sexta-feira, 21 de agosto de 2026

A água, o pH e o equilíbrio que você nunca percebeu que existia

Bom dia, pessoal!

Na nossa terceira aula de bioquímica básica vamos falar sobre água e toda sua relação com o funcionamento do nosso organismo, e como isso conversa com os dois próximos temas, pH e sistema tempão.

Vocês devem ter bebido água hoje, né?

Talvez um copo assim que acordaram, ou junto com o café da manhã.

Um gesto tão automático que ninguém para pra pensar nele.

Mas, se a gente for parar pra realmente entender o que está acontecendo, a água é, provavelmente, a molécula mais subestimada de todo o nosso organismo.

Cerca de 75% de você é água.

E não estou falando de "água parada", tipo um copo em cima da mesa. Estou falando de uma molécula extremamente ativa, que participa, literalmente, de todos os processos biológicos que discutimos até aqui na disciplina. Sem ela, nenhuma reação bioquímica acontece.

Mas vamos entender isso com mais detalhes, água e bioquímica são as bases da nossa biologia.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Papo de Consultório 3 - Transferência - Você está reagindo a mim ou a alguém do seu passado?

Olá, pessoal!

Bom dia.

Nos dois últimos #Papo de Consultório, falamos sobre dois conceitos muito trabalhados dentro da psicanálise: Sombra de Jung e projeção (Freud e Jung), que conectamos da seguinte forma: o que você não aceita em si (sombras) pode ser projetado no outro, gerando conflito, e outras questões importantes que podem atrapalhar relações.

Hoje, vamos falar de é um conceito extremamente famoso da psicanálise, mas que pode ser explicado de uma maneira muito contemporânea, a transferência.

Freud percebeu algo fundamental no consultório: o paciente não chega diante do terapeuta como se estivesse diante de uma pessoa completamente nova e neutra.

E, talvez, isso sirva para todas as nossas relações: amorosas, familiares, amizades, colegas de trabalho. Nós não começamos um contato com uma pessoa nova do zero, nós trazemos nossos medos, inseguranças, julgamentos, expectativas.

Nós colocamos, nessa nova relação, formas de vínculos que aprendemos e os modelos construídos ao longo da vida.

E isso cria uma pergunta maravilhosa:

Quando alguém reage exageradamente a uma pessoa, será que está reagindo apenas ao que aquela pessoa fez?

No Papo 2, nós vimos que:

Na projeção: "Existe algo meu que eu coloco em você."

Na transferência: "Existe algo que eu vivi antes e que passo a experimentar novamente na relação atual."

É uma diferença sutil, mas muito poderosa.

E que deve ser explorada em análise.

Olhando com o olhar da neurociência: o cérebro não começa cada relacionamento do zero.

Nós construímos modelos internos a partir das experiências anteriores. Experiências repetidas de cuidado, rejeição, abandono, crítica, imprevisibilidade, acolhimento, dentre outras, ajudam a formar expectativas sobre como os outros provavelmente irão se comportar.

Quando uma situação atual possui alguma semelhança com experiências anteriores, esses modelos podem influenciar a interpretação do presente.

E aqui entra conceitos da neurociência moderna, como a Memória Emocional.

Olhe para a memória emocional da seguinte maneira: nosso cérebro entende que as experiências que nos fazem sentir mais coisas, sejam boas ou ruins, devem ser registradas com mais detalhes. Tudo que marca nos relacionamentos anteriores tende a ser registrado e, no novo relacionamento, essas memórias podem ser resgatadas e gerar grande influência por conta de gatilhos.

Um perfume parecido, um comportamento semelhante, um hábito, uma música, qualquer coisa que marcou naquela época, tende a voltar. Seja bom ou ruim. Seja em um relacionamento amoroso ou não.

Essas memórias conversam com a Aprendizagem associativa, aquelas repetições de padrões e situações que vão condicionando nosso cérebro e influenciando nossas decisões ao longo da vida.

Cuidado, não estou dizendo que a neurociência "provou a transferência freudiana".

A neurociência não confirma literalmente a teoria freudiana da transferência, mas oferece mecanismos plausíveis para entendermos por que experiências passadas influenciam a maneira como interpretamos e reagimos às relações presentes. Vai falar que não achou que as duas conversam muito bem?

Mas vamos imaginar essa transferência acontecendo em um consultório, com um paciente:

“Imagine uma paciente fictícia, Marina.

Ela chega dizendo:

— Doutor, acho que você está ficando decepcionado comigo.

Você pergunta:

— O que fez você pensar isso?

Ela responde:

— Você ficou em silêncio quando eu terminei de falar.

Você explica que estava apenas pensando no que ela havia contado. Mas aquilo não parece suficiente para ela.

