sábado, 31 de janeiro de 2026

Um golinho de psicanálise

Boa tarde, pessoal!

Dentro da psicanálise, existe uma definição que todos nós conhecemos: ID, EGO e SUPEREGO. 

Confesso que já escutei inúmeras vezes os alunos da psicologia falando, inclusive encaixando as definições dentro das minhas explicação na aula de neuro ou psicofisiologia, e muitas vezes eu boiava completamente!

Explorando o curso de psicanálise consegui distinguir melhor e associar às minhas coisas, aos meus comportamentos, manias. Confesso que estudar psicanálise, em muitos pontos, tem sido uma auto terapia. Lembrem-se, terapia é igual a autoconhecimento, e autoconhecimento é vida, porque liberta!

Mas vamos ao vídeo, depois escrevo um texto digno para que todos consigam parar de boiar quando escutam essas 3 definições, assim como eu fiz por muito tempo.


Associem com suas coisas, fará toda a diferença!

Bons estudos e boa auto análise.


Neuroplasticidade

Bom dia, pessoal!

Fechando a série de vídeos que valem a pena ver (ou rever, para meus alunos e para aqueles que já são da casa), esse último vídeo da série fala sobre Neuroplasticidade, talvez a característica mais fantástica do nosso cérebro.

Por muito tempo, acreditou-se que o cérebro era imutável. Que amadurecia até determinando ponto, e perdia, inclusive, a capacidade de aprender. Porém, as descobertas foram mostrando que não era nada disso, até porque, se fosse assim, um trauma jamais seria superado, hábitos jamais poderiam ser mudados, lesões jamais seriam recuperadas, como um AVC, por exemplo.

Chamamos de neuroplasticidade porque é basicamente isso, o cérebro é plastico, e não que seja de plástico, mas no sentido de que vai se moldando de acordo com o que vamos fornecendo para ele. Como o clássico exemplo que uso em sala de aula: se só oferecermos merda, ele vai se desenvolver como merda, cognitivo prejudicado, fala pobre, pensamentos de baixa qualidade... Se oferecemos bons conteúdos, ele vai se desenvolver como um cérebro mais atento, mais criativo, mais capaz de formar memórias de longo prazo. Ou seja, a responsabilidade é nossa. 

Livros são o carro chefe para esse desenvolvimento de qualidade, abuse deles.

Mas chega de Bruno, segue o vídeo:


Resumindo:

- hábitos e comportamentos podem ser mudados, mesmo que não seja fácil

- Você consegue melhorar e bastante suas funções cognitivas, exercício aeróbico e meditação, por exemplo, auxiliam drasticamente na atenção. Mais atenção, mais memória, simples!

Use e abuse do seu cérebro, os frutos serão excelentes!



quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Depressão, como é conviver com ela?

Bom dia, pessoal.

Assim como os vídeos de ontem, mostrando que nem só de genética se constrói a doença de Alzheimer, esse vídeo que trago hoje também utilizo em aulas com a Psicologia.

Esse vídeo tem como título Black Dog, onde o autor faz uma analogia do que sente vivendo com depressão, como se fosse um cachorro preto enorme, que o acompanha e influencia em todas as suas atividades diárias.

Parece bobo, mas o vídeo deixa claro uma coisa que ainda permeia e confunde a cabeça de muita gente, a de que depressão significa tristeza, uma pessoa deprimida. Hoje, após anos estudando o assunto e interagindo com milhares de alunos, uma coisa me parece bem clara: a depressão parece mais a falta de sentir algo, do que o sentir tristeza demais.

Mas, tirem suas próprias conclusões e fiquem a vontade para discutir o que pensam nos comentários, será um prazer conversar com vocês a respeito.


Bons estudos e reflexões, pessoal!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Alzheimer, boas reflexões

Boa noite, pessoal.

Quem está aqui a mais tempo, ou teve aula comigo, com certeza viu esse Ted talks da Lisa Genova, escritora do livro que virou filme, Para Sempre Alice.

Para quem não conheço, o livro é sobre uma mulher que desenvolveu o Alzheimer muito nova, se não me engano na casa dos 30 e poucos anos. Raro, mas dependendo da genética, pode sim acontecer.

Porém, assim como no vídeo que já postei aqui e estará em primeiro, aqui em baixo, conseguimos entender com as descobertas atuais da ciência que, na maioria das vezes, a genética não é o fator chave para o desenvolvimento da doença. Diria que, é mais ambiental (hábitos e estilo de vida), do que genético. 

Ou seja, seguindo as dicas da neurocientista dos vídeos. existe uma chance interessante de você evitar o desenvolvimento da doença ou, pelo menos, postergar para o mais tarde possível, tendo uma vida mais longa e repleta de qualidade e independência, mesmo na terceira idade.

