Boa tarde, pessoal!
Dentro da trilha para formação em psicanálise, me deparei com um vídeo curto e bem interessante, abordando e discutindo algumas ideias centrais das teorias de Freud. O vídeo está aqui:
Mas, a partir do vídeo, me peguei em meio a algumas reflexões interessantes:
Um primeiro ponto, foi a excelente forma como o autor do vídeo explicou ID, EGO e SUPEREGO, expressões que sempre foram apresentadas de uma forma bem confusa para mim, e hoje ficou bem mais claro (claro que, o buraco é bem mais embaixo, mas ajudou a clarear).
Aha, me desculpem, mas não tenho conhecimento suficiente sobre o tema para discutir ainda, rs.
Porém, o ponto que mais me chamou a atenção e que me atreverei em discutir, é a questão da mente inconsciente, consciente e subconsciente.
Esse assunto já vem me intrigando desde o primeiro contato, por algumas questões que gerou instantaneamente na minha mente consciente (rs):
- Qual o papel das memórias na construção dessa mente Inconsciente?
- Seria ela, exclusivamente, formada apenas por memórias, sejam as vindas de experiências, sejam aquelas formadas pelo funcionamento do nosso corpo... Pelo que entendi até o momento, não, tem mais coisa por trás!
- Pensando em episódios marcantes, que resultam naquelas memórias normalmente ricas em detalhes, que eu consigo acessar a qualquer momento que decidir (como uma bela lembrança com comida de vó, na infância, com toda a primaiada, e coisas do tipo), qual o papel dessas memórias (declarativas) na composição do inconsciente?
- Um adendo à questão anterior, caso as experiências acessáveis também façam parte do inconsciente, elas existem em dois locais no nosso cérebro? Pergunto porque uma memória segue um padrão de armazenamento, no caso das declarativas, hipocampo para o córtex onde serão armazenadas no formato de memórias de longo prazo (como o exemplo da casa da minha avó Landa).
É simplesmente, sensacional! rs
Mas puxando exclusivamente do vídeo, a definição de Subconsciente remete a uma "estrutura mental" que resgata aquilo que não lembramos, mas que será útil no momento certo. Ao meu ver, parece muito com memórias formadas a partir de repetição, que envolvem o desenvolvimento em algum esporte, atividade motora, ou criação de um hábito, por exemplo.
Lembra da história: uma vez que você aprende a andar de bicicleta, você nunca mais esquece! Memória motora, que só vai ser resgatada e utilizada quando eu for andar de bicicleta.
Mas Bruno, eu lembro como se anda de bicicleta. Não, você lembra das experiências que viraram memórias de alguns passeios de bicicleta, inclusive de imagens das suas pernas descendo e subindo no ato de pedalar. Memórias de experiências marcantes, memórias declarativas!
Eu, no exato momento em que escrevo essas palavras, estou sentado em meu escritório lembrando de uma prova de bike que participei na serra da canastra! Excelentes memórias, até a sensação corporal gerada é agradável após lembrar do que foi registrado naquele momento, porém, em nenhuma dessas lembranças meu corpo fez algum movimento de pedal, equilíbrio, e todos os outros fatores que preciso para parar em cima de uma bicicleta, memórias diferentes!
Se Freud enxergar o subconsciente apenas como um reservatório de informações úteis aprendidas para determinados momentos, teremos uma classificação bem parecida com uma das aceitas na neurociência atual, de memórias declarativas e não-declarativas.
Seguirei nos estudos para trazer mais reflexões e comparações para vocês aqui!
Quem quiser saber um pouco mais sobre Memória e suas definições e classificações, da uma olhadinha no link aqui do blog:
http://plantandociencia.blogspot.com/2023/09/a-beleza-da-memoria-humana.html
http://plantandociencia.blogspot.com/2021/09/memoria-e-aprendizado-iii.html
Bons estudos!


