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quinta-feira, 14 de maio de 2026

A batalha entre a razão e emoção dentro do seu cérebro: A relação entre sistema límbico e córtex pré-frontal– Parte 2

Boa tarde, pessoal!

Essa é a segunda matéria onde estamos atualizando alguns conhecimentos sobre a relação do sistema límbico com o córtex pré-frontal, sempre buscando entender melhor as fontes da nossa ansiedade.

Recomendo começar por aqui:

https://plantandociencia.blogspot.com/2026/05/a-batalha-entre-razao-e-emocao-dentro.html

A mudança de papéis da amígdala (alias, uma atualização de funções, porque acrescentamos algumas, rs), nos últimos anos, nos permite enxergar de uma forma totalmente diferente como percebemos a carga emocional das experiências que usufruímos através dos nossos cinco sentidos.

De centro do medo (o que ela é), a Amígdala passou a ser vista como uma detectora de saliências emocionais, que além de ser um termo belíssimo, significa que a Amígdala é a responsável por perceber e interpretar tudo o que sentimos em cada experiência, seja coisas positivas ou negativas.

E para que serve isso?

Para mostrar para o nosso cérebro o que de fato merece atenção naquele momento, conversa essa que a amígdala tem com o córtex pré-frontal para, além de voltar o foco, ter a análise consciente para a tomada de decisões.

E é aqui que novamente puxamos o gancho clínico com a Ansiedade. Até pouco tempo, a ciência acreditava que a amígdala hiperexcitada, reconhecendo perigo onde não tem e deixando nosso cérebro em constante alerta (gerando ansiedade) era a principal responsável. Ela participa, sem dúvida alguma, mas agora sabemos que o córtex pré-frontal costuma estar menos ativos nos transtornos de ansiedade.

Ou seja, a resposta emocional da amígdala excitada demais encontra o córtex pré-frontal, que é o único capaz de acalmá-la, mais fraco que o normal. O medo vence a razão, a ansiedade tem um terreno extremamente fértil para crescer e se desenvolver.

Mas, continuando o conteúdo da primeira parte:

  

Córtex Pré-Frontal: algo como o freio emocional do cérebro

É aqui que entra o córtex pré-frontal, nessa relação toda.

Embora não faça parte do sistema límbico, ele possui conexões intensas com essas estruturas emocionais. E, ele possui funções fantásticas, como:

  • planejamento
  • tomada de decisão
  • atenção
  • controle de impulsos
  • pensamento racional
  • regulação emocional

Ele funciona como um sistema de modulação emocional, porque abusa mais da cognição para tomar decisões. Menos impulsivo, mais analítico. Lembra da história de contar até 10 antes de responder? Uma boa margem de tempo para o sistema límbico acalmar e o córtex pré-frontal refletir sobre uma melhor resposta!

Em outras palavras:

A amígdala reage rapidamente e o córtex pré-frontal avalia se aquela reação faz sentido.

 

Emoção vs Razão: o modelo moderno da ansiedade

A neurociência atual descreve a ansiedade como um desequilíbrio entre dois sistemas:

Sistema emocional com a Amígdala!

Sistema regulador com o córtex pré-frontal!

Amígdala responde rápido, relacionada à resposta de medo, sempre visando manter nossa saúde, nos deixar vivos frente aos perigos (mesmo que eles não existam de verdade, rs). O córtex pré-frontal analisa se isso tudo realmente faz sentido, ou você nunca notou que, após disparar o coração em uma cena do filme de terror, logo ele desacelera e volta ao seu ritmo normal?

Nesse exemplo, o perigo identificado pela amígdala durante o susto com o filme dispara a resposta para preparar o corpo para lutar ou fugir, mas quando a amígdala conta o  que aconteceu para o córtex pré-frontal, ele percebe que não existe um perigo real, e começa a trabalhar para tudo voltar ao normal, num estado de tranquilidade para continuar aproveitando o filme.

Quando o córtex pré-frontal perde eficiência, a amígdala passa a dominar o funcionamento emocional. E ai, as emoções tomam conta, mesmo que não faça muito sentido.