Nas sessões seguintes, qualquer pequena mudança na sua expressão, um atraso, uma pergunta mais direta ou até uma discordância começa a ser interpretada como:

"Você está bravo comigo."

"Você está cansado de me ouvir."

"Você acha que eu sou incompetente."

Até que, em determinado momento, aparece uma lembrança:

O pai de Marina era extremamente crítico.

Quando ela contava alguma coisa, ele frequentemente respondia com silêncio, expressão fechada ou frases como:

"Você nunca faz nada direito."

E aí aparece a pergunta:

Marina estava realmente enxergando o terapeuta?
Ou estava enxergando o terapeuta através da história que viveu com o pai?

Pesado, não? Mas um excelente ponto de reflexão e análise.

Vale dizer que a transferência não acontece apenas no consultório.

Por exemplo: A pessoa que recebe uma mensagem curta do namorado: "Precisamos conversar." E imediatamente pensa: "Ele vai terminar comigo."

Talvez o namorado simplesmente queira conversar. Mas o cérebro não recebe apenas aquelas palavras. Ele lembra de experiências anteriores, vídeos sobre relacionamentos, tudo que tiver armazenado e parecer relevante, tende a aparecer (mesmo que falhe algumas vezes, é um mecanismo de proteção psicológico).

E constrói uma interpretação.

Mas, apesar do exemplo didático, não custa você ser mais didático e claro nas mensagens, principalmente se souber que a pessoa que receberá a mensagem sofre com ansiedade, que isso possa servir como um gatilho para piorar o dia da pessoa. Se souber disso, não faça, pois você só está sendo cretino.

Quando o presente toca em uma memória emocional, a transferência pode acontecer – proteção, modo de operação, visões que foram construídas ao longo do tempo, com as experiências da vida.

E o cérebro começa a preparar a resposta antes mesmo de termos certeza do que está acontecendo.

Às vezes, não reagimos à pessoa que está diante de nós. Reagimos à história que o nosso cérebro aprendeu a contar quando encontra alguém parecido com ela.

Não adianta, terapia é vida. E só o autoconhecimento nos ajuda a lidar com nossas mazelas psicológicas e conseguirmos aproveitar a vida e nossas relações de uma forma mais intensa e prazerosa.

Boas reflexões!

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

A máquina do tempo cerebral

Olá, pessoal!

Boa tarde.

Ontem, escrevi sobre ócio criativo, aquele momento onde o cérebro está livre para viajar na maionese, funcionando basicamente como uma máquina do tempo, 

Quando não focamos em nada específico, damos uma desacelerada e o cérebro não, porém, ele consegue mudar o foco.

Sem entradas sensoriais, o cérebro pode explorar as funções mágicas de duas áreas sensacionais, o córtex pré-frontal e o hipocampo.

Isso se traduz, basicamente, em um cérebro criando a partir das memórias e conhecimentos prévios. Imaginando, inventando, encontrados soluções... o cérebro sendo ele mesmo, excelente para nossa saúde mental.

Para entender melhor, uma leitura:

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/08/voce-pratica-o-ocio-criativo.html

Mas esse post é para o vídeo, que gravei hoje:



Boas reflexões!


terça-feira, 18 de agosto de 2026

Você pratica o ócio criativo?

Olá pessoal, boa tarde.

Já ouviu falar do ócio criativo? Tipo aquela lampadazinha que aparecia nos desenhos, quando algum personagem tinha uma idéia genial!

E gostaria de começar com uma frase impactante:

As vezes, para encontrar uma resposta, o cérebro precisa parar de procurá-la.



Como se ao pensar menos, ele se divertisse e criasse mais.

Uma das expressões que mais gosto, a respeito do assunto, é do Livro: Neurociências: descobrindo o sistema nervoso - do Beer. 

Quando discute sobre o assunto, falando sobre a Rede Neural de Modo Padrão (RNMP), ele compara o cérebro curtindo o ócio criativo a uma máquina do tempo, que utiliza as memórias e os conhecimentos do passado para imaginar cenários futuros, fantasiar, curtir. 

Algo como o cérebro sendo ele mesmo.

Mas vamos relacionar tudo isso? Assim conseguimos entender a neurociência por trás do ócio criativo, e porque ter momentos de não focar em nada, ao longo do seu dia, vai melhorar drasticamente sua imaginação, criatividade, atenção e não menos importante, sua produtividade.

Primeiro, quando você não está focado em nada, tipo aqueles momentos que estamos "viajando na maionese", como balançando numa rede. 

E sim, mexer no celular é estar focado em alguma coisa, eai seu cérebro não vai poder se divertir. 

Quando não focamos nenhum dos nossos cinco sentidos em uma atividade, duas regiões do nosso cérebro começam a trabalhar em conjunto: o córtex pré-frontal e o hipocampo, assim começa toda a mágica do processo. 

