quarta-feira, 2 de setembro de 2026

O plástico chegou ao cérebro. O que isso pode significar para o desenvolvimento neurológico?

Boa noite, pessoal!

A décadas começamos um processo de industrialização e mudança para as cidades que nos fez perceber um detalhe importante: nós produzimos lixo para um caramba, mas com o tempo percebemos que o buraco era bem mais em baixo, porque vimos que esse lixo volta para nós, de formas catastróficas muitas vezes.

A bola da vez? Plástico!


Dá uma olhada a sua volta. Aqui no hotel tem uma garrafa grande de água na mesa onde escrevo, uma embalagem, o sabonete do hotel no banheiro, o que não é feito de plástico, ta embalado em plástico, rs.

E a ciência está nos mostrando uma coisa muito perigosa. Esse plástico vira micro e está invadindo nossos corpos de maneiras as mais variada, e tem plástico até no nosso cérebro!

As revisões mais recentes são bastante claras em um aspecto muito importante: há plausibilidade biológica e evidências experimentais, mas ainda não existe evidência humana suficiente para estabelecer causalidade entre exposição a micro/nanoplásticos e TEA.

 

Primeiro veio o plástico. Depois, ele entrou no nosso corpo. Agora, a pergunta é: ele chegou ao cérebro?

Durante muito tempo, microplásticos foram tratados principalmente como um problema ambiental. Encontrávamos plástico nos oceanos, nos peixes, na água e no solo.

Mas a pergunta mudou.

Hoje, pesquisadores investigam partículas plásticas em tecidos e fluidos humanos — e a literatura recente discute evidências de sua presença inclusive no sistema nervoso central.

Uma das grandes questões atuais não é mais apenas “estamos expostos?”, mas “o que acontece quando essa exposição encontra o cérebro?”

O problema talvez não seja apenas quanto plástico produzimos. Talvez seja quanto dele o nosso organismo suporta e consegue se adaptar a conviver.

E se formos mais fundo, o que acontece quando esse microplástico encontra o cérebro e todo o sistema nervoso em formação no desenvolvimento fetal e também no processo de amadurecimento do cérebro na infância e adolescência.

Acabou de piorar, né?