Repetindo a expressão usada no começo da matéria: terreno absurdamente fértil para a ansiedade.

O que nos ajuda a  explicar:

  • impulsividade
  • crises de ansiedade
  • explosões emocionais
  • pensamentos catastróficos
  • dificuldade de “desligar” a mente

 

E para complementar os avanços no conhecimento sobre o tema, é definida pelo termo Conectividade funcional.

O problema não está apenas nas estruturas isoladas. O problema pode estar na comunicação entre elas. Podemos traduzir isso como: o buraco é mais embaixo!

Esse é o conceito de conectividade funcional

Exames modernos de neuroimagem mostram que pessoas com ansiedade frequentemente apresentam: maior ativação da amígdala, menor conectividade com o córtex pré-frontal resultando em dificuldade de regulação emocional

Ou seja:

o “freio” cerebral perde força.

O córtex pré-frontal é fantástico, e podemos dividir ele em algumas áreas que já conhecemos bem:

 

Córtex Pré-Frontal Ventromedial (vmPFC)

Relacionado à:

  • regulação emocional
  • empatia
  • redução do medo

 

Córtex Pré-Frontal Dorsolateral (dlPFC)

Relacionado à:

  • concentração
  • raciocínio lógico
  • reavaliação racional das emoções

 

Córtex Orbitofrontal (OFC)

Relacionado à:

  • recompensa
  • punição
  • avaliação social

 

Essas regiões trabalham juntas constantemente para modular nossas respostas emocionais.

Mas no final da história, o que tudo isso significa para a clínica em torno da Ansiedade?

A amígdala percebe as saliências emocionais para facilitar a vida do córtex pré-frontal para saber onde focar a atenção naquele momento. Além disso, ele analisa cognitivamente se a proposta da amígdala faz sentido, evitando estresse desnecessário.

Aqui conversam dois pontos que são cruciais para a formação das memórias no nosso cérebro! Atenção e carga emocional!

Tudo que prestamos atenção e nos faz sentir algo tem maior probabilidade de ser registrado como memória de longo prazo. Imagina um cérebro que, por anos, as vezes por décadas, trabalhou com uma amígdala hiperativa e um córtex pré-frontal hipoativo. Registrou todos os episódios da vida, basicamente, sob o olhar da ansiedade, sob o olhar mais voltado para o modo de defesa, para a cautela...

Agora, imagina se o episódio que disparou tudo isso foi lá na infância, a vida literalmente foi construída nesse modo, basicamente TUDO e TODOS os caminhos percorridos com frequência pelo cérebro, todos os hábitos, comportamentos, derivam de um cérebro mais assustado, mais ansioso.

Deu para entender melhor, agora, o porque usei a expressão maravilhosa de que o buraco é bem mais embaixo?

Boas reflexões!

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Reflexões neurocientíficas e psicanalíticas - uso de substâncias

Boa tarde, pessoal!

Mais um trecho do meu TCC, para vocês refletirem sobre como a Psicanálise e a Neurociência moderna podem conversar e avançar juntos, lembrando sempre que, o objetivo, é a saúde mental humana, que caminha em pedaços, e não uma disciplina diminuir ou tentar explicar a outra, isso é EGO. E não o EGO freudiano, o EGO besta que mais nos atrapalha do que ajuda!

Mas vamos à reflexão, visto que, essas duas substâncias, são muito utilizadas hoje em dia, e os efeitos para o usuário e para as pessoas que estão à sua volta podem ser terríveis:


"No que se refere ao uso de substâncias psicoativas, a neurociência oferece um campo privilegiado para o diálogo com a psicanálise ao evidenciar como alterações neuroquímicas impactam diretamente os sistemas de regulação emocional, recompensa e controle inibitório. A cocaína, por exemplo, atua principalmente aumentando a liberação e bloqueando a recaptação de dopamina no sistema mesolímbico, especialmente em regiões como o núcleo accumbens, levando a um aumento intenso e rápido da sensação de prazer e reforço.