O hipocampo, trabalhando como porta de entrada, ou, mais didaticamente, como quem abre a gavetinha que ficam guardadas as memórias, fornecendo combustível preciosíssimo para o córtex pré-frontal criar cenários futuros, criar novas memórias de memórias, encontrar a resposta daquele problema que você tanto buscava. 

Na neurociência, isso se chama Rede Neural de Modo Padrão, um momento de viagem particular do nosso cérebro, curtindo suas magníficas habilidades para simplesmente imaginar e criar. 

Por isso, podemos chamar de Ócio, pelo relaxamento que tudo isso causa, basicamente um descanso para o cérebro e para o corpo, e criativo, porque livre para criar nosso cérebro não encontra barreiras, podendo usar e abusar de todo seu potencial.

Só vantagens!

Vamos de mais uma frase de impacto?

Quando você para, seu cérebro continua - o ócio criativo funciona como uma máquina do tempo cerebral.

Deixar a rede neural de modo padrão assumir o controle em determinados momentos é basicamente viajar mentalmente, ir para outros lugares, lembrar, imaginar, associar, se autoconhecer.

Enquanto tudo isso acontece, sua bateria cerebral recarrega rapidamente, e você volta a trabalhar com mais foco, produzindo mais. 

Não atoa, uma das técnicas mais conhecidas de estudo eficiente é a de Pomodoro. Que intercala 20-25 minutos de estudo focado com 5-10 minutos para um cafezinho, para o cérebro associar as informações do estudo e guardar melhor (pode usar o celular, mas só um pouquinho, viaje um pouco nos próximos minutos do intervalo). Assim, você carrega sua bateria de atenção e volta para mais 20-25 minutos de aprendizado de qualidade.

Lembre-se, suas memórias são seus conhecimentos, contam a sua história, mas também servem como um arsenal de informações a serem consultadas e misturadas para criar! Criar respostas, criar soluções, criar ideias que podem render muita grana, ou só viajar e aproveitar nossa maravilhosa cognição.

E olha que difícil, é só passar alguns minutos sem fazer nada, propositalmente. 

Novamente, zero desvantagens!

Como já escrevi aqui algumas vezes, caminhar e pensar funciona muito bem para organizar meus pensamentos, melhorar minha ansiedade, e facilitar minha volta ao trabalho em dias não tão produtivos. 

A ideia de fazer um exercício e ainda melhorar minha cognição me atrai bastante, acredito que faça sentido para muitos de vocês também.

Aliás, qualquer esporte vale, viu?

Academia e pedal, já testei muitas vezes e funcionam absurdamente bem também. Encontre o seu movimento, o seu esporte, e permita que seu cérebro te surpreenda com o que ele pode fazer quando se diverte.

Uma figura para resumirmos tudo isso:



Bons momentos de ócio criativo!

Até a próxima.

domingo, 16 de agosto de 2026

Fisiologia da contração muscular

Olá pessoal, boa noite.

Seguindo nossa disciplina de Fisiologia Humana, hoje vamos falar um pouco sobre contração muscular, um dos assuntos mais interessantes da Fisiologia Básica.


Nossa jornada começa com uma discussão sobre o papel do cérebro e, principalmente, do cerebelo, no processo de construção do movimento voluntário. Ambos trabalham em conjunto para montar o tipo de um mapa para nosso corpo, decidindo quem contrai, quem relaxa, e como esse movimento vai sendo regulado durante a execução. 

É fantástico, pois juntos, cérebro e cerebelo montam um mapa, e depois, durante a execução, o cerebelo toma conta do processo de regulação do movimento, analisando se tudo está acontecendo da forma correta, para que a execução seja perfeita.

Tudo isso para que o impulso nervoso chegue até o músculo, função esta que é do neurônio motor, conhecido como motoneurônio, que tem seu corpo celular lá na medula espinhal e sua fibra nervosa chega até os músculos esqueléticos através dos nervos espinhais. 

Chegando no local onde neurônio encontra músculo, região que recebe o nome de Placa Motora, o neurônio libera o neurotransmissor Acetilcolina (ACh) que, ao se ligar nos receptores musculares, começam todo o processo da verdadeira contração muscular.

Aqui acontece a real fisiologia da contração, que tem o start com a entrada de cálcio, nutriente que tem papel essencial no processo de contração.

Alguns materiais que valem a pena explorar para entender mais sobre o assunto:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/juncao-neuromuscular.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/04/contracao-do-musculo-esqueletico.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/04/atividade-fisiologia-contracao-muscular.html


Comecem por aqui, logo libero um material resumo com todas as etapas que abordaremos na sala de aula.

Bons estudos, aqui tem vários pontos que podem e, provavelmente vão, cair na prova.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Prazer, Bioquímica Básica

Bom dia, pessoal!

