De dia, tudo isso vai afetar bastante sua rotina, seu humor, mas a noite meu amigo, os efeitos acabam custando mais caro, e muitas vezes de uma forma bem sutil.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Meu cansaço mental não passa, o que fazer?
De dia, tudo isso vai afetar bastante sua rotina, seu humor, mas a noite meu amigo, os efeitos acabam custando mais caro, e muitas vezes de uma forma bem sutil.
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Filosofia e Antropologia na Psicanálise
Bom dia, pessoal!
Estudando psicanálise, me deparei com um tema extremamente interessante e sensível: é necessário entender o papel das minhas crenças, das minhas experiências e dos meus próprios traumas, para poder analisar, sem julgamentos ou interferências do Bruno em si, nas reflexões e descobertas do próprio paciente.
O foco da terapia sempre será o paciente, mesmo quando os traumas dele serão parecidos com os meus, mesmo que eu não esteja passando por um período fácil da minha vida, independente de qualquer fator pessoal, o foco é na evolução do paciente. Fantástico, real e extremamente desafiador. Gostei, rs.
Em meio a essas reflexões iniciais, aproveitei para estudar os tópicos de Filosofia e Antropologia, duas das disciplinas que mais podem nos ajudar no processo de autoconhecimento, na reflexão sobre a forma como enxergamos e interagimos com o mundo, na forma de entender como cada pessoa é seu próprio universo e, que sua cultura e crenças variam de acordo com o local onde nasceram, onde vivem atualmente...
Cada pessoa é um universo, e cada um desses universos humanos enxergam o mundo de formas completamente diferentes, exigindo, para um bom convívio social e construção de uma sociedade mais saudável mentalmente, o conhecimento filosófico e antropológico nos permite enxergar com mais sabedoria e empatia o universo humano, seja individual ou social.
Outro ponto que me chamou muito a atenção e me trouxe reflexões foi o fato de pensadores como Sócrates, Aristóteles e Platão, terem construído idéias e princípios que permeiam a intelectualidade humana até hoje! Teorias e ideias que sobreviveram a mais de 2 mil anos de modificações nas culturas, saberes e sociedades em geral. Qual legado você está construindo? Você tem seguido seus sonhos e eles estão alinhados com melhorias positivas na sociedade em que vivemos?
Interessante também os focos dados pelas escolas de filosofia ocidentais e orientais, onde, particularmente, me identifico mais com os objetivos de estudo da oriental, dando enfoque mais à natureza da mente, da consciência, e como o autoconhecimento pode colaborar tão diretamente para uma melhor manutenção da saúde mental.
as reflexões avançam conforme avanço no andamento do curso, agora começa a saga do TCC, o último que fiz foi em 2014, rs. Porém, a meu favor, fui professor e orientador de TCC de 2018 a 2022, então bora, rs.
Ótima semana e reflexões, pessoal!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
sábado, 10 de janeiro de 2026
Neurociência da Música - O som é o mesmo. A emoção, não - parte II
Bom dia, pessoal!
Escrevo essa segunda matéria ouvindo música, claro, rs.
Na primeira parte, que vou deixar o link aqui em baixo, falamos mais sobre o papel do ouvido no processo de escutarmos uma música. Como a magnífica e extremamente complexa estrutura do ouvido capta, amplifica e faz a grande mágica de converter o som, uma onda, em impulso nervoso. Também vimos como que esse impulso chega até o córtex auditivo, onde realmente "ouvimos" a música.
Vale a pena começar pela primeira:
https://plantandociencia.blogspot.com/2026/01/neurociencia-da-musica-o-som-e-o-mesmo.html
Mas, agora que vem a minha real curiosidade sobre a música: Como ela consegue me fazer sentir algo?
Do córtex auditivo, para onde caminha essa informação que acaba despertando tantas emoções e sentimentos? Dando ânimo, ou deixando ainda mais na fossa. O que será que realmente acontece em nosso cérebro?
Seria algo como: até o córtex auditivo 1, o som segue um caminho anatômico, como se transitasse por um cérebro vazio, cujo destino é a informação chegar no local correto para ser interpretada. Por isso, é igual em todos nós. A partir daqui, a música se conecta com nossas histórias individuais, nossas memórias, pessoas, fases da vida...