Qualidade de sono, qualidade cardiovascular (exercício aeróbico e alimentação), leitura ou obter conhecimento ao longo da vida (e sim, por ser o tema ou temas que te interessar, não precisar ser neurociência, rs). Muitas informações extremamente úteis podem ser tiradas desses dois vídeos, então assista com atenção!


Esse acima é o clássico, que utilizo em sala de aula quando trabalho a comunicação nervosa, as sinapses.

Esse segundo descobri hoje, mas segue a mesma linha e é mais atual:


Utilizem para refletir sobre os hábitos que fazem parte da rotina diária de vocês, pois, como mostram os vídeos, pequenos ajustes podem fazer uma diferença gigantesca daqui algumas décadas.

Bons estudos!

sábado, 24 de janeiro de 2026

Breve discussão sobre sinapses químicas e suas funções

Boa tarde, pessoal.

Nessa aula de hoje, em uma parceria inédita entre professor Bruno Damião, Plantando Ciência e a inovadora UniFECAF, vamos falar um pouco sobre uma das coisas mais interessantes que acontecem no nosso sistema nervoso, cumprindo funções das mais simples, até as mais fantásticas. Permitindo, inclusive, que você consiga ler esse material agora!!!

E sim, o assunto de hoje é a forma como os neurônios se comunicam em nosso sistema nervoso, seja entre neurônio no nosso cérebro, cumprindo funções como nossa capacidade de manter atenção, a formação, armazenamento e resgate (evocação) de nossas memórias, como também no sistema nervoso periférico, como quando ativam seus músculos da mão quando você decide movimentar a tela para baixo para aprender mais com esse texto. Aha, outra função básica feita pelas sinapses, é o controle do funcionamento dos nossos órgãos pelo sistema nervoso central.

Sabia que é nas sinapses que a toxina botulínica (como a famosa marca botox), age para sumir com aquelas ruguinhas (marcas) feitas pela expressão facial? vamos ver isso com mais detalhes, mas essa toxina literalmente paralisa nossos músculos, assim cumprindo seu papel, estético ou médico (existem aplicações fantásticas).

Mas, acho mais fácil vocês montarem uma ideia sobre a sinapse química com o seguinte GIF, em movimento fica mais didático:



A famosa sinapse química, que é essa apresentada no GIF, é a forma como os neurônios se comunicam uns com os outros, ou com glândulas e músculos. É esse tipo de sinapse que utiliza os neurotransmissores, dos quais, com certeza, você conhece a Serotonina, a Dopamina, dentre muitos outros que atuam diariamente no seu cérebro.

Para entender mais afundo como acontece a sinapse química, conhecimento indispensável para a disciplina de Fisiologia Humana, deixo o link a seguir:

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html

Sabe uma parte bem legal de estudar e entender a sinapse química, é que todas as substâncias que de alguma forma mexem com o funcionamento do seu cérebro, como o cafézinho ou o energético que te deixa acordado, como o açúcar que acaba viciando nosso paladar e cérebro sem nem percebermos, como o álcool que diminui a atividade do seu sistema nervoso, causando aquela sensação de relaxamento. O mesmo serve para os psicofármacos, como os ansiolíticos que cresceram absurdamente em vendas nos últimos anos (alias, desde 2017, o Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a ONU), assim como também é o local de ação das drogas ilícitas.

Ou seja, tudo que de alguma forma altera sua percepção e o funcionamento do seu cérebro, está agindo a nível de sinapse química, alterando para mais ou para menos a liberação de determinados neurotransmissores, como a cocaína faz ao aumentar drasticamente a liberação de dopamina, causando seus efeitos característicos e justificando o estado depressivo e letárgico que um usuário fica no dia após o uso.

Mas, para essa introdução em sinapses era só.

Deixo o link de um material que escrevi ontem, contando como o estresse, principalmente aquele acumulado, considerado crônico, afeta nossa biologia e neurobiologia, prejudicando, inclusive, a rotina de sono.

https://plantandociencia.blogspot.com/2019/03/sinapses-quimicas.html

Bons estudos pessoal!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Meu cansaço mental não passa, o que fazer?

Bom dia, pessoal!

Já acordou cansado?
Ou melhor, mentalmente cansado?
Tipo aqueles dias onde, nas primeiras horas da manhã, você mal consegue organizar os pensamentos, o cérebro parece esgotado...

E ele está, coitado. 
E advinha quem está por trás desse cenário? 
Sim, o Estresse.


É uma reclamação comum, que com frequência aparece nas salas de aula, na roda de conversa com amigos, em alguns (poucos) ambientes que frequento na minha rotina. 