Hoje começamos aqui no blog a disciplina de Bioquímica Básica, conteúdo novo por aqui!

A anatomia humana te deu as bases de como é construído e quais os componentes do maravilhoso corpo humano. A fisiologia te mostrou como os sistemas e os órgãos funcionam. Agora, na Bioquímica, nós vamos um pouco mais fundo, entendendo tudo isso olhando na base de todos os processos, o interior da célula humana.

Vamos começar com alguns exemplos para que voce consiga entender a beleza da Bioquímica, sem sofrer logo de cara.



Essa imagem será a capa da nossa disciplina, um infográfico que resume basicamente tudo que estudaremos ao longo do semestre. 

Mas vamos começar com uma coisa que provavelmente todos fizeram hoje, tomar café da manhã.

Pensando que voce está de jejum a algumas horas, desde que dormiu na noite anterior, quando os carboidratos do pão são absorvidos, começam a ser quebrados em glicose, um dos principais combustíveis do nosso corpo.

Quando o corpo detecta os carboidratos e a glicose, avisa para o pancreas que está na hora de produzir insulina, que vai abrir os transportadores nas células musculares e hepáticas, fazendo com que a glicose consiga entrar em nossas células.

E essa é só a primeira parte do processo, a mágica acontece dentro da célula, quando glicose e o oxigenio são utilizados pela mitocondria para formar ATP, a molécula que as células realmente utilizam para gerar energia. 

Olha que caminho fantástico esse pãozinho fez: ativou boas sensações e uma explosão de sabor quando mexeu com as papilas gustativas e mandou um monte de informação para seu cérebro processar e apreciar. Desceu pelo esofago, enfrentou o ácido estomacal e seguiu para o intestino, onde começa a ser absorvido. Passa pelo fígado, cai na circulação sanguínea e com a ajuda da insulina adentra para ser utilizado nas células.

Já tinha enxergado  o pãozinho dessa forma? rs.

Outro exemplo sensacional é o ato de sentir fome, mas falo da fome fisiológica, quando seu corpo precisa de nutrientes.

Quando começa a baixar a glicose da nossa circulação sanguínea, sinais são enviados para o hipotálamo, uma região espetacular do nosso cérebro que controla nossa sensação de fome e de saciedade.

Quando ativa, o hipotálamo nos faz sentir fome e, consequentemente, buscar alimentos. Quando buscamos o alimento, caímos num processo muito parecido ao que acabamos de discutir para o pãozinho do café da manhã.

Mas, antes de chegarmos ao pãozinho, a queda da glicose mostra para o pancreas que ele precisa liberar o glucagon, hormonio que faz com que o glicogenio (nosso estoque de glicose), principalmente os do fígado, comecem a se quebrar e liberar glicose na circulação sanguínea.

Não é porque voce não está mandando nutrientes que ele não gasta energia. Pelo contrário, nosso corpo consome muita energia ao longo de 24 horas. E como antigamente os nutrientes dependiam de caçar um animal, nosso corpo entendeu que estocar combustível seria uma estratégia inteligente para a sobrevivencia.

Olha que sensacional: glicose diminuir, pancreas produz glucagon, glucagon quebra glicogenio que libera glicose no sangue - corpo continua funcionando normalmente. 

Ao mesmo tempo, tudo isso faz voce sentir fome e buscar alimento. 

Comeu? Pancreas para de liberar glucagon e começa a liberar a insulina. A insulina, além de facilitar a entrada de glicose nas células, ainda sinaliza para o fígado utilizar a glicose dessa refeição para construir mais glicogenio e deixar de reserva. 

Um espetáculo do nosso organismo, não?

Por trás de tudo isso, aliás, dentro de tudo isso, lá no interior das células, é onde a bioquímica explica esses processos que discutimos acima e todos os outros, ela basicamente nos ensina como nossas células funcionam e trabalham para sustentar todos os órgãos e sistemas do nosso organismo.

Vamos juntos nessa jornada! 


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Placebo funciona?

Olá pessoal, boa tarde.

Hoje vamos fazer uma reflexão dentro da Farmacologia: Uso de placebos e eficácia.

Vamos começar com uma frase essa reflexão:

"Quanto da melhora observada pode ser atribuída ao medicamento, além do que aconteceria sem o princípio ativo?"

E aqui gostaria de lembrar um ponto importante: placebo não é sinônimo de "não fazer nada".

Mas como não, Bruno?
Se ele não tem princípio ativo.

Porque a resposta observada no grupo placebo pode envolver expectativa, condicionamento, contato com o profissional, evolução natural da doença e outros componentes. Ou seja, pode ter efeito sim (obviamente, não para todos os casos e patologias).