Aqui a música está "trabalhando" com você, com o universo que você se tornou frente às suas experiências pessoais, até esse momento da sua vida, fantástico.
Mas em quais áreas do nosso cérebro a música chega para mexer com tanta coisa?
Basicamente áreas do sistema límbico e do córtex pré-frontal!
Mais especificamente: Amígdala, Hipocampo, e três regiões do córtex pré-frontal (medial. dorsolateral e órbitofrontal). Caso te faça sentir prazer, é porque ela atingiu também o sistema de recompensa (Núcleo Accumbes e Área tegmentar ventral).
Em cada uma dessas áreas, a música se funde à sua história, e, mesmo que nem sempre conseguimos entender claramente o porque aquela música nos faz sentir aquelas coisas, o que acontece dentro de você é exclusivo seu, daí tamanha a beleza da neurociência da música.
Mas, vamos analisar um pouco mais afundo essa história:
Um dos primeiros caminhos que a música segue, é para chegar à Amígdala.
As informações sensoriais, após serem interpretadas por seus respectivos córtex (aqui, no caso, o auditivo), caminham para a Amígdala, basicamente um sistema de alarme do nosso cérebro. Aqui, ela vai analisar a valência emocional da música (prazer e medo). Músicas tristes, tensas ou com tons ameaçadores ativam fortemente a Amígdala.
Essa última parte, explica porque algumas músicas me dão um ânimo diferenciado para treinar, por exemplo.
O Hipocampo também vai receber essa informação, e, além de ser vizinho anatômico da amígdala (quanto mais ela é ativada, mas influencia o hipocampo), é responsável por associar a música a sua autobiografia. E aqui, meu amigo, é o motivo pelo qual Backstreet boys me faz sofrer ainda mais durante um dia triste, porque Strokes, Blink 182, Placebo, Racionais e Pink Floyd me levam a momentos diferentes da minha história, inclusive, algumas músicas levam exatamente para determinados episódios, como toda vez que escuto Time ou Wish you are here, ambas do Pink Floyd.
Por mexer tanto com essas duas regiões sensacionais do nosso sistema límbico, muitas vezes a sensação é essa:
Mas por favor, sempre lembrando: o coração já trabalha demais bombeando sangue e deixando todas as células do seu corpo vivas, ele não tem tempo para sentir nada sobre seu ou sua ex.
A informação continua até atingis as três regiões do córtex pré-frontal: a porção medial, faz uma análise emocional consciente, tentando explicar o que você está sentindo naquele momento. A porção órbitofrontal analisa prazer, recompensa e ajuda na questão do seu gosto musical. Enquanto a porção dorsolateral, faz uma análise mais estruturada da música, colocando até aspectos como expectativa.
Sim, o córtex pré-frontal é muito fod*, e tem dessas de querer dar significado a tudo o que sentimos, como naquela música que amamos.
Se a música for prazerosa, como disse lá atrás, ainda ativa as regiões do sistema de recompensa, principalmente o Núcleo Accumbens e a Área tegmentar ventral, e a dopamina será o neurotransmissor responsável por aquela deliciosa sensação de prazer, como a que sinto em alguns solos de guitarra. como o da música Tears of the Dragon, acontecendo nesse exato momento.
Sensacional, né?
Bons estudos meu povo"
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
terça-feira, 6 de janeiro de 2026
Psicanálise - vídeo e observações pessoais
Boa tarde, pessoal!
Dentro da trilha para formação em psicanálise, me deparei com um vídeo curto e bem interessante, abordando e discutindo algumas ideias centrais das teorias de Freud. O vídeo está aqui:
Mas, a partir do vídeo, me peguei em meio a algumas reflexões interessantes:
Um primeiro ponto, foi a excelente forma como o autor do vídeo explicou ID, EGO e SUPEREGO, expressões que sempre foram apresentadas de uma forma bem confusa para mim, e hoje ficou bem mais claro (claro que, o buraco é bem mais embaixo, mas ajudou a clarear).
Aha, me desculpem, mas não tenho conhecimento suficiente sobre o tema para discutir ainda, rs.
