terça-feira, 9 de maio de 2023
Introdução à Imunologia
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
segunda-feira, 8 de maio de 2023
Resposta ao estresse
Boa tarde, pessoal!
O assunto hoje é estresse, algo que, tenho certeza que não faz parte da rotina diária de vocês. Quem dera, né?
Pesquisar dos últimos anos deixam muito claro que o estresse cresceu drasticamente nas últimas décadas e, talvez, tenha atingido seu ápice (até agora) com as milhões de informações vindas dos nossos celulares.
Eu sei, para você, estresse é sinônimo de passar raiva. Também é, mas olha que legal essa definição do ganhador do prêmio Nobel, Hans Selye: Estresse é visto como qualquer coisa ou acontecimento que eleve os níveis sanguíneos de corticosteroides (cortisol).
Mas, vamos por partes!
Dentro da fisiologia humana, estresse tem um significado extremamente amplo, então, vamos focar a nossa discussão no nosso estresse diário mais comum, o estresse comportamental. Sabe qual tipo de estresse é esse? Aquele que vai nos tirar do sério em algum momento, porque vai acumulando...
As fontes mais comuns de estresses comportamentais são os nossos 5 sentidos (aposto que você consegue pensar em um som ou música que te irrite, em cheiros e imagens que te desagradam e podem te estressar), mas também existe uma outra fonte de estresse, a nossa criativa mente (estilo as velhas paranóias que nos acompanham em determinados assuntos, tipo relacionamento).
Apesar dos fatores que podem nos estressar serem basicamente infinitos e vindos das mais variadas fontes, as respostas em nosso organismos são comuns a todos nós, e podem nos ajudar a entender porque nossa saúde física e mental tem ficado cada vez mais debilitadas (prejudicadas) com nossos hábitos e rotinas atuais.
Podemos dividir a resposta fisiológica do estresse em duas partes principais:
- A resposta endócrina, que envolve hormônios;
- A resposta autonômica, que é de responsabilidade do nosso sistema nervoso e vai atuar diretamente nos nossos órgãos (não temos controle algum das respostas autonômicas do nosso corpo, são automáticas, como o nome diz).
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
segunda-feira, 17 de abril de 2023
Material para estudo - Neuroanatomofisiologia
http://plantandociencia.blogspot.com/2021/03/neuroanatomia-medula-espinhal.html
5 - Tronco Encefálico:
http://plantandociencia.blogspot.com/2020/11/tronco-encefalico-20.html
6 - Cerebelo e Motricidade:
http://plantandociencia.blogspot.com/2020/05/cerebelo-e-motricidade-20.html
7 - Outros:
http://plantandociencia.blogspot.com/2023/03/alzheimer-menos-genetico-e-mais.html
http://plantandociencia.blogspot.com/2023/02/substancias-psicoativas-por-que.html
Bons estudos, pessoal!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
segunda-feira, 20 de março de 2023
Alzheimer - menos genético e mais ambiental?
Bom dia, pessoal.
Hoje trago algumas informações sobre a Doença de Alzheimer, que cresce em números ano após ano, e tende a atingir 1 a cada 2-3 pessoas nas próximas décadas.
Para vocês terem uma ideia, hoje, aqui no Brasil, o Alzheimer é a principal causa de demência.
Essa matéria tem alguns objetivos: trazer mais conhecimento a cerca de uma doença neurodegenerativa cada dia mais comum, discutir alguns tópicos e entender como podemos "evitar" ou pelo menos postergar ao máximo o surgimento dos sintomas, entender como as células do tecido nervoso trabalham em conjunto e, de brinde, serve como atividade para meus alunos da Neuroanatomofisiologia.
Assistam ao excelente vídeo da Lisa Genova, autora do livro "Para sempre Alice" (também tem o filme), que retrata um caso de Alzheimer precoce, devido a uma rara genética:
Para quem não conseguir ver o vídeo acima, pode acessar pelo link também:
https://www.youtube.com/watch?v=twG4mr6Jov0&t=4s
O vídeo é fantástico, a didática dessa mulher é algo impressionante.
Mas alguns pontos chamam a atenção e são passíveis de discussão para entendermos melhor:
- As sinapses, que é a forma como nossos neurônios se comunicam (é através delas que sentimos, enxergamos, pensamos, LEMBRAMOS....), é mediada por neurotransmissores (sinapses químicas).
- Durante a sinapse, além do neurotransmissor, também é liberado um peptídeo conhecido como Beta amilóide. Esse peptídeo é retirado das sinapses pelas Micróglias (carinhosamente chamadas de zeladores do tecido nervoso no vídeo, já que cumprem o papel de limpeza e defesa em nosso cérebro). Hoje sabemos que, durante o sono, o líquido cefalorraquidiano (líquor) passa entra as sinapses ajudando nessa limpeza.
- Genética e hábitos (na maioria de nós, principalmente os hábitos) podem diminuir ou aumentar o acúmulo de beta amiloide. Quando começa aumentar em quantidade, essas moléculas começam a se unir e formar o que conhecemos como Placas de Beta amiloide, e é ai que o problema começa a se desenvolver de verdade.
- Quando o acúmulo é tão grande que "entope" a sinapses, as micróglias ficam super ativadas e acabam, ao invés de limpar, dando início a uma inflamação irreversível que começa a matar os neurônios. O resultado? Desenvolvimento da doença.
Observem as duas figuras abaixo, de cérebros deteriorados (morte de tecido nervoso leva ao encolhimento) pela doença:
Assusta, não?
