Por Prof. Dr. Bruno Damião | Plantando
Ciência em parceria com o Congresso Internacional de Terapia Ocupacional
(CONINTO)
Olá pessoal, boa tarde!
Você já fez essa pergunta
alguma vez: Quando foi a última vez que o meu cérebro mudou?
Talvez ontem, enquanto
você aprendia alguma coisa nova. Talvez hoje, ao repetir um comportamento que
já faz parte da sua rotina. Ou talvez agora, enquanto lê estas palavras e
estabelece novas associações entre informações que já conhece, enxergando a
neuroplasticidade de uma forma completamente diferente.
Durante muito tempo, a
compreensão sobre o sistema nervoso adulto foi marcada pela ideia de que sua
capacidade de transformação era bastante limitada.
Espera, deixa eu falar
isso de uma forma mais clara: acreditávamos que, depois do início da fase
adulta (considerando que o sistema nervoso é visto como maduro a partir dos
vinte um ou vinte dois anos), o cérebro se tornava praticamente imutável, como
se já estivesse em sua versão final, algo como pronto.
Porém, quanto mais fomos
aprendendo sobre neurociência, mais clara ficou o quão magnífico é nosso
cérebro: ele se adapta, ao longo de toda a nossa vida, independente de idade ou
qualquer outra coisa, de acordo com as informações e condições que oferecemos
para ele!
Maturidade não significa
imobilidade, não significa que está pronto.
Hoje, na fase adulta,
diria que não está nem perto de estar pronto, o aprendizado e as mudanças, principalmente
internas, são contínuas, dolorosas e belíssimas.
O cérebro adulto continua
modificando suas conexões, reorganizando circuitos e adaptando seu
funcionamento em resposta às experiências, à aprendizagem, ao ambiente e até
mesmo às lesões. Neuroplasticidade é vida!
E talvez a pergunta mais
importante não seja simplesmente se o cérebro pode mudar, mas: quais
experiências estamos oferecendo a ele para que essa mudança aconteça? Uma vez
que, se analisarmos apenas por essas observações iniciais do texto, já
conseguimos perceber que muito sobre a forma que nosso cérebro funciona hoje e,
boa parte da nossa saúde mental atual, são de responsabilidade exclusivamente nossas!
Mas afinal, o que é
neuroplasticidade?
Neuroplasticidade é a
capacidade do sistema nervoso de modificar sua estrutura, organização e
funcionamento em resposta a estímulos internos e externos.
Essas modificações podem
ocorrer em diferentes níveis, desde alterações na eficácia das sinapses até
mudanças na organização funcional de redes neurais, através da formação de
novas sinapses, através de novos caminhos construídos em nosso cérebro!
Isso significa que
aprender uma habilidade, adquirir um hábito, adaptar-se a um ambiente diferente
ou recuperar parcialmente uma função após uma lesão são fenômenos que possuem por
trás de toda a sua mágica mecanismos de plasticidade neural.
O cérebro se adaptando,
se movendo, se reconstruindo.
Plasticidade neural é o
mecanismo por trás dos processos de aprendizagem e memória.
Basicamente, a atenção
que damos às experiências que vivemos e a carga emocional dessas experiências
(o que nos fazem sentir), mostram para o nosso cérebro quais informações são
importantes ou não, o que afeta diretamente no que ele utilizará para formas as
memórias de longo prazo.
Se analisarmos, somos
hoje frutos das memórias que construímos, aquela velha história de enxergar o
mundo de acordo com as lentes que minhas experiências e escolhas foram
colocando na frente da minha visão.
O que também nos leva a
pensar e refletir que aprendo coisas novas e interajo com novas pessoas com
julgamentos pré-moldados, com características e pontos de vista que fazem parte
da construção do meu ser.
Entretanto, é importante
compreender que neuroplasticidade não significa que o cérebro possa fazer
absolutamente qualquer coisa. Longe disso, rs.
Ela não garante
recuperação completa após uma lesão, tampouco significa que todas as
experiências produzam mudanças benéficas ou sequer mudanças.
