Boa noite, pessoal!
A décadas começamos um
processo de industrialização e mudança para as cidades que nos fez perceber um
detalhe importante: nós produzimos lixo para um caramba, mas com o tempo
percebemos que o buraco era bem mais em baixo, porque vimos que esse lixo volta
para nós, de formas catastróficas muitas vezes.
A bola da vez? Plástico!
Dá uma olhada a sua volta.
Aqui no hotel tem uma garrafa grande de água na mesa onde escrevo, uma embalagem,
o sabonete do hotel no banheiro, o que não é feito de plástico, ta embalado em
plástico, rs.
E a ciência está nos mostrando
uma coisa muito perigosa. Esse plástico vira micro e está invadindo nossos
corpos de maneiras as mais variada, e tem plástico até no nosso cérebro!
As
revisões mais recentes são bastante claras em um aspecto muito importante: há plausibilidade
biológica e evidências experimentais, mas ainda não existe evidência humana
suficiente para estabelecer causalidade entre exposição a micro/nanoplásticos e
TEA.
Primeiro veio o plástico. Depois, ele entrou no nosso corpo. Agora, a pergunta é: ele chegou ao cérebro?
Durante muito tempo,
microplásticos foram tratados principalmente como um problema ambiental.
Encontrávamos plástico nos oceanos, nos peixes, na água e no solo.
Mas a pergunta mudou.
Hoje, pesquisadores
investigam partículas plásticas em tecidos e fluidos humanos — e a literatura
recente discute evidências de sua presença inclusive no sistema nervoso
central.
Uma das grandes questões
atuais não é mais apenas “estamos expostos?”, mas “o que acontece quando
essa exposição encontra o cérebro?”
O problema talvez não
seja apenas quanto plástico produzimos. Talvez seja quanto dele o nosso
organismo suporta e consegue se adaptar a conviver.
E se formos mais fundo, o
que acontece quando esse microplástico encontra o cérebro e todo o sistema
nervoso em formação no desenvolvimento fetal e também no processo de
amadurecimento do cérebro na infância e adolescência.
Acabou de piorar, né?