O estudo clínico, que a empresa farmacêutica precisa realizar antes de ter as devidas autorizações para vender seu medicamento em drogarias tenta justamente separar esses efeitos do efeito específico do fármaco.

E podemos confiar nos resultados disponibilizados pela própria empresa do fármaco? Sim, mas embasamento científico externo e, de preferência, de anos de duração, mitigam quaisquer riscos desnecessários relacionados a apenas acreditar. Diria que seguindo uma regrinha básica, conseguimos resultados cientificamente mais atraentes para essa análise:

Estudo da indústria ≠ estudo inválido. Porém, estudo da indústria também não deve ser nossa única fonte de evidência. O ideal seria cruzar: estudos clínicos originais + revisões sistemáticas/meta-análises + documentos regulatórios + bula.

Para medicamentos antigos, como paracetamol e loratadina, isso é particularmente importante, porque os estudos que estabeleceram sua eficácia ocorreram décadas atrás. E muita coisa mudou desde então na indústria farmacêutica e em nossos conhecimentos a respeito dessas substâncias e a interação com o organismo humano.

Para rastrear a história regulatória, o FDA disponibiliza bases como o Orange Book e o repositório de informações de medicamentos aprovados. Para os mais curioso, vale a pena dar uma olhada.

Mas, vamos ver como medicamentos clássicos, que fazem parte do nosso dia a dia, se saíram contra os placebos?

Uma figura que pode resumir nossa discussão:


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Fisiologia - Biomedicina Unifaj

Boa tarde, pessoal!

Um prazer enorme trabalhar Fisiologia Humana com vocês, apesar da responsabilidade de substituir a coordenadora, rs.

Ao longo do semestre, junto com os materiais trabalhados em sala de aula e as aulas disponíveis no sistema, vou trazer conteúdos aqui no blog para enriquecer o aprendizado de vocês, e facilitar um pouco a vida também.

Os links de hoje são para vocês revisarem uma parte do conteúdo estudado no semestre passado, relembrando tópicos importantíssimos dentro da Fisiologia e que se conectam com os conteúdos que estudaremos esse semestre.

Dentre todos eles, peço que olhem com carinho os links sobre as sinapses químicas, essenciais para entendermos o sistema locomotor e como nosso sistema nervoso consegue "falar" para os músculos se contraírem, quando decidimos nos movimentar.

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/02/potenciais-de-acao.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/01/breve-discussao-sobre-sinapses-quimicas.html

Em aula, vamos fazer uma conexão desde o neurônio, sua característica marcante que o torna uma célula excitável, o famoso potencial de ação até chegarmos às sinapses químicas e como elas estão diretamente relacionadas com os movimentos voluntários do nosso corpo.

Para quem quiser ir mais afundo e relembrar importantes pontos da neurofisiologia:

https://plantandociencia.blogspot.com/2020/09/tecido-nervoso-i.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/03/tecido-nervoso-2-celulas-da-glia-e.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2021/03/introducao-neurofisiolofia.html

A fisiologia é uma das disciplinas bases para a formação de um biomédico e de qualquer profissional da saúde. Só quando aprendemos sobre como o corpo funciona saudável é que conseguimos entender as características e sintomas clássicos das doenças, fisiologia para compreender patologia.

Contem comigo para essa jornada e bons estudos!

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Cérebro - Manual de Instruções - Aula Inaugural

Boa tarde, pessoal!

Hoje damos início à série de vídeo-aulas que vou chamar, carinhosamente de Cérebro - Manual de Instruções.

Basicamente a série de vídeo-aulas que nasceu a alguns anos atrás, com meu primeiro ebook:

http://plantandociencia.blogspot.com/2022/09/cerebro-funcoes-incriveis-i.html


Bora?

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Papo de Consultório #2 - Freud, Jung e o conceito de Projeção

Bom dia, pessoal!

No Papo de Consultório 1 nós falamos sobre a Sombra, de Jung. Basicamente, o que não entendendo em mim, acabo “não gostando” ou “enxergando” de forma exacerbada no outro. Com frequência, levando a julgamentos.

Porém, se você ainda não leu, da uma olhadinha na primeira parte, porque eu deixei um gancho para esse segundo texto:

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/07/papo-de-consultorio-1-jung-e-sombra.html

O ganho era exatamente sobre o conceito de hoje, Projeção.

A relação dos dois conceitos é interessantíssima, uma vez que o que deixo nas minhas sombras do consciente e do inconsciente, é visto como um grande defeito ou algo que eu não gosto no outro (projeção).

 


O que é Projeção?

Projeção é o mecanismo pelo qual atribuímos ao outro sentimentos, desejos ou características que, na verdade, são nossos — mas que não conseguimos (ou não queremos) reconhecer como nossos.