O cérebro se modifica,
mas a direção, a intensidade e as consequências dessas modificações dependem de
múltiplos fatores.
Aprender é modificar o cérebro
Imagine a primeira vez
que você tentou dirigir um automóvel, se assim como eu ele era manual, com
certeza passamos por perrengues parecidos!
Atenção ao volante, aos
pedais, aos espelhos, à marcha, aos outros veículos e às sinalizações. Tudo
exige esforço consciente, e parece impossível no começo. Mas nada como soltar a
embreagem e pisar no acelerador para conseguir sair com o carro. Quantas vezes
afoguei o carro antes de conseguir sair com ele.
Depois de meses ou anos
de prática, muitas dessas operações passam a ocorrer com muito menos esforço
deliberado. As vezes, de forma absolutamente automática, pois a repetição foi
refinando tanto os movimentos e o conhecimento do processo, que ele foi se
tornando cada vez mais simples!
Se você toca algum
instrumento, com certeza passou pela mesma situação. No começo, parecia
impossível tocar aquela música que você tanto gosta, mas agora, depois de anos
de prática, você toca ela sem nem ter que pensar direito.
O que aconteceu?
A repetição da
experiência permitiu que circuitos neurais envolvidos na execução da tarefa
fossem progressivamente ajustados e reorganizados. Ou seja, aquilo vai ficando
cada vez mais fácil!
A aprendizagem não é
apenas o armazenamento de uma informação. Ela representa uma mudança
relativamente duradoura na capacidade de reconhecer, executar ou responder a
determinada situação.
A famosa formulação
associada a Donald Hebb, frequentemente resumida como neurônios que disparam
juntos tendem a se conectar, ajuda a compreender como a atividade
coordenada pode contribuir para o fortalecimento de determinadas associações
neurais.
Mas existe um componente
frequentemente negligenciado nesse processo: a atenção.
Aquilo que recebe nossa
atenção tem maior oportunidade de ser processado e integrado aos sistemas de
aprendizagem. Não basta estar exposto a uma informação; a maneira como
interagimos com ela importa, isso considerando qualquer um dos cinco sentidos!
Ou você nunca notou a
diferença de sabor da sua comida quando comeu prestando atenção no seu paladar
e não ao seu celular?
É por isso que uma
experiência ativa, com participação, elaboração e prática, pode produzir
resultados diferentes de uma exposição passiva. Resultando em uma maior
probabilidade de memórias de longo prazo serem formadas, e você lembrar aquelas
experiências por anos, décadas e até mesmo para sempre.
Aprender exige sair da
zona de conforto, exige atenção consciente, esforço.
Emoção, memória e a
importância das experiências
Por que conseguimos
recordar com tanta riqueza alguns acontecimentos emocionalmente importantes,
enquanto esquecemos o que almoçamos ontem?
A resposta envolve a
interação entre diferentes sistemas cerebrais, principalmente algumas regiões
do sistema límbico, relacionado às nossas emoções e ao que as experiências nos
fazem sentir.
A amígdala participa do
processamento da relevância emocional, enquanto o hipocampo tem papel
fundamental na formação e organização de memórias declarativas e episódicas. A
interação entre esses sistemas contribui para modular a consolidação de
determinadas experiências.
Isso não significa que
emoções intensas produzam necessariamente uma aprendizagem melhor. Situações de
estresse intenso ou persistente, por exemplo, podem prejudicar processos de
atenção, memória e aprendizagem.
O ponto central é que
aprender não é uma atividade exclusivamente intelectual, pois a parte
intelectual fica com o prestar atenção. Porém, a carga emocional, ou como a
neurociência criou recentemente, a saliência emocional, é um fator
importantíssimo para a criação de novas memórias e conhecimentos.
Simplesmente, aprendemos
o que prende nossa atenção e nos faz sentir! Bonito, né?
O cérebro aprende em um
organismo que sente, interpreta, se relaciona e responde ao ambiente.
Essa compreensão é
particularmente importante quando pensamos em educação, saúde mental e
processos terapêuticos. Porque o cérebro só sente aquilo que entra por um dos
nossos cinco preciosíssimos sentidos.