Esse mecanismo promove um aprendizado poderoso baseado em recompensa, fortalecendo circuitos associados à busca compulsiva pela substância. Paralelamente, há relatos científicos que comprovam o prejuízo progressivo da função do córtex pré-frontal, reduzindo a capacidade de inibição comportamental e tomada de decisão. Ou seja, o uso de maiores quantidades e com maior frequência, dá cada vez mais poder à resposta de prazer e reforça esse aprendizado através da dopamina, enquanto diminui cada vez mais a capacidade de tomada de decisão e de controle sobre o uso do córtex pré-frontal. Sob a perspectiva psicanalítica, esse fenômeno pode ser compreendido como uma predominância do Id — regido pelo princípio do prazer — sobre as instâncias do Ego, responsáveis pela mediação com a realidade. A fragilização do controle pré-frontal se aproxima, portanto, de um enfraquecimento das funções egóicas, permitindo que impulsos primitivos e imediatistas se expressem de maneira mais direta no comportamento. Um questionamento, aqui: quantas vezes você, ciente de que não podia tomar mais aquela dose, comer mais aquele doce, buscar mais aquela porção de alguma droga de abuso, ou qualquer outro comportamento compulsivo e, normalmente, destrutivo, foi lá e o fez? Quem venceu nessa batalha, a razão ou a emoção? O consciente ou os impulsos?

De forma distinta, mas igualmente relevante, o zolpidem — um hipnótico que atua como agonista dos receptores GABAérgicos — promove um efeito depressor do sistema nervoso central, facilitando a indução do sono ao reduzir a atividade cortical, especialmente em áreas frontais. Apesar de seu uso terapêutico, há relatos de comportamentos complexos realizados em estado dissociativo, como alimentar-se, dirigir, realizar compras totalmente desnecessárias e interagir socialmente, algumas vezes de forma desastrosa. Neurobiologicamente, esse fenômeno pode ser explicado pela dissociação entre sistemas de memória e consciência, envolvendo uma redução da atividade do córtex pré-frontal associada à manutenção parcial de circuitos automáticos subcorticais. Sob a ótica psicanalítica, tais manifestações podem ser interpretadas como uma suspensão temporária das funções do Ego, com expressão de conteúdos e comportamentos não mediados pela consciência. Nesse sentido, o zolpidem evidencia, de forma experimental, como a diminuição da atividade reguladora cortical pode permitir a emergência de padrões comportamentais automatizados, aproximando-se da noção de conteúdos inconscientes que se manifestam na ausência de censura psíquica."


Entendam, o abuso de substâncias, independente da substância, lícitas ou não, tem sido a muleta para sustentar as mazelas psíquicas de muitas pessoas, MUITAS! Mas assim como o álcool serve apenas para amenizar uma crise de ansiedade e jamais vai servir para tratar o transtorno (até porque, vai construir diversos outros problemas), qualquer outra substância segue o mesmo preceito, o de uma muleta. Que nunca trata, apenas ameniza! 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Neurociência e Psicanálise

Boa tarde, meu povo!

Novos caminhos serão trilhados em 2026 e, um deles, será o da Psicanálise.

Será que Freud realmente tinha razão? Sonhos contam alguma coisa? Inconsciente existe? Onde fica no cérebro?

Essa e outras diversas perguntas são respondidas conforme avanço nos estudos do curso de formação e, cada dia, fico mais encantado e interessado pela área. Tem MUITO de neurociência na psicanálise, muitas descobertas recentes corroboram ou expandem ainda mais ideias que são de mais de um século atrás, é incrível e renderá materiais preciosíssimos para avançarmos no cérebro humano aqui!

Como material inicial, fica a dica de um documentário sobre a vida do Freud, vale a pena:



Lembrem-se, conhecimento é vida!

Bons estudos e bom descanso de final de ano!

terça-feira, 12 de março de 2024

Transtornos Alimentares

Boa tarde, pessoal!

