Ou, alguma vez, quando você respondeu um argumento em uma discussão sem nem raciocinar, ou tomou uma decisão impulsiva, baseada em emoções, isso foi benéfico para você? Provavelmente nunca, rs. 

EGO, com sua função de mediador, entre conseguir o prazer mas dentro dos limites plausíveis, de forma a não gerar problemas ou trazer malefícios. algo como obter o prazer evitando a dor, conta claramente com papéis relacionados a porções do córtex pré-frontal, mesmo que isento de questões morais ou de certo e errado, decisões práticas e lógicas, como as do EGO, são comumente relacionadas a porções do córtex pré-frontal. Algo racional tentando sobrepujar os impulsos do ID, que provavelmente contém porções do sistema límbico e outras regiões cerebrais atuando.

O SUPEREGO, com suas análises de certo ou errado, baseado em um viés mais social, até ético, com certeza envolver outras porções do córtex pré-frontal, pois exige uma análise racional, comparações com memórias e conhecimentos, como os limites que não devem ser transpassados a nível social e ético. 

Novamente, uma batalha de regiões do córtex pré-frontal sobre impulsos, muitas vezes emocionais. Córtex pré-frontal analisando e se sobrepondo aos desejos animalescos do sistema límbico, base do que hoje conhecemos como inteligência emocional.

Sensacional.

Outras questões que vieram à tona e me trouxeram reflexões curiosas e divertidas, daquelas que excitam o cérebro pois exigirão pesquisas mais aprofundadas para se obter respostas de qualidade, foram:

- Seria o zolpidem e seus efeitos colaterais, como compras impulsivas, muitas vezes meio que inconscientes, um excitador do ID? Ou um inibidor do  EGO e do SUPEREGO? Pensando na neurociência, nos neurotransmissores e nas região afetadas pela substância, uma inibição de regiões envolvidas no papel de EGO e SUPEREGO, como as do córtex pré-frontal, é uma teoria mais plausível.

- E as drogas de abuso, como a cocaína} Porque continuamos abusando de substâncias, mesmo conhecendo seus malefícios, prejuízos financeiros, de saúde... Onde elas irão agir dentro dessa divisão Freudiana? Neurobiologicamente, tem muita dopamina envolvida no uso da cocaína, mas e pensando na divisão freudiana? Excitação de ID, inibição dos outros dois? Curioso e interessante, vou explorar mais para trazer respostas aqui.

Muitas reflexões e associações podem ser feitas, mesmo que não em uma proporção de 1:1. Ou seja, o objetivo não é chegar em uma região cerebral que seja responsável pelo ID, por exemplo. Mas sim tentar trazer relações anatômicas e funcionais, tentando entender neurobiologicamente como essas divisões da mente freudiana encontram respaldo na neurociência moderna.

Sério, chega a excitar o cérebro que vos escreve!
Seguiremos!

sábado, 31 de janeiro de 2026

Um golinho de psicanálise

Boa tarde, pessoal!

Dentro da psicanálise, existe uma definição que todos nós conhecemos: ID, EGO e SUPEREGO. 

Confesso que já escutei inúmeras vezes os alunos da psicologia falando, inclusive encaixando as definições dentro das minhas explicação na aula de neuro ou psicofisiologia, e muitas vezes eu boiava completamente!

Explorando o curso de psicanálise consegui distinguir melhor e associar às minhas coisas, aos meus comportamentos, manias. Confesso que estudar psicanálise, em muitos pontos, tem sido uma auto terapia. Lembrem-se, terapia é igual a autoconhecimento, e autoconhecimento é vida, porque liberta!

Mas vamos ao vídeo, depois escrevo um texto digno para que todos consigam parar de boiar quando escutam essas 3 definições, assim como eu fiz por muito tempo.


Associem com suas coisas, fará toda a diferença!

Bons estudos e boa auto análise.


Neuroplasticidade

Bom dia, pessoal!

Fechando a série de vídeos que valem a pena ver (ou rever, para meus alunos e para aqueles que já são da casa), esse último vídeo da série fala sobre Neuroplasticidade, talvez a característica mais fantástica do nosso cérebro.

Por muito tempo, acreditou-se que o cérebro era imutável. Que amadurecia até determinando ponto, e perdia, inclusive, a capacidade de aprender. Porém, as descobertas foram mostrando que não era nada disso, até porque, se fosse assim, um trauma jamais seria superado, hábitos jamais poderiam ser mudados, lesões jamais seriam recuperadas, como um AVC, por exemplo.

Chamamos de neuroplasticidade porque é basicamente isso, o cérebro é plastico, e não que seja de plástico, mas no sentido de que vai se moldando de acordo com o que vamos fornecendo para ele. Como o clássico exemplo que uso em sala de aula: se só oferecermos merda, ele vai se desenvolver como merda, cognitivo prejudicado, fala pobre, pensamentos de baixa qualidade... Se oferecemos bons conteúdos, ele vai se desenvolver como um cérebro mais atento, mais criativo, mais capaz de formar memórias de longo prazo. Ou seja, a responsabilidade é nossa. 

Livros são o carro chefe para esse desenvolvimento de qualidade, abuse deles.

Mas chega de Bruno, segue o vídeo:


Resumindo:

- hábitos e comportamentos podem ser mudados, mesmo que não seja fácil

- Você consegue melhorar e bastante suas funções cognitivas, exercício aeróbico e meditação, por exemplo, auxiliam drasticamente na atenção. Mais atenção, mais memória, simples!

Use e abuse do seu cérebro, os frutos serão excelentes!



quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Depressão, como é conviver com ela?

Bom dia, pessoal.

Assim como os vídeos de ontem, mostrando que nem só de genética se constrói a doença de Alzheimer, esse vídeo que trago hoje também utilizo em aulas com a Psicologia.