Uma das ideias que
costumo discutir com meus alunos é a tendência do cérebro a automatizar
comportamentos repetidos. Gosto de dizer que o cérebro não é preguiçoso: ele é
econômico.
E podemos traduzir isso
para: o cérebro adora a zona de conforto, porque ela exige pouco esforço dele
(ou seja, baixo gasto energético).
A automatização de
determinadas tarefas permite que recursos de atenção e controle sejam
utilizados em outras demandas. Já parou para pensar quão libertador para seu
cognitivo é o fato dos nossos órgãos funcionarem independente da nossa vontade?
É uma característica
funcional importante para a adaptação e para todo o magnífico potencial criativo,
cognitivo, de aprendizado e de remodelação do nosso cérebro.
O problema é que esse
processo não seleciona apenas comportamentos que consideramos bons. O mesmo
mecanismo que contribui para automatizar uma habilidade pode participar da
manutenção de hábitos que gostaríamos de modificar.
Pense no uso excessivo do
celular, no consumo de álcool, de drogas de abuso...
Uma notificação funciona
como um gatilho. Pegamos o aparelho, encontramos uma novidade, recebemos uma
informação ou algum tipo de recompensa. A repetição dessa sequência pode
fortalecer o comportamento.
O mesmo raciocínio pode
ser aplicado à procrastinação, ao sedentarismo e a determinados padrões de
resposta emocional.
E aqui chegamos a uma das
ideias centrais da neuroplasticidade:
O cérebro pode aprender
um comportamento, mas também pode aprender novas maneiras de responder.
Isso não significa que
modificar hábitos seja simples.
A força dos
comportamentos automatizados, o ambiente, as condições emocionais e os fatores
biológicos influenciam esse processo.
A mudança exige mais do
que vontade: exige condições, prática, estratégias e, em muitos casos,
acompanhamento profissional.
E quando a capacidade de mudar encontra a
reabilitação?
Talvez uma das aplicações
mais fascinantes da neuroplasticidade esteja na recuperação funcional após
lesões do sistema nervoso. Após um acidente vascular cerebral (AVC), por
exemplo, uma pessoa pode apresentar comprometimentos motores, sensitivos,
cognitivos ou relacionados à linguagem.
A lesão pode interromper
circuitos essenciais para determinadas funções.
Entretanto, as redes
neurais remanescentes podem apresentar reorganização funcional, e a experiência
pode influenciar esse processo. E a reabilitação utiliza justamente essa
capacidade de adaptação.
A prática de tarefas, o
treinamento motor, a repetição orientada e a utilização de estratégias
compensatórias podem contribuir para a recuperação de funções e para a
construção de novas possibilidades de desempenho. Isso não significa que o
cérebro simplesmente substitua uma região lesionada por outra ou que toda
função possa ser recuperada integralmente.
Até porque, neurogênese,
que é o “nascimento de novos neurônios” é um processo que acontece em grande
quantidade apenas no hipocampo.
A recuperação depende da
extensão e localização da lesão, das condições clínicas, do tempo, das
características individuais e das intervenções realizadas. Além disso, a
plasticidade não é necessariamente adaptativa. Algumas mudanças podem
contribuir para compensações pouco eficientes ou para a manutenção de
limitações.
Por isso, não basta
estimular o cérebro. É necessário compreender o que está sendo estimulado,
com qual objetivo e em qual contexto.
Neuroplasticidade e Terapia Ocupacional:
quando a experiência ganha significado
É aqui que a neurociência
encontra uma das aplicações mais interessantes da Terapia Ocupacional. Se o
cérebro se modifica em resposta à experiência, então a experiência terapêutica
importa.
Mas existe uma diferença
importante entre executar um movimento isolado e realizar uma atividade que
tenha significado para a vida de uma pessoa. Imagine um paciente que apresenta
limitações motoras após um AVC.
Podemos pensar no
treinamento de movimentos específicos do membro superior. Entretanto, também
podemos pensar em atividades como vestir uma camiseta, preparar uma refeição,
segurar uma xícara ou utilizar um objeto que faça parte de sua rotina.