O tema de hoje, Transtornos Alimentares, é um tema sensível, assim como as imagens obtidas após uma pesquisa sobre os transtornos. Faz sentido? Muito. Os transtornos alimentares, principalmente quando derivados ou associados a episódios de compulsões, ricos em ansiedade, prejudicam demais o organismo no curto e, no longo prazo, pode até levar à morte.

Em nenhum momento da nossa história dispusemos de uma variedade tão grande de alimentos, especialmente os ricos em calorias (os que normalmente abraçam nossos cansaços, ânsias, estresses). Em nenhum momento da nossa história tivemos índices tão altos e alarmantes de Obesidade, caminhando lado a lado com os problemas cardiovasculares, como o infarto e o AVC.

Existe a base genética em todos os transtornos, mas não é só a genética que pode causar eles. Ao que tudo indica (e por tudo, quero dizer a tendência dos resultados das pesquisas dos últimos anos), o fator ambiental é o fator dominante. Ideais de imagem, traumas, hábitos... As opções beiram o infinito.

Mas, vamos entender um pouco mais sobre cada um dos principais transtornos?

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Pandemia e Educação

Bom dia pessoal,

Você pararam para refletir sobre o impacto da pandemia sobre a educação? 

Pararam para pensar no papel dos professores em meio a tanto mudança? Imaginaram isso a nível de ensino fundamental e médio?

Aqui, a grande maioria é universitária, o que a meu ver é mais facilmente adaptável, pois consegue visualizar a importância do que está acontecendo, sabe o que está buscando quanto carreira, tudo bem diferente das crianças e adolescentes, certo?

Eu, que antes disputava "apenas" com os celulares pela atenção da turma, agora preciso ser mais interessante do que a casa ou o trabalho da pessoa. Os professores do ensino fundamental e médio, ainda disputam com o vídeo game, com a cama, com a televisão, com brinquedos...

Além desses pontos, os dois vídeos de uma campanha da Pearson, trazem um outro ponto bem importante: a pandemia, a educação online durante esse tempo, tem aumentado o buraco na educação brasileira, principalmente na básica. Mais uma vez (e é mais de soma mesmo), os mais vulneráveis serão os mais afetados. 

Assistam aos dois vídeos, as reflexões são extremamente necessárias:






Muitos pontos para se discutir, não?

Boas reflexões!

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Repensando a escola

 Bom dia pessoal, como vocês estão?

Na última postagem, do sábado, introduzi um assunto muito relevante, que é a necessidade de mudar a escola.

Mais do que a escola física em si (que também precisa de muitos ajustes), repensar nosso modelo de ensino, nossas grades curriculares, mas principalmente a nossa sala de aula.

Me respondam uma coisa:

Como eu, um professor em construção, consigo ser mais interessante que o Instagram, que o Whatsapp, que algum jogo no celular?

Essa pergunta básica nos leva a um ponto essencial para crescermos a crítica acerca do tema desta postagem: como o professor pode prender a atenção do aluno, hoje, em sala de aula? Como eu consigo convencer meus alunos a estarem ali, ao invés de em qualquer lugar do mundo pelo celular, entendendo que ali é um local de crescimento, um local de informação, um local riquíssimo?

sábado, 8 de agosto de 2020

Precisamos mudar a escola!

 Bom dia pessoal.

Segue um vídeo curto mas rico em reflexão.

A escola vem acompanhando as gigantescas mudanças do nosso planeta? As imensas mudanças sociais? 

Atualmente, tudo mudo a cada segundo, e a pandemia veio e nos deu uma enorme sacudida, em todos os níveis.


Você tem se reinventado? Como anda esse processo?



Novos tempos exigem novas posturas, novos comportamentos. Seguiremos inovando para atender a todos, ensinar a todos, e permitir que todo mundo tenha acesso a todo o conhecimento disponível, independente da história, independente de onde veio.


Nossa função, quanto professores/educadores é inovar.


Seguiremos!

Obrigado por estarem aqui.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Educação em tempos de pandemia: o que estou aprendendo como professor?

Boa noite pessoal, todo mundo bem?