Não é mentira consciente. Ninguém decide projetar. É um recurso automático da mente para lidar com aquilo que dói demais admitir sobre si mesmo: então a gente "empurra" para fora, coloca no outro, e passa a combater ali fora o que na verdade mora dentro.

Dói menos, é inegável.

Trazido à tona pela primeira vez por Freud, no fim do século XIX, descrevendo a projeção como um dos mecanismos de defesa do ego — junto com repressão, negação, racionalização.

Para Freud, era uma forma de aliviar a angústia gerada por impulsos ou desejos inaceitáveis, jogando-os para fora de si.

Aceitar características, principalmente as menos aceitas em suas rodas sociais, pode ser bem doloroso. Projetar as sombras em outra pessoa, seja seu parceiro, sua parceira, seu terapeuta... consigo combater algo que não gosto, julgar, sem me envolver. Dói bem menos.

Jung, mais tarde, pegou esse conceito e aprofundou, ligando diretamente à Sombra: aquilo que reprimimos não desaparece, e uma das formas mais comuns dele se manifestar é justamente projetado no outro.

Foi Jung quem disse: "tudo que nos incomoda no outro pode nos levar a um entendimento de nós mesmos."

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Saúde Mental #3 - Quer aprender mais sobre Ansiedade?

Bom dia, pessoal!

Fiz uma curadoria nos materiais aqui do blog e separei os principais links que podem nos ajudar a entender ainda melhor a Ansiedade, um dos grandes BOs da saúde mental na atualidade.

Para quem não lembra, desde 2017 o Brasil é o país mais ansioso do mundo na classificação da ONU e o crescimento no número de pacientes diagnosticado com algum transtorno de Ansiedade nos últimos anos chegar a ser assustador.


E não adianta, entender e conseguir agir de forma mais eficaz em um transtorno de ansiedade ou qualquer outro transtorno mental passa por entender as bases neurobiológicas do cérebro e do transtorno em si, e esses materiais podem expandir e muito o conhecimento do leitor:

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/06/por-que-liberdade-assusta.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/06/perfeccionismo-vontade-excessiva-de.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2023/05/resposta-ao-estresse.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2023/09/uso-e-abuso-de-psicofarmacos-no-brasil.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2023/11/saude-mental-exercicio-fisico.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2024/02/relacao-entre-natureza-estresse-e-saude.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2024/03/transtornos-alimentares.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2025/09/sobre-viver-no-presente.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/01/meu-cansaco-mental-nao-passa-o-que-fazer.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/01/neuroplasticidade.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/02/saude-mental-1-natureza-habitos-e-saude.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/04/cortex-pre-frontal-e-sistema-limbico.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/05/a-batalha-entre-razao-e-emocao-dentro.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/05/como-amenizar-minha-ansiedade.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/05/alcool-e-ansioliticos-por-que-ambos.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/06/saude-mental-2-rotina-e-saude-mental.html


Bons estudos, meu povo!


quarta-feira, 22 de julho de 2026

Exercício melhora ansiedade?

Boa noite, pessoal!

No vídeo de hoje, falo sobre a relação entre Ansiedade e exercício aeróbico.

E, assim como digo no vídeo, me arrisco a dizer que exercício aeróbico é indispensável para o tratamento da Ansiedade. Uma ferramenta poderosíssima para ajudar acalmar seu cérebro.

Vale o vídeo:


Já existem outros materiais aqui no blog sobre o tema, seguem os links mais interessantes:

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/06/saude-mental-2-rotina-e-saude-mental.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/05/como-amenizar-minha-ansiedade.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/02/saude-mental-1-natureza-habitos-e-saude.html

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/01/meu-cansaco-mental-nao-passa-o-que-fazer.html


Ansiedade não tem cura porque é uma resposta natural do nosso cérebro, visa nos manter vivos. Porém, ansiedade patológica tem manejo e a terapia acoplada ao exercício físico pode fazer "milagres" no seu cérebro ansioso. Tenta!

terça-feira, 21 de julho de 2026

Será que a ansiedade é realmente sua inimiga?

Bom dia, pessoal!

Acompanhamos, nos últimos tempos, principalmente pandemia e pós pandemia, um aumento assustador nos casos envolvendo transtornos de ansiedade.

E, analisando hoje, parece que está todo mundo ansioso, e nem precisamos falar sobre o papel do celular nisso, né?

Mas, será que a ansiedade é realmente nossa inimiga? E evolutivamente? O vídeo abaixo fala sobre isso, dá uma olhadinha:


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Papo de Consultório #1 - Jung e a Sombra

Boa noite, pessoal!

Hoje eu inauguro uma série nova aqui no blog: o Papo de Consultório.

A ideia é simples: trazer situações que aparecem (ou poderiam aparecer) dentro do consultório, e usar isso como ponto de partida para conversarmos sobre conceitos importantes da psicanálise, sempre costurando com o que a neurociência mais atual tem nos mostrado.

