sábado, 13 de abril de 2019

Sono e Sonhos II

Boa tarde pessoal,
continuando a falar sobre como funciona nosso sono e nossos sonhos, hoje vou mostrar para vocês qual a função do sono. Por que dormimos? Melhor ainda, por que sonhamos? Qual seria o objetivo de passar um terço da nossa curta vida dormindo?

Para quem não leu a primeira parte, segue o link a baixo:




Muita gente não sabe, mas se passarmos oito horas deitados em nossa cama, relaxados, mas sem dormir, nosso corpo recupera do cansaço físico. Excelente, mas e o cansaço mental? Ele também passa?

Para responder essa pergunta, pensem em algumas característica que todos nós apresentamos depois de uma noite com poucas horas de sono ou mesmo sem dormir: irritabilidade, alterações de humor e um evidente prejuízo cognitivo, onde até as tarefas mais simples ficam difíceis. 

A partir dessas observações iniciais, a pergunta que surge é a seguinte: o sono então é necessário para o encéfalo apenas? 


Em partes, pois além de ser necessário para o encéfalo ele é necessário para todos órgãos e sistemas do nosso corpo, é o período onde nosso corpo e mente se recuperam do dia que passou e se preparam para o novo dia que vem chegando.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Sono e Sonhos I

Boa noite pessoal,
as próximas três matérias do blog serão sobre sono e sonhos, vamos falar sobre a neurociência e a fisiologia por trás desses eventos diários. A última (terceira), vou falar sobre alguns distúrbios, como a insônia, o sonambulismo, a narcolepsia e a paralisia do sono.

Comecem reparando na figura a baixo:


Quando falamos em ciclos, um dos primeiros que vem a nossa cabeça são os ciclos do nosso planeta Terra. De longe, o mais evidente e que ocorre todos os dias é o ciclo claro e escuro (dia e noite). Ciclo esse que resulta da rotação da Terra em volta do seu próprio eixo.

Esses ciclos diários de claro e escuro recebem um nome específico, Ritmos Circadianos, e toda a fisiologia do nosso corpo e cérebro (e de todos os outros animais existentes) é regulada de acordo com esses ciclos diários. Por que? Porque para sobreviver um animal precisa estar adaptado ao meio ambiente em que vive. 

A partir dessa primeira observação, qual o ciclo mais evidente do nosso encéfalo para essa adaptação? O ciclo sono-vigília, dois estados completamente diferentes que passamos todos os dias.

Mas afinal Bruno, o que é o sono?


Fisiologicamente falando, o sono é um estado de reduzida responsividade (ou interação) com o meio ambiente. Além disso, ele é facilmente reversível.

domingo, 7 de abril de 2019

O cérebro social e os neurônios-espelho.

Boa noite pessoal, 
essa matéria é continuação da matéria onde apresentei uma das obras do neurocientista Daniel Goleman, sobre o cérebro criativo:


Hoje vou falar um pouco sobre o cérebro social, baseado no capítulo de mesmo nome do livro O cérebro e a inteligência emocional - novas perspectivas.

O doutor Daniel Siegel, da Universidade da Califórnia, chamou de Mindsight ou "Visão da Mente" a capacidade que nossa mente tem de ver a si mesma. Suas pesquisas na área mostraram que o circuito cerebral que utilizamos para o autodomínio e para conhecermos a nós próprios é idêntico ao que utilizamos para conhecer outras pessoas.


Ou seja, nossa consciência da realidade interna de outra pessoa e da nossa são ambos atos de empatia!

O cérebro social é uma descoberta recente da neurociência e inclui grande número de circuitos, todos projetados para nos harmonizarmos e interagirmos com o cérebro de outra pessoa. 

A grande diferença a nível de estudo do cérebro, aqui, é que antes da descoberta do cérebro social os cientistas sempre estudaram o cérebro de uma pessoa sozinha. Com técnicas mais recentes, os cientistas passaram a estudar o cérebro de duas pessoas ao mesmo tempo, enquanto interagiam (enquanto conversam, por exemplo). Isso gerou um enorme número de novas descobertas.

Uma descoberta essencial dessas novas técnicas foram os neurônios-espelho, que, segundo Daniel Goleman, atuam como um "wi-fi" neural para se conectarem com outro cérebro.

Mas Bruno, o que são neurônios espelhos?

terça-feira, 2 de abril de 2019

Patologias do TGI III - Diabetes e Hepatites

Boa tarde pessoal, 
Para encerrarmos o tópico sobre patologias do TGI, escolhi duas para falar sobre patologias dos órgãos anexos.

Para quem ainda não viu as duas primeiras matérias, acesse nos links a baixo:




Para encerrarmos escolhi as Hepatites para falar sobre o fígado e Diabetes para falar sobre o pâncreas. 

Disponibilizei links com boas explicações e contendo informações valiosas para o estudo de anatomia patológica. Links que variaram de sites de profissionais de renome na medicina, sites relacionados ao governo, como o Ministério da Saúde e é claro, alguns artigos científicos.