Porém, o ponto que mais me chamou a atenção e que me atreverei em discutir, é a questão da mente inconsciente, consciente e subconsciente.
Esse assunto já vem me intrigando desde o primeiro contato, por algumas questões que gerou instantaneamente na minha mente consciente (rs):
- Qual o papel das memórias na construção dessa mente Inconsciente?
- Seria ela, exclusivamente, formada apenas por memórias, sejam as vindas de experiências, sejam aquelas formadas pelo funcionamento do nosso corpo... Pelo que entendi até o momento, não, tem mais coisa por trás!
- Pensando em episódios marcantes, que resultam naquelas memórias normalmente ricas em detalhes, que eu consigo acessar a qualquer momento que decidir (como uma bela lembrança com comida de vó, na infância, com toda a primaiada, e coisas do tipo), qual o papel dessas memórias (declarativas) na composição do inconsciente?
- Um adendo à questão anterior, caso as experiências acessáveis também façam parte do inconsciente, elas existem em dois locais no nosso cérebro? Pergunto porque uma memória segue um padrão de armazenamento, no caso das declarativas, hipocampo para o córtex onde serão armazenadas no formato de memórias de longo prazo (como o exemplo da casa da minha avó Landa).
É simplesmente, sensacional! rs
Mas puxando exclusivamente do vídeo, a definição de Subconsciente remete a uma "estrutura mental" que resgata aquilo que não lembramos, mas que será útil no momento certo. Ao meu ver, parece muito com memórias formadas a partir de repetição, que envolvem o desenvolvimento em algum esporte, atividade motora, ou criação de um hábito, por exemplo.
Lembra da história: uma vez que você aprende a andar de bicicleta, você nunca mais esquece! Memória motora, que só vai ser resgatada e utilizada quando eu for andar de bicicleta.
Mas Bruno, eu lembro como se anda de bicicleta. Não, você lembra das experiências que viraram memórias de alguns passeios de bicicleta, inclusive de imagens das suas pernas descendo e subindo no ato de pedalar. Memórias de experiências marcantes, memórias declarativas!
Eu, no exato momento em que escrevo essas palavras, estou sentado em meu escritório lembrando de uma prova de bike que participei na serra da canastra! Excelentes memórias, até a sensação corporal gerada é agradável após lembrar do que foi registrado naquele momento, porém, em nenhuma dessas lembranças meu corpo fez algum movimento de pedal, equilíbrio, e todos os outros fatores que preciso para parar em cima de uma bicicleta, memórias diferentes!
Se Freud enxergar o subconsciente apenas como um reservatório de informações úteis aprendidas para determinados momentos, teremos uma classificação bem parecida com uma das aceitas na neurociência atual, de memórias declarativas e não-declarativas.
Seguirei nos estudos para trazer mais reflexões e comparações para vocês aqui!
Quem quiser saber um pouco mais sobre Memória e suas definições e classificações, da uma olhadinha no link aqui do blog:
http://plantandociencia.blogspot.com/2023/09/a-beleza-da-memoria-humana.html
http://plantandociencia.blogspot.com/2021/09/memoria-e-aprendizado-iii.html
Bons estudos!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Neurociência da Música - O som é o mesmo. A emoção, não - parte I
Bem-vindo, 2026!
E por aqui, vamos começar com um assunto que despertou ainda mais meu interesse depois que comecei a estudar mais a fundo a psicanálise.
Eu gosto de música desde quando me conheço por gente. Não sei se pelo fato de meu pai, a vida inteira, andar de um lado para o outro da casa com o radinho de pilha, pelas centenas de discos de vinil tocando com frequência... Sei que, sempre que posso, faço as coisas com música, acho maravilhoso.
Mas, o que vem ocupando meus pensamentos e minha curiosidade é: porque determinada música me desperta um determinado sentimento? Por que a mesma música desperta uma coisa em mim e outra em você?
Se analisarmos a neurociência por trás do "ouvir" uma música, o caminho até o córtex auditivo, onde realmente escutamos a música, é o mesmo para todos nós. A forma de interpretar também. Mas e a partir dai? Como ela desperta emoções, sentimentos, resgata memórias? Teria o inconsciente papel nisso?