Tempos novos, com um novo "normal" aparecendo em nosso horizonte, novas exigências e, com elas, novas oportunidades estão aparecendo.

Como professor, sou grato por poder participar de um momento chave para o futuro da educação, onde temos uma oportunidade preciosíssima de repensar conceitos que já tem mais de um século.

Do dia para noite passamos de um modelo de aula presencial para um modelo de aula ao vivo, só que online, dentro de casa. Percebemos em poucas semanas como temos realidades distintas dentro de uma mesma sala de aula, dentro de uma mesma turma. 

Muitos alunos não possuem internet em casa, assistindo as aulas via celular, quando possuem internet 3 ou 4g. Isso parece normal para você? Como professor, o que você tem feito para suprir tantas necessidades diferentes? Como tem tornado as aulas mais atraentes?

Para refletir sobre as mudanças do ensino, da relação com os alunos, e outras reflexões sobre a educação na pandemia, recomendo a leitura do texto abaixo:


Porque a matéria de hoje é para agradecer meus alunos.

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Vídeos para entender o Coronavírus

Boa noite pessoal, tudo bem?

Hoje posto uma sequência de vídeos para entender melhor o Coronavírus, ou CoVid19.

Para dar o passo inicial, assista ao vídeo abaixo, produzido pela Academia de Ciências de São José do Rio Preto, que mostra como nosso sistema imunológico responde à entrada de um vírus (pessoal, muitas outras informações existem nessa resposta, o vídeo é um resumo bem didático apenas):


O segundo vídeo, agora que já sabemos um pouco mais sobre a resposta imunológica à entrada de um vírus no nosso organismo, vamos entender um pouco sobre esse novo coronavírus (que pasmem, o nome fez com que o consumo da cerveja corona caísse 30% no período inicial de pandemia nos Estados Unidos. Gente, parece brincadeira mas é verdade isso!). 

Esse segundo vídeo é uma obra de arte na minha humilde opinião. É didático, informativo e foi muito feliz na sequência com que escolheu apresentar as informações. Apreciem e aprendam:


O terceiro e último dessa postagem é um vídeo retirado de um jornal do canal Cultura, falando brevemente sobre os testes para coronavírus:


Pessoal, esses três vídeos dão uma base boa de informações sobre a doença e sobre como se prevenir, cuidando da nossa saúde e da saúde das pessoas que amamos. 

Lembrem-se, é chato ficar em casa sim, mas é necessário. Respeitem as medidas adotadas. É chato, mas respeitem. Quanto mais respeitarmos, mais rápido retornaremos para o nosso "normal", mesmo que o novo "normal" seja bem diferente.

Tem muito conteúdo bom sobre coronavírus disponível de graça na internet. Procurem na página inicial do blog, deixei uma ótima dica de documentário brasileiro sobre a doença.

Bom aprendizado! =)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Ensino de Ciências - Água

Boa tarde pessoal,
hoje vamos trabalhar dois assuntos, o ensino dos temas água e ar.

Para iniciar, precisamos ter claro que os dois temas, junto ao próximo tema (solo), formam a biosfera, responsável por permitir a vida no plante Terra.


Para abordar o tema água, uma coisa tão essencial para a nossa vida, que faz mais parte do que rotineiramente imaginamos no nosso dia a dia, trago duas vídeo-aulas de uma professora de Ciências, com uma explicação impecável e muito didática, que vale o nosso tempo para assistir. A professora chama Rafaela Santos e o canal dela no Youtube chama Mais Ciências.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Ciências e Cidadania

Bom dia pessoal,
Continuando nosso curso sobre Fundamentos Teóricos e Metodológicos do Ensino de Ciências, hoje vamos falar um pouco sobre o conceito de um ensino de Ciências voltado para a formação do cidadão.

É responsabilidade do professor formar cidadãos? As escolas estão preparadas para isso? Qual seria o real objetivo de educar para a cidadania?