E para abrir com força, resolvi começar por um conceito que é praticamente uma porta de entrada para o autoconhecimento: a Sombra, de Carl Jung.

 


O que é a Sombra?

 Jung usava esse termo para descrever tudo aquilo que fica de fora da nossa "imagem consciente" sobre nós mesmos.

Não é sobre ser uma pessoa má, escondida, cheia de segredos sombrios (embora a palavra confunda um pouco por causa disso). É mais sutil do que isso e também um pouco mais dolorido.

Desde muito cedo, para sermos aceitos — pela família, pela escola, pelo grupo social — aprendemos a exibir certas partes de nós e a empurrar outras para debaixo do tapete: raiva, inveja, egoísmo, desejo de poder, preguiça, competitividade, sexualidade mais livre... características que, em algum momento, foram marcadas como "erradas" ou "inaceitáveis".

E é exatamente essa parte “omitida” que entra no conceito de sombra, e sabe por que?

Porque não desaparece, está escondida mas permeia nossos comportamentos, nossas atuações sociais, nossos relacionamentos...

Elas só saem de cena. E o que sai de cena, segundo Jung, não deixa de existir: continua agindo por baixo do palco.

E é aí que mora a armadilha: aquilo que reprimimos em nós, tendemos a enxergar com muita clareza no outro — e a julgar com uma intensidade emocional que não bate com a situação.

Sabe aquela raiva desnecessária por algo ou alguém, que você sente mas não consegue entender o por que daquilo tudo?

Isso tem nome: projeção.

 

Uma cena de consultório

 Deixa eu te contar isso no formato de um caso clínico:

 Sessão 1

Rafael (nome fictício) chega reclamando de um colega de trabalho.

— Ele é um narcisista, doutor. Só fala dele, das conquistas dele, fica se exibindo em toda reunião. Eu tenho ódio de gente assim.

Eu escuto, valido o incômodo — afinal, existem sim pessoas mais autocentradas — mas guardo uma pergunta para mais tarde: por que esse tipo específico de comportamento incomoda tanto a ponto de tirar o sono dele?

 

Sessão 2

O assunto volta. E dessa vez, Rafael conta que, na adolescência, era o "engraçadinho" da turma, adorava ser o centro das atenções, contar vantagem, se exibir.

Até que um dia o pai disse, na frente de todo mundo, que aquilo era "ridículo, uma vergonha, coisa de gente fútil".

Rafael se cala e me olha.

— Eu nunca mais quis ser assim, doutor.

 

Sessão 3

Na sessão seguinte, ele traz um episódio da semana: contou uma conquista pequena no trabalho para os amigos e, na hora, sentiu uma vergonha desproporcional, quase um mal-estar físico.

Foi aí que eu devolvi a ele:

— Rafael, será que o que você mais odeia no seu colega não é justamente aquilo que você aprendeu a odiar em você mesmo?

Silêncio. E depois, os olhos marejados.

Rafael não odiava o colega.

Ele odiava a parte dele que também gostaria de brilhar, se exibir, ocupar espaço — mas que foi reprimida ainda menino, por vergonha e medo de rejeição.

O colega apenas fazia, sem culpa, o que Rafael havia proibido a si mesmo de fazer.

Isso é a Sombra em ação: não é o que os outros são, é o espelho do que negamos em nós.


E a neurociência, o que diz sobre isso?

Jung não tinha ressonância magnética, é claro, rs.

Mas o conceito de Sombra encontra respaldo em achados bem atuais.

Sabe aquela ativação emocional desproporcional que Rafael sentia? A neurociência mostra que julgamentos morais carregados de intensidade emocional envolvem estruturas como a amígdala e a ínsula, regiões ligadas à detecção de ameaça e ao processamento de emoções desconfortáveis — muito mais do que áreas puramente racionais.

Ou seja: quando a reação a algo no outro é forte demais para o "tamanho" da situação, é sinal de que existe carga emocional antiga sendo ativada, não apenas uma opinião fria sobre o comportamento alheio, mas sim que está guardado dentro de você, e pelo visto foi guardado a força!

Outro ponto interessante vem da psicologia social, com os estudos sobre viés de projeção: tendemos a atribuir aos outros traços que preferimos não reconhecer em nós, um mecanismo relacionado à necessidade do cérebro de manter uma autoimagem coerente e aceitável — reduzindo o desconforto daquilo que, em psicologia, chamamos de dissonância cognitiva.

E tem ainda o papel do córtex pré-frontal medial, envolvido na autorreferência: normalmente ele nos ajuda a avaliar quem somos, mas quando certas partes de nós foram marcadas como perigosas ou vergonhosas lá atrás, o cérebro aprende a desviar o olhar de si mesmo e a colocá-lo no outro.