Existem genes que podem contribuir para o acúmulo de beta amiloide, como o APO4. Porém, para a maioria das pessoas, os hábitos ao longo da vida influenciam muito mais na formação da doença que a própria genética.
Quer contribuir com seu cérebro e garantir que ele fique o mais saudável possível por mais tempo? Só caprichar nos seguintes pontos:
- Exercícios aeróbicos, uma melhor circulação e, consequentemente, saúde cardiovascular, vai ajudar muito na saúde do seu cérebro.
- SONO! Isso, dormir bem auxilia drasticamente no processo de limpeza e manutenção do nosso cérebro. Uma noite mal dormida já aumenta o acúmulo de beta amiloide.
- APRENDER! Quanto mais eu aprendo, mais estimulo meu cérebro através da neuroplasticidade, formando novas sinapses. Teoricamente, quanto mais sinapses, menores ou mais tardios os sintomas da doenças irão aparecer.
Seu estilo de vida influencia na sua saúde geral, inclusive no seu cérebro!
Agora, para meus alunos da neuroanatomofisiologia:
- Após assistir o vídeo, expliquem, em um texto breve (3-4 parágrafos), como as células do tecido nervoso (neurônios e micróglias) interagem e como passam a interagir conforme aumenta o acúmulo de placas beta amiloides nas sinapses.
- Coloque na discussão os seguintes tópicos, também:
- Por que os medicamentos atuais ainda não funcionam?
- Como o sono pode influenciar no processo de desenvolvimento da doença?
- Qual a relação do aprendizado? O que é a plasticidade neural e como ela está presente na sua profissão?
Ou, pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=ELpfYCZa87g
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
terça-feira, 14 de março de 2023
Como melhorar minha criatividade?
Ahaaaa a criatividade, que nos falta em muitos momentos, principalmente para nós, professores. Quando eu mais preciso dela, é ai que ela não aparece, que me ignora, que insiste em não permitir que eu crie absolutamente nada.
Existem coachs, livros, treinamentos e as mais variadas teorias sobre como se torar uma pessoa mais criativa. Funcionam? Depende, ou melhor, talvez.
Vamos começar pelo começo.
Conversamos um pouco, esses dias, sobre a nossa capacidade de focar e ter atenção a determinadas tarefas. Se você não leu essa matéria, é só clicar aqui!
Quando estamos prestando atenção em algo, que estamos focados em uma atividade específica (como a leitura, ou aquela sua música preferida), nós estamos afunilando nossa atenção e também, boa parte da nossa capacidade cerebral em um único ponto.
Quanto mais eu trabalho, quanto mais eu produzo, quanto mais focado em minhas atividades diárias, MENOS criativo eu fico.
Parece controverso, eu sei. Mas já parou para notar que suas melhores ideias aparecem enquanto você toma banho, enquanto dirige, ou quando está relaxando naquele rede na beira do mar?
Sabe porque isso acontece?
Porque a criatividade é fruto do devaneio cerebral, do cérebro livre para pular de pensamento em pensamento, unindo pontos que você jamais conseguiria unir focado em uma atividade específica.
SEU CÉREBRO PRECISA DESCANSAR, PRECISA SER LIVRE PARA SE DIVERTIR EM RIOS DE PENSAMENTOS, PARA UNIR INOFRMAÇÕES QUE SEU FOCO DEIXA PASSAR.
Na neurociência, esse estado onde nosso cérebro não está focado em nada específico é chamado de Rede Neural de Modo Padrão (RNMP). Notem, é quando você realmente não está fazendo nada, nem mesmo mexendo no celular, mas acordado (dormir não vai ajudar muito, considerando que você cumpre seus horários de sono, claro!).
Deixar o cérebro livre é sinônimo de criatividade.
Mas não, não recomendo deixar ele solto o tempo todo, passar o dia inteiro viajando, porque isso exige muito dele também, podendo gerar aquela canseirinha mental.
Equilíbrio é a solução, um descanso entre as tarefas diárias, aquele bom banho quente, uma meditação rápida durante o expediente, um exercício, algo que desligue sua mente, principalmente dos problemas e desafios que você vem buscando solução.
Faça, e veja a mágica acontecer.
Lembra da luz acendendo, do nada, em cima da cabeça dos personagens de desenho? É exatamente sobre isso.
Deixe seu cérebro voar, ficar livre para criar, encontre as respostas e traga ele de volta. Mas nunca deixe ele preso por muito tempo. Nossa rotina diária, nossas mil tarefas diárias, não só destroem nossa criatividade como judiam do nosso cérebro ao longo prazo.
Boa semana meu povo!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
terça-feira, 7 de março de 2023
Como funciona o Foco?
Imagina que sensação agradável ficar com um "pequeno" capacete de metal apoiado em seu pescoço, enxergando por duas "janelinhas", tendo que estudar ou escrever um relatório importante do trabalho. Um excelente estímulo positivo para o cérebro, rs.
As opções para ruídos, hoje, são muitas e bem mais confortáveis, mas não são apenas estímulos auditivos que podem nos distrair. Os visuais, talvez, sejam os principais para a maior parte das pessoas.
Sabe quando você diminui o volume da música para enxergar melhor? Faço isso sempre que preciso identificar o número de uma casa que ainda não conheço.
Já parou para ter uma refeição focando exclusivamente no ato de comer e mastigar, apreciando o sabor?
Eu também.
Exercício físico.
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
















