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terça-feira, 3 de outubro de 2023

Anticorpos - a poderosa arma dos Linfócitos B contra patógenos

Bom dia, pessoal.

Hoje vamos falar um pouco sobre um mecanismo de defesa magnífico do nosso organismo.

Eles são produzidos pelos linfócitos B, parte do que conhecemos como imunidade adaptativa. São os anticorpos, também conhecidos como imunoglobulinas.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo sistema imunológico em resposta à presença de antígenos (substâncias estranhas), como vírus, bactérias, toxinas e outras moléculas que podem representar uma ameaça ao organismo.

A produção de anticorpos ocorre quando o sistema imunológico reconhece antígenos, que são partes específicas das substâncias estranhas. Os antígenos ativam células do sistema imunológico, como os linfócitos B, que após entender a ameaça, se multiplica e se transforma em um plasmócito, começando a produção e a liberação de anticorpos na corrente sanguínea.

Esses anticorpos são desenhados de forma a se ligar especificamente aos antígenos correspondentes, marcando-os para destruição ou neutralização pelo sistema imunológico. O que explica o nome de adaptativa, desse tipo de imunidade, pois é uma resposta específica a um antígeno.

A função dos anticorpos é crucial para a defesa do organismo. Eles têm várias funções, incluindo a neutralização de antígenos, a opsonização para facilitar a fagocitose (processo de ingestão e destruição de partículas estranhas) e a ativação do sistema de complemento, que auxilia na destruição de antígenos.

Podemos visualizar esses mecanismos de ação com mais detalhes, na maravilhosa figura do livro do Abbas:


Para cumprir seu papel de neutralização, o anticorpo utiliza uma de suas partes, conhecida como porção FAB. Já para ativar outras células e/ou o sistema complemento, ele utiliza sua porção conhecida como Fc. Isso trás um conceito, na imunologia, de segregação espacial do anticorpo, pois cada porção fica responsável por determinada função.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

MHC de Classe I - Linfócitos T citotóxicos

Boa tarde, pessoal.

Hoje vamos falar sobre o Complexo de Histocompatibilidade, ou MHC, de classe I.

Reparem que o título já foi mais dramático, porque a resposta é mais dramática, ela culmina na morte da célula infectada. 

Diferente do que estudamos no MHC de Classe II, o MHC de classe I apresenta antígenos para os Linfócitos T Citotóxicos, também conhecidos como CD8+.

Observe a figura abaixo, para entender melhor o processamento do antígeno:



A figura, retirada do livro de Imunologia Básica do Abbas, mostra mais uma diferença entre os MHCs. O MHC de classe I é expresso em todas as células nucleadas. Sim, em TODAS!

Por que tudo isso? 
Vários motivos, mas um exemplo pode ajudar a entender: os vírus, dos principais "inimigos" dos linfócitos T citotóxicos, é um parasita intracelular obrigatório, ou seja, ele precisa de uma célula nucleada, capaz de produzir proteínas, para se multiplicar. 

Logo, teoricamente (na prática não é tão simples), os vírus podem infectar qualquer célula nucleada do corpo humano. E, se ele pode atacar, eu preciso de mecanismos para me defender.

Outro ponto, que é importante ressaltar na diferenciação entre os dois tipos de MHC, é que o de classe I lida com antígenos intracelulares. Eles não foram absorvidos por uma célula de defesa, eles infectam a célula.

Observem o esquema abaixo:


Repare, só existe vesícula no final do processo de preparo para a apresentação do antígeno. 

O antígeno já está no citoplasma, então é necessário a ação de uma enzima, como a Proteassoma da figura, para quebrar esse antígeno em "pedaços" menores. O antígeno é quebrado para conseguir entrar no retículo endoplasmático, onde se liga à molécula do MHC de classe I (produzida pelo RE). 

MHC de classe I se une ao antígeno e esse complexo Antígeno-MHC é exposto do lado de fora da célula, conectado à membrana celular, à espera do Linfócito T CD8+.

Após se ligar e entender o recado, os linfócitos T CD8+ (ou citotóxicos) destroem a célula infectada, eliminando assim o reservatório de infecção.

Anote as diferenças entre as etapas de processamento de antígenos do MHC de classe I e II, isso ajudará a entender a função e as características principais de cada um.


Bons estudos!

terça-feira, 9 de maio de 2023

Introdução à Imunologia

Bom dia, pessoal.
Essa é a primeira aula do curso de Imunologia, uma introdução aos principais assuntos que abordaremos em sala de aula.

Como posso definir o sistema imune? Para que serve?


Imunidade é definida como a resistência a doenças infecciosas. O conjunto de células, tecidos e moléculas que são intermediários na resistência às infecções é chamado de Sistema Imunológico, e a reação ordenada dessas células e moléculas aos microrganismos infecciosos é a Resposta Imunológica.

A Imunologia, então, é o estudo do sistema imunológico e de suas respostas aos microrganismos invasores.

Podemos dizer que a função fisiológica (natural) do sistema imunológico é prevenir infecções e erradicar as infecções estabelecidas.

Um sistema imune fraco, debilitado, aumenta nossa chance de ficar doentes (nossa susceptibilidade a doenças), o que observamos em pacientes imunodeprimidos. Hoje, já sabemos que estresse crônico, ansiedade, má alimentação, hábitos ruins relacionados ao sono, dentre vários outros fatores, são as causas mais comuns de uma queda no nosso sistema de defesa. Nossos hábitos e rotinas atuais estão deixando nossos corpos cada vez mais fracos.



A importância do sistema imunológico fica mais evidente quando analisamos o caso de um indivíduo com resposta imunológica deficiente, como na Síndrome da Imunodeficiência Humana (AIDS) causada pelo vírus HIV.