Olá, pessoal!
Boa tarde.
Imagine que você acabou de comer um delicioso
hambúrguer, que devido aos queijos, bacon e outros ingredientes que o tornaram
tão delicioso, acabou transformando ele em uma refeição cheio de lipídios. A
partir do momento que as gorduras entram no nosso organismo, como uma operação
bioquímica extremamente complexa e ligada diretamente à nossa sobrevivência.
Assim como a maioria das moléculas que fazem parte da
nossa refeição, como os carboidratos que já estudamos, as moléculas de gordura
precisam ser fragmentadas, reorganizadas, transportadas por diferentes
compartimentos do organismo e, finalmente, destinadas a algum lugar:
armazenamento, produção de energia ou síntese de moléculas fundamentais para a
vida.
Mas é aqui que nossa conversa fica ainda mais
interessante: os lipídios não se dão muito bem com água, e a maior parte dos
líquidos relacionados ao trato digestivo e a maior parte componente do nosso
sangue são pura água. E isso muda toda a dinâmica de digestão, transporte e
armazenamento dos lipídios.
O organismo não trata a gordura como um simples
combustível. Ele possui mecanismos específicos para decidir quando armazená-la,
quando mobilizá-la e como utilizá-la.
Mas por que a gordura é uma reserva tão eficiente?
Antes de compreender o metabolismo dos lipídios,
precisamos entender uma diferença fundamental entre os nutrientes: carboidratos
e proteínas fornecem aproximadamente 4 kcal por grama. Já os lipídios fornecem
cerca de 9 kcal por grama.
Essa diferença não é apenas um detalhe nutricional.
Ela explica por que o tecido adiposo representa uma das principais estratégias
de armazenamento energético do organismo.
A gordura permite que o organismo acumule uma
quantidade expressiva de energia em um espaço relativamente pequeno. É uma
solução evolutiva interessante: armazenar energia quando ela está disponível e
mobilizá-la quando a ingestão alimentar não é suficiente.
Triglicerídeos: o cofre energético do organismo
Quando falamos de gordura armazenada no tecido
adiposo, estamos falando principalmente dos triacilgliceróis, nossos famosos triglicerídeos.
Sua estrutura é relativamente simples: uma molécula de
glicerol ligada a três ácidos graxos.