Antes de entendermos melhor esse caminho da música no nosso sistema nervoso, vale lembrar que: todos os nossos cinco sentidos, incluindo a audição, captam a informação a que respondem e transformam em energia elétrica, o impulso nervoso, pois ai a informação (como a música), percorre o sistema nervoso e chega até o córtex responsável por interpretar aquela mensagem.
Isso significa que: não é sua boca que sente o gosto quando você morde um pedaço da sua comida favorita: aqui, as papilas gustativas transformaram a informação da comida em impulso nervoso, mandaram até o córtex gustativo, que fez você sentir o sabor do alimento. Um ponto fantástico dessa história, que deve ter aparecido como curiosidade ai na sua cabeça: a impressionante velocidade do processo.
Faça o teste: ao tocar no seu braço, você sente o toque, mas aconteceu a mesma coisa da comida! Fantástico!
Mas vamos entender um pouco mais sobre a neurociência da música, vou resumir o caminho até o cérebro conseguir entender o que entrou pelo seu ouvido:
(O tanto que é fantástico esse processo - além de complexo - não tá escrito):
Podemos dividir em quatro etapas (que serão destrinchadas em uma outra matéria):
1 - Captação mecânica: da entrada do som na estrutura do ouvido externo até o tímpano.
2 - Transmissão mecânica: envolve os ossículos, martelo, bigorna e estribo, sendo que o estribo passa a informação para a cóclea.
3 - Transdução mecânica: aqui, que a mágica acontece! Movimento de líquido, ativação de células ciliadas e do órgão de Conti e, como num passe de mágica (que é zero mágica, pura fisiologia e beleza, rs), as ondas sonoras se transformam em potencial de ação, e agora começa a transmissão no sistema nervoso!
4 - Via auditiva central: do nervo coclear,a informação caminha pelo sistema nervoso (bulbo, mesencéfalo, tálamo) até ser direcionada para o córtex auditivo primário, onde realmente começamos a "ouvir" a música.
Detalhe: existe uma organização conhecida como tonópica, que significa que frequências específicas são "lidas" ou interpretadas por regiões específicas desse córtex auditivo. Um verdadeiro espetáculo.
Olha quem realmente "escuta" (sente) a música!
Agora, apesar de ainda chocado com a velocidade que tudo isso acontece (e quando ler a matéria completa sobre essas quatro etapas descritas acima, você ficará ainda mais impressionado com a velocidade do processo), você entendeu como ouvimos uma música.
Esse processo é fantástico, mas agora entram os grandes detalhes da nossa discussão. A partir do ouvir, o que acontece? Por que sentimos o que sentimos com determinadas músicas?
Aqui, meu amigo, vamos explorar o sistema límbico, e tentar entender como a audição mexe tanto com nossas memórias e sentimentos. Mas essa parte merece uma matéria à parte! Diria que algo como o colorido emocional da música!
Só para vocês saberem, eu sou do tipo que, se está triste, coloca música para acabar de afundar até o final do poço, se é para sentir já sente logo, depois coloca as animadas e vai treinar!
Bons estudos e ótimo 2026 para todos!
Me desculpem, mas eu não poderia ver isso sozinho, rs:
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Neurociência e Psicanálise
Boa tarde, meu povo!
Novos caminhos serão trilhados em 2026 e, um deles, será o da Psicanálise.
Será que Freud realmente tinha razão? Sonhos contam alguma coisa? Inconsciente existe? Onde fica no cérebro?
Essa e outras diversas perguntas são respondidas conforme avanço nos estudos do curso de formação e, cada dia, fico mais encantado e interessado pela área. Tem MUITO de neurociência na psicanálise, muitas descobertas recentes corroboram ou expandem ainda mais ideias que são de mais de um século atrás, é incrível e renderá materiais preciosíssimos para avançarmos no cérebro humano aqui!
Como material inicial, fica a dica de um documentário sobre a vida do Freud, vale a pena:
Lembrem-se, conhecimento é vida!
Bons estudos e bom descanso de final de ano!
Oi, prazer! Sou o Dr. Bruno Damião, apaixonado pelo cérebro humano e todas as suas habilidades e mazelas.