É mais barato, emocionalmente falando, condenar no colega do que reconhecer em si.

Nós já conversamos sobre isso aqui e, quem passou por algumas sessões de terapia em algum momento da vida, sabe bem disso que vou falar agora: terapia é desconfortável, reconhecer algo que se esconde nas sombras pode doer antes de melhorar, mas ai está o grande ponto – melhora!

Organizar em palavras, falar a respeito e inevitavelmente ter que refletir sobre essas questões, faz com que seu nível de autoconhecimento e seu arsenal psicológico aumentem de uma forma maravilhosamente interessante. Vale a pena, só que nem sempre funciona como um carinho, rs.

 

Para fechar

A Sombra não é sobre ser uma pessoa ruim. É sobre reconhecer as partes de nós que fomos ensinados a esconder — e perceber que, quanto mais fugimos delas, mais elas aparecem disfarçadas de julgamento sobre o outro.

Da próxima vez que sentir uma raiva ou um desprezo forte demais por alguém, vale se perguntar: será que não é um pedaço meu, escondido, batendo na porta?

E aqui, meu amigo, só a terapia e o autoconhecimento podem te ajudar a abrir essa porta com cuidado.

Até o próximo Papo de Consultório, meu povo.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Manual do cérebro ansioso

Bom dia, pessoal!

Começando as comemorações dos 10 anos de Plantando Ciência, acabou de sair do forno meu segundo livro, o primeiro comercial.

Manual do Cérebro Ansioso explica desde como funciona o cérebro ansioso, diferencia ansiedade normal de ansiedade patológica, trás reflexões para que você possa entender melhor a sua ansiedade e finaliza com dicas baseadas em neurociência de pequenos hábitos e atitudes que você pode mudar na sua rotina para melhorar sua saúde mental.

Neurociência de altíssima qualidade em uma linguagem simples, idêntica a que trago aqui no blog, com toques de sessão de terapia e muitas novas ferramentas para você lidar com sua Ansiedade. Aha, são coisas científicas e que eu uso a maioria, ta?

Vale cada uma das mais de 130 páginas de conteúdo:



Você encontra ele aqui: https://pay.kiwify.com.br/LpKXoh6

Sobre o conteúdo, dá uma olhada no sumário para ver o que vai encontrar no livro:



Depois me conta o que achou aqui nos comentários!


segunda-feira, 13 de julho de 2026

Neuroplasticidade

Boa tarde, pessoal.

Conversamos algumas vezes sobre Neuroplasticidade aqui no blog! 

e vocês já sabem que para mim, é uma das coisas mais fantásticas que acontecem no nosso cérebro.

Mas qual o papel da neuroplasticidade no tratamento de um transtorno de ansiedade?

Para responder isso, criei uma imagem resumo que faz parte do meu novo livro: Manual do cérebro ansioso.

Vale a pena guardar para sempre que precisar estudar o tema:


terça-feira, 7 de julho de 2026

Câncer de Mama - vamos entender melhor?

Câncer de mama: da anatomia normal ao desenvolvimento da doença

Introdução

O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres em praticamente todo o mundo e representa um dos maiores desafios da saúde pública.

Apesar dos avanços no diagnóstico precoce e nas terapias modernas, continua sendo uma importante causa de mortalidade, principalmente quando identificado em estágios avançados (talvez um dos maiores problemas relacionados à taxa de óbitos da maioria dos tumores malignos – entende a importância de realizar pelo menos um check-up anual?).

Só no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados aproximadamente 73.610 novos casos de câncer de mama por ano!!!!

Esses dados foram estimados para o triênio 2023–2025, correspondendo a um risco estimado de cerca de 66 casos para cada 100 mil mulheres.

O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma. Além disso, permanece como uma das principais causas de morte por câncer na população feminina brasileira.

Criei uma imagem para que você possa enxergar melhor:


Mas o que ela realmente está te contando?

Entre todos os novos casos de câncer estimados para mulheres (desconsiderando o câncer de pele não melanoma), cerca de 30% serão de mama.

A distribuição seria aproximadamente:

  • Mama: 30.100 casos (30,1%)
  • Cólon e reto: 9.000 casos (9,0%)
  • Pulmão: 8.500 casos (8,5%)
  • Colo do útero: 6.500 casos (6,5%)
  • Tireoide: 4.500 casos (4,5%)
  • Demais tipos de câncer: 41.400 casos (41,4%)

Esses números não significam que 30,1% das mulheres desenvolverão câncer de mama.

Eles indicam que, entre todos os novos casos de câncer estimados para mulheres no Brasil (excluindo o câncer de pele não melanoma), aproximadamente 30,1% serão câncer de mama.