Acho que, vale começar a discussão observando a imagem abaixo:


Completando a figura, temos que ter a ideia de que ensinar/educar visando a formação do cidadão, nada mais é do que formar cidadãos conscientes e críticos, aptos a interagir e buscar soluções para os problemas que os cercam em suas próprias comunidades.

Nas últimas décadas, as alterações realizadas no ensino de Ciências tentaram situar a ciência no tempo e espaço, enfatizando em cada momento um aspecto considerado mais relevante na forma de o homem entender e agir cientificamente no mundo.

Para dimensionarmos essas mudanças em âmbito nacional, é necessário observarmos os grandes acontecimentos nas últimas décadas:
  1. Até os anos 60: Ciência ensinada como neutra (ainda acontece em escolas até hoje, veremos mais adianta);
  2. Anos 70: movimento pedagógico conhecido como CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), vertente importante até os dias atuais, pois considera a estreita relação entra as três esferas que originam o nome. Indispensável para um ensino que visa formar cidadãos.
  3. Anos 80: atenção passa a ser dada ao processo de construção do conhecimento científico pelo aluno, uma corrente mais construtivista.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Introdução às Ciências Naturais - Por que estudar Ciências?

Boa tarde pessoal,
primeiramente, gostaria de dar aos boas-vindas aos meus alunos do curso de Pedagogia, no qual trabalharemos juntos ao longo deste primeiro semestre de 2020 a disciplina Fundamentos Teóricos e Metodológicos das Ciências Naturais.


Em nossa primeira aula, gostaria de tecer algumas reflexões sobre o ensino de Ciências. O que é Ciência? O que são as Ciências Naturais? Qual a importância do ensino de Ciências? O que é Alfabetização Científica?

1 - Por que ensinar Ciências na educação infantil e nos anos iniciais?

Acredita-se, ainda hoje, que pelos alunos estarem em processo de alfabetização, ele precisa focar em aprender a ler, escrever e calcular, para depois aprender outros conteúdos. Assim, os conhecimentos da área de ciências acabam ficando em segundo plano, não levando em consideração que trabalhar conceitos, experiências e explorar o meio ambiente é estímulo necessário para conhecerem o mundo do qual fazem parte.

Para Cegallo (2005), podemos definir ciência de algumas maneiras, das quais as mais relevantes para nosso estudos são:
  • Ciências é um conjunto ou soma dos conhecimentos humanos adquiridos por meio de observação sistemática, de pesquisa e de métodos e linguagens próprias: ciência que nos referimos quando falamos dos "progressos da ciência".
  • Conhecimento, noção precisa: como quando dizemos que vamos tomar ciência dos fatos.
  • Disciplina escolar introdutória dos assuntos e estudos científicos: Português, Matemática e Ciências (com inicial maiúscula mesmo).
Mas qual a importância do ensino de ciências nas primeiras etapas da educação básica?

Algumas respostas foram encontradas:

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

Boa tarde pessoal, 

Essa matéria é para introduzir ao documento conhecido como Base Nacional Comum Curricular ou BNCC, uma realização do Ministério da Educação (MEC).

O documento norteia as diretrizes e bases comuns às instituições de ensino, tanto de Educação Infantil, quanto dos Ensinos Fundamental e Médio.

O link para acesso do site se encontra abaixo:



Segue o trecho inicial do site, uma introdução ao documento:

"Conforme definido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), a Base deve nortear os currículos dos sistemas e redes de ensino das Unidades Federativas, como também as propostas pedagógicas de todas as escolas públicas e privadas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, em todo o Brasil.
A Base estabelece conhecimentos, competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade básica. Orientada pelos princípios éticos, políticos e estéticos traçados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, a Base soma-se aos propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva."
Vale a leitura, apesar das 600 páginas. 
Meu Deus Bruno, não existe condição de arrumar tempo para ler tudo isso. Tudo bem, leia e entenda o início do documento e pule para as áreas ou área de interesse.

Ao longo do semestre atual, vou escrever e discutir bastante sobre as bases do ensino de Ciências, tema da minha disciplina para a turma do quinto período de Pedagogia.

Bons estudos!