Após lerem os links, os alunos receberam duas atividades com questões sobre cada doença, que serão disponibilizadas a baixo. Notem, nas questões, que em conjunto, elas abordam todos os pilares estudos nas doenças da disciplina: Etiologia, Fisiopatologia, Manifestações Clínicas (Sintomas) e Alterações Morfológicas.

Para quem não tem interesse nas questões, aproveitem a leitura dos links, dá para tirar muitas dúvidas e excelentes informações confiáveis sobre os temas.

LINKS Diabetes:

O cérebro criativo

Bom dia pessoal,
hoje vamos falar sobre criatividade, ou melhor, sobre o cérebro criativo. Como podemos utilizar nosso poderosíssima máquina para melhorar nossa criatividade.

Essa matéria é baseada no capítulo "O cérebro criativo" do livro "O cérebro e a inteligência emocional - novas perspectivas" do grande neurocientista Daniel Goleman.


Em 1970, iniciou-se mais um mito sobre o cérebro humano, desta vez relacionado à criatividade. Ficou conhecido como o cérebro direito sendo a porção boa para a criatividade, enquanto o hemisfério esquerdo, mais racional, seria uma porção ruim para a criatividade.

Porém, décadas de pesquisa depois, sabemos hoje que não é apenas o cérebro direito, pois a criatividade envolve o cérebro inteiro: "esquerdo-direito-acima-abaixo", conforme esse estado de cérebro criativa acessa uma extensa rede de conexões.

Mas então, como resolvemos aquele problema que está tirando nossa paz? Como pensar em algo novo, algo criativo?



Existe um modelo clássico de pensamento, dominante, sobre como podemos influenciar nosso criatividade. Quem já pesquisou sobre o assunto já deve ter lido sobre, é conhecido como Modelo de quatro estágios da criatividade, datando de mais de um século:
  1. Primeiro passo: definir o problema a ser resolvido. O que precisa ser feito?
  2. Segundo passo: reunir ideias, dados e informações sobre o problema em questão. Qualquer coisa que possa te ajudar com a criatividade relacionada ao tema.
  3. Terceiro passo: relaxar. Como assim Bruno? É isso mesmo, após saber qual o problema e reunir dados sobre o mesmo, você precisa esquecê-lo durante um tempo. Quem nunca ouviu falar que as melhores ideias surgem quando estamos no banho, ou fazendo uma caminhada, ou até mesmo dormindo? O grande detalhe aqui é saber quando relaxar.
  4. Quarto passo: execução.  Aqui, colocamos o que aprendemos e pensamos nas três etapas anteriores em prática, hora da ação, de fazer!
Esse modelo funciona para muita gente, porém, sabemos que na vida real nada funciona tão simples assim.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Como anda seu estresse?

Bom dia pessoal,
hoje vamos falar sobre um tema muito comum na atualidade, o estresse.


Primeiro, vamos tentar entender o estresse. 

Hoje, quando utilizamos o termo estresse, pensamos em uma coisa ruim. "Hoje estou estressado" ou "Esse estresse está me matando"... Mas será que o estresse é uma coisa ruim?

Pensando sobre o termo à luz da ciência, estresse seria qualquer estímulo ou situação que tira nosso corpo do equilíbrio. Envolve uma resposta coordenada por uma porção do nosso Sistema nervoso autônomo (inconsciente) conhecida como Sistema Nervoso Simpático, chamada de Resposta de Luta ou Fuga.

Mas por que Luta ou Fuga Bruno? Porque foi uma resposta desenvolvida exatamente para isso, ou para enfrentarmos um perigo ou para corrermos dele. Quando nos vemos em uma situação de perigo, o sistema nervoso Simpático ativa a glândula que fica em cima de nossos rins (supra-renal) e ela libera adrenalina e posteriormente cortisol. 

É por conta desses dois hormônios que quando levamos um susto nosso coração acelera, nos sentimos mais fortes, mais focados e com uma capacidade mental elevada. Essas respostas corporais foram muito úteis para nossos ancestrais, os homens das cavernas, enfrentarem ou correrem de enorme bichos selvagens e sobreviverem para hoje estarmos aqui.

Essa resposta evolutiva então, foi muito útil e nos é útil até hoje, quando sentimos um frio na barriga antes de um primeiro encontro, ou antes daquela prova importante da faculdade.

O grande problema hoje é que conseguimos criar em nossas mentes estressores e problemas que muitas vezes não existem (fantasmas ou perigos imaginários). 

Vivemos em meio ao caos de uma cidade grande, com milhões de informações chegando a nosso cérebro a todo momento. Aqui, o estresse agudo e evolutivo passa a ser um estresse crônico e patológico.

Esse estresse crônico é também conhecido como não-adaptativo, pois não serve para evoluirmos ou para nos proteger de algum perigo, mas sim para desenvolvermos diversas patologias.


Falei ali em cima que quando nosso corpo responde a algum perigo, liberamos adrenalina e cortisol. Quando sofremos com um quadro de estresse crônico, liberamos cortisol e adrenalina sem que exista um perigo real (muitas vezes psicológico), e nosso corpo acaba recebendo grandes doses desses hormônios diariamente.