Mas, dessa vez, quem me trouxe essa questão foi meu querido amigo Leandro Lopes, professor, reitor, um ser humano de um coração enorme, que agora trás reflexões desse tipo no seu podcast Vozes e Silêncio. 

Vamos tirar o estresse da sua rotina, sobrando só sua versão que faz as coisas, mas lida bem com tudo, não acumulando estresse. Nesse cenário, seu sono está bem regulado, tanto em horas quanto em qualidade. Aqui, dentre os papéis essenciais do sono, gostaria de focar em alguns específicos:

- Descanso e limpeza do cérebro! Durante as fases mais profundas do sono e na fase do sono REM, o cérebro se reorganiza, se limpa, se prepara para o novo ciclo que começa ao despertar. Isso é essencial para manutenção da nossa saúde mental, para construção de memórias, para um maior nível de atenção e cognitivo, é o cérebro poder funcionar com seu potencial máximo.

- Além dessas alterações, o sono ainda diminui  o cortisol corporal, libera hormônios como o do crescimento (GH), diminui o tônus simpático (responsável pelo estado de alerta do nosso corpo e mente), dentre várias funções biológicos que auxiliam na nossa saúde física e mental.

Quando estamos sobre uma grande carga de estresse ou sobre os drásticos efeitos do estresse patológico crônico, acontecem algumas mudanças no nosso organismo que vão dificultando cada vez mais a qualidade do sono, minando a qualidade do descanso através dos altos níveis de cortisol e outras alterações neurobiológicas.

Para que vocês entendem de uma forma mais simples, estresse acumulado tende a aumentar a concentração do hormônio cortisol, pois o eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal está constantemente ativo. 

Dentre os efeitos conhecidos de um aumento crônico do cortisol, temos uma diminuição da força do sistema imune, tornando nosso corpo mais fraco e mais apto a ficar doente, disfunções cognitivas, declínio na formação de memórias e do aprendizado... 

E boa parte, se não tudo, conversa com os efeitos do estresse sobre o  nosso sono, e porque o coitado do cérebro não consegue descansar, mesmo que você durma oito horas todas as noites.

Estresse alto, cortisol alto, sistema nervoso simpático (aquele da resposta de Luta ou Fuga) hiperativo. 

De dia, tudo isso vai afetar bastante sua rotina, seu humor, mas a noite meu amigo, os efeitos acabam custando mais caro, e muitas vezes de uma forma bem sutil.

Primeiro, existe um aumento do cortisol noturno, uma vez que, nessa fase de grande carga de estresse, o parassimpático não consegue tomar as rédeas nem mesmo durante a noite, e o simpático e toda a tensão que ele trás, continuam ativos durante seu sono. Assim, aumenta o gasto energético do corpo e do cérebro durante a noite. e tem mais, o cérebro ainda não consegue fazer a limpeza adequada, prejudicando a consolidação de memórias.

Se não bastasse, pesquisas mostram que essa "limpeza", basicamente uma faxina que acontece durante o sono, limpa do nosso cérebro a famosa beta-amiloide, que quando acumulada da início à inflamação e morte neuronal associadas à doença de Alzheimer. Tem pesquisas, inclusive, que mostram que uma noite mal dormida já aumentaria a probabilidade de desenvolver a doença, ou seja, ferrou, rs.

Ou seja, mesmo dormindo, o cérebro não consegue recarregar suas baterias. 

Além de essa combinação aumentar os episódios de despertar ao longo da noite, mesmo que seja micro, sem que a gente nem perceba, todas essas alterações em conjunto aumentam a inflamação ao longo de todo o nosso corpo. Algo como uma inflamação basal, pequena, porém corrosiva no longo prazo.

Juntando tudo isso, seu corpo pode até ter a sensação de estar descansado, mas seu cérebro não. Você fica esgotado nas primeiras horas do dia, atenção prejudicada, formação de memórias prejudicada, humor desequilibrado... 

Não adianta, precisamos enxergar o estresse acumulado como um formador de caos na nossa biologia, principalmente na neurobiologia. Por isso, encontrar válvulas de escape para o estresse: exercício físico que você se apaixone, pessoas ou locais que te fazem bem, atividades que geram prazer... é extremamente necessário em nossa rotina atual.

Até porque, se assim como eu, você não for herdeiro ou tenha alguém para te bancar, os níveis de estresse por conta dos BOs diários e da vida continuarão sendo altos, então, não adianta visualizarmos um mundo de plenitude e paz, mas sim encontrar formas para que o caos do dia a dia, não torne o nosso corpo e, consequentemente, a nossa mente, em um caos também.

Bons estudos, meu povo! 

Um adendo importantíssimo.
Lembra que falei do Leandro, amigo que me incentivou a escrever essa matéria? Sigam ele nas redes sociais e acompanhem o podcast, vale a pena demais!