Essas atividades envolvem
demandas motoras, sensoriais, cognitivas e ambientais. Mais do que isso, estão
relacionadas à autonomia e à participação do indivíduo em sua própria vida. Atrás
de tudo isso, precisamos pensar que autonomia é qualidade de vida!
E qualidade de vida é
essencial para a saúde mental e para o bem-estar, independente da idade ou
situação. A Terapia Ocupacional trabalha justamente nessa interface entre
pessoa, atividade e ambiente.
A literatura sobre
reabilitação aponta que o treinamento orientado a tarefas e a prática de
atividades funcionais são estratégias relevantes para a recuperação do
desempenho após o AVC.
Uma revisão sistemática
publicada em 2024 no American Journal of Occupational Therapy, por Lee e
Howe, examinou intervenções de treinamento orientado a atividades para
recuperação do membro superior em adultos após AVC.
Esse campo de pesquisa
ajuda a compreender como princípios de aprendizagem motora e plasticidade podem
ser traduzidos em intervenções terapêuticas.
Mas a contribuição da
Terapia Ocupacional não se limita à recuperação de movimentos.
Ela também envolve
adaptação ambiental, desenvolvimento de estratégias compensatórias,
reorganização da rotina e construção de novas possibilidades de participação.
Em outras palavras, o
objetivo não é apenas fazer com que o indivíduo execute uma função, mas
favorecer que ele volte a participar de atividades que tenham sentido em sua
vida.
E essa é uma distinção
fundamental.
A neuroplasticidade
oferece uma explicação biológica para a capacidade de adaptação. A Terapia
Ocupacional transforma essa possibilidade em experiências concretas de
funcionalidade, autonomia e participação.
E a psicoterapia? Podemos reaprender a
relação com nossas experiências?
Existe ainda uma dimensão
particularmente interessante da neuroplasticidade: sua relação com a
aprendizagem emocional e os processos psicoterapêuticos.
Uma vez que não podemos
simplesmente apagar memórias como apagamos fotos da galeria do celular, a
neuroplasticidade garante que, pelo menos, podemos alterá-las ou dar um novo significado
para elas, o que é extremamente importante quando consideramos que algumas
memórias causam dor e sofrimento psicológico.
Memórias não são arquivos
completamente estáticos. Quando recuperadas, determinadas memórias podem passar
por processos de atualização, onde novas informações são acrescentadas para dar
sentido, como a roupa das pessoas que estão na memória resgatada. Isso nos mostra
que, sempre que evocamos alguma memória, guardamos ela com algumas pequenas
modificações, com pequenas mudanças.
Isso não significa que
toda lembrança se torne modificável sempre que é evocada. A reconsolidação
depende de condições específicas, e sua aplicação clínica exige cautela.
Ainda assim, esse
conhecimento oferece uma perspectiva relevante para compreender como novas
experiências podem influenciar a maneira como interpretamos acontecimentos
anteriores. Uma pessoa pode ter aprendido, ao longo da vida, a associar erro à
rejeição, exposição à vergonha ou vulnerabilidade à ameaça. Essas associações
podem influenciar comportamentos, expectativas e respostas emocionais no
presente.
No contexto
psicoterapêutico, a construção de novas experiências, a elaboração de
significados e o desenvolvimento de outras formas de interpretação podem
participar de processos de mudança.
Não se trata de apagar o
passado, mas de modificar a maneira como determinadas experiências são
integradas à vida atual.
A neuroplasticidade não
explica sozinha a psicoterapia, mas oferece uma das bases biológicas para
compreender como processos de aprendizagem e adaptação podem ocorrer também na
vida adulta. E como podemos ressignificar as coisas, muitas vezes nos
libertando da dor.
Novamente, neuroplasticidade
por trás de uma melhoria na qualidade de vida, na melhoria da saúde mental.
Gosto de pensar na
neuroplasticidade como uma cidade.
Com o passar do tempo,
algumas estradas se tornam muito utilizadas. Outras permanecem pouco acessadas.