Esse vídeo tem como título Black Dog, onde o autor faz uma analogia do que sente vivendo com depressão, como se fosse um cachorro preto enorme, que o acompanha e influencia em todas as suas atividades diárias.

Parece bobo, mas o vídeo deixa claro uma coisa que ainda permeia e confunde a cabeça de muita gente, a de que depressão significa tristeza, uma pessoa deprimida. Hoje, após anos estudando o assunto e interagindo com milhares de alunos, uma coisa me parece bem clara: a depressão parece mais a falta de sentir algo, do que o sentir tristeza demais.

Mas, tirem suas próprias conclusões e fiquem a vontade para discutir o que pensam nos comentários, será um prazer conversar com vocês a respeito.


Bons estudos e reflexões, pessoal!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Alzheimer, boas reflexões

Boa noite, pessoal.

Quem está aqui a mais tempo, ou teve aula comigo, com certeza viu esse Ted talks da Lisa Genova, escritora do livro que virou filme, Para Sempre Alice.

Para quem não conheço, o livro é sobre uma mulher que desenvolveu o Alzheimer muito nova, se não me engano na casa dos 30 e poucos anos. Raro, mas dependendo da genética, pode sim acontecer.

Porém, assim como no vídeo que já postei aqui e estará em primeiro, aqui em baixo, conseguimos entender com as descobertas atuais da ciência que, na maioria das vezes, a genética não é o fator chave para o desenvolvimento da doença. Diria que, é mais ambiental (hábitos e estilo de vida), do que genético. 

Ou seja, seguindo as dicas da neurocientista dos vídeos. existe uma chance interessante de você evitar o desenvolvimento da doença ou, pelo menos, postergar para o mais tarde possível, tendo uma vida mais longa e repleta de qualidade e independência, mesmo na terceira idade.

Qualidade de sono, qualidade cardiovascular (exercício aeróbico e alimentação), leitura ou obter conhecimento ao longo da vida (e sim, por ser o tema ou temas que te interessar, não precisar ser neurociência, rs). Muitas informações extremamente úteis podem ser tiradas desses dois vídeos, então assista com atenção!


Esse acima é o clássico, que utilizo em sala de aula quando trabalho a comunicação nervosa, as sinapses.

Esse segundo descobri hoje, mas segue a mesma linha e é mais atual:


Utilizem para refletir sobre os hábitos que fazem parte da rotina diária de vocês, pois, como mostram os vídeos, pequenos ajustes podem fazer uma diferença gigantesca daqui algumas décadas.

Bons estudos!

sábado, 24 de janeiro de 2026

Breve discussão sobre sinapses químicas e suas funções

Boa tarde, pessoal.

Nessa aula de hoje, em uma parceria inédita entre professor Bruno Damião, Plantando Ciência e a inovadora UniFECAF, vamos falar um pouco sobre uma das coisas mais interessantes que acontecem no nosso sistema nervoso, cumprindo funções das mais simples, até as mais fantásticas. Permitindo, inclusive, que você consiga ler esse material agora!!!

E sim, o assunto de hoje é a forma como os neurônios se comunicam em nosso sistema nervoso, seja entre neurônio no nosso cérebro, cumprindo funções como nossa capacidade de manter atenção, a formação, armazenamento e resgate (evocação) de nossas memórias, como também no sistema nervoso periférico, como quando ativam seus músculos da mão quando você decide movimentar a tela para baixo para aprender mais com esse texto. Aha, outra função básica feita pelas sinapses, é o controle do funcionamento dos nossos órgãos pelo sistema nervoso central.

Sabia que é nas sinapses que a toxina botulínica (como a famosa marca botox), age para sumir com aquelas ruguinhas (marcas) feitas pela expressão facial? vamos ver isso com mais detalhes, mas essa toxina literalmente paralisa nossos músculos, assim cumprindo seu papel, estético ou médico (existem aplicações fantásticas).

Mas, acho mais fácil vocês montarem uma ideia sobre a sinapse química com o seguinte GIF, em movimento fica mais didático:



A famosa sinapse química, que é essa apresentada no GIF, é a forma como os neurônios se comunicam uns com os outros, ou com glândulas e músculos. É esse tipo de sinapse que utiliza os neurotransmissores, dos quais, com certeza, você conhece a Serotonina, a Dopamina, dentre muitos outros que atuam diariamente no seu cérebro.

Para entender mais afundo como acontece a sinapse química, conhecimento indispensável para a disciplina de Fisiologia Humana, deixo o link a seguir:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html

Sabe uma parte bem legal de estudar e entender a sinapse química, é que todas as substâncias que de alguma forma mexem com o funcionamento do seu cérebro, como o cafézinho ou o energético que te deixa acordado, como o açúcar que acaba viciando nosso paladar e cérebro sem nem percebermos, como o álcool que diminui a atividade do seu sistema nervoso, causando aquela sensação de relaxamento. O mesmo serve para os psicofármacos, como os ansiolíticos que cresceram absurdamente em vendas nos últimos anos (alias, desde 2017, o Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a ONU), assim como também é o local de ação das drogas ilícitas.

Ou seja, tudo que de alguma forma altera sua percepção e o funcionamento do seu cérebro, está agindo a nível de sinapse química, alterando para mais ou para menos a liberação de determinados neurotransmissores, como a cocaína faz ao aumentar drasticamente a liberação de dopamina, causando seus efeitos característicos e justificando o estado depressivo e letárgico que um usuário fica no dia após o uso.

Mas, para essa introdução em sinapses era só.

Deixo o link de um material que escrevi ontem, contando como o estresse, principalmente aquele acumulado, considerado crônico, afeta nossa biologia e neurobiologia, prejudicando, inclusive, a rotina de sono.

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html

Bons estudos pessoal!