Novos caminhos podem ser construídos, enquanto determinados trajetos podem
perder sua predominância, ou até mesmo deixar de existir.
A experiência participa
da organização dessa cidade. A aprendizagem fortalece caminhos. A repetição
favorece a automatização. Uma lesão pode interromper rotas. A reabilitação pode
ajudar a desenvolver novas possibilidades de circulação.
E as atividades
significativas permitem que essas mudanças sejam direcionadas para algo que
realmente importa: a vida do indivíduo. Isso também nos faz refletir sobre a
responsabilidade que temos com nossas próprias experiências, com nossa própria
saúde mental e, em um âmbito reflexivo maior, com nossa vida!
A leitura, a atividade
física, o sono adequado, a aprendizagem contínua, as relações sociais e o
contato com novos desafios são elementos que podem contribuir para a saúde
cerebral e para a manutenção de capacidades cognitivas.
Não existe uma fórmula
mágica para transformar o cérebro, tampouco uma promessa de que qualquer
dificuldade será superada apenas com esforço individual. Existem, porém,
oportunidades de aprendizagem e adaptação que continuam presentes ao longo da
vida.
E talvez essa seja a
mensagem mais importante que a neuroplasticidade nos oferece.
O cérebro não é apenas
aquilo que temos. É também aquilo que nossas experiências ajudam a construir.
Se o cérebro muda, a
pergunta não é apenas se podemos mudar. É quais experiências estamos criando
para tornar essa mudança possível e o que estamos fornecendo dia após dia para
a construção do nosso cérebro!
Algumas referências
utilizadas para escrever o texto e que pode trazer importantes insights para
você:
Referências
1. KLEIM, J. A.; JONES, T. A. Principles of
experience-dependent neural plasticity: implications for rehabilitation after
brain damage. Journal of Speech, Language, and Hearing Research, v. 51,
n. 1, p. S225–S239, 2008. DOI: 10.1044/1092-4388(2008/018).
2. LÖVDÉN, M. et al. Structural brain plasticity in adult
learning and development. Neuroscience & Biobehavioral
Reviews, v. 37, n. 9, p. 2296–2310, 2013. DOI:
10.1016/j.neubiorev.2013.02.014.
3. ZATORRE, R. J.; FIELDS, R. D.; JOHANSEN-BERG, H.
Plasticity in gray and white: neuroimaging changes in brain structure during
learning. Nature Neuroscience, v. 15, p.
528–536, 2012. DOI: 10.1038/nn.3045.
4.
KERR,
A. L.; CHENG, S. Y.; JONES, T. A. Experience-dependent neural plasticity in the
adult damaged brain. Journal of Communication Disorders, v. 44, n. 5, p.
538–548, 2011. DOI: 10.1016/j.jcomdis.2011.04.011.
5. SAMPAIO-BAPTISTA, C.; SANDERS, Z. B.; JOHANSEN-BERG,
H. Structural plasticity in adulthood with motor learning and stroke
rehabilitation. Annual Review of Neuroscience,
v. 41, p. 25–40, 2018. DOI: 10.1146/annurev-neuro-080317-062015.
6. LEE, C. Y.; HOWE, T. H. Effectiveness of
activity-based task-oriented training on upper extremity recovery for adults
with stroke: a systematic review. American Journal of
Occupational Therapy, v. 78, n. 2, 2024. DOI:
10.5014/ajot.2024.050391.
7. FINDING THE INTERSECTION OF NEUROPLASTICITY, STROKE
RECOVERY, AND LEARNING: SCOPE AND CONTRIBUTIONS TO STROKE REHABILITATION. Evidence-Based
Complementary and Alternative Medicine, 2019. DOI:
10.1155/2019/5232374.
8. THOMAS, C.; BAKER, C. I. Teaching an adult brain new
tricks: a critical review of evidence for training-dependent structural
plasticity in humans. NeuroImage,
v. 73, p. 225–236, 2013. DOI: 10.1016/j.neuroimage.2012.03.069.

Nenhum comentário:
Postar um comentário