segunda-feira, 16 de março de 2026

Vídeos que valem nosso tempo - Neuroplasticidade

Olá, pessoal!
Boa noite.

Vamos entender um pouco mais sobre uma das coisas mais legais que nosso cérebro faz?

O vídeo de hoje é de uma neurocientista que estuda a Neuroplasticidade. Confesso que escrevi menos do que gostaria sobre o assunto, mas a última publicação a respeito tem algumas observações e um vídeo de menos de dois minutos que utilizo em sala de aula, diria que é perfeitamente didático.

Se quiser ver ele primeiro:

O vídeo de hoje é uma discussão mais rica, de uma cientista que estuda a neuroplasticidade na recuperação do cérebro e sistema nervoso. Com certeza, você já acompanhou ou ouviu falar sobre alguém que teve um AVC (hoje o mais correto é AVE - acidente vascular encefálico), perdeu parte dos movimentos e/ou sensibilidade, mas com o tempo recuperou essas funções, mesmo que não 100%.

Isso é um dos papéis da neuroplasticidade, que nada mais é que um nome dado à capacidade do cérebro de se remodelar, seja após uma lesão, seja através de novos estímulos. É um processo realmente fantástico.

Por muito tempo, acreditamos que o cérebro se desenvolvia e mudava até basicamente a adolescência, ou começo da vida adulta (hoje sabemos que o sistema nervoso completa sua formação por volta dos 21 anos de idade). Mas isso implicava em uma coisa: lesões pós essa idade seriam irremediáveis (e algumas realmente são) e a capacidade de aprendizado também ficaria limitado.

Neurociência avança diariamente nas últimas décadas e esfrega em nossas caras a verdade: o cérebro se molda por toda a vida, de acordo com o que fornecemos para ele. 

Ou seja, muito das suas habilidades cognitivas, sua capacidade de atenção hoje em dia, a capacidade de formação de memórias e de conseguir lembrar das coisas que aprender, além de sua saúde mental atual, é, em grande parte, responsabilidade sua!

Eu uso uma expressão bem esdruxula em sala de aula (sempre após obter o consentimento da sala, que normalmente já vem em meio a risadas), mas que ilustra muito bem esse nosso papel sobre o funcionamento atual dos nossos cérebros e suas funções e habilidades:

"Se oferecermos só conteúdo merd* para nosso cérebro (músicas ruins, excesso de redes sociais, pouca ou nenhuma leitura, diversas substâncias, pouco sono, alimentos ultra processados, sedentarismo...) ele vai se acostumar e funcionar como uma merd* - e isso significa que: estresse alto, atenção baixa, formação de memórias prejudicada, aumento dos níveis de ansiedade...
Porém, se criamos uma rotina e hábitos que vão contra o estresse diário (ou seja, a favor da nossa saúde mental), como: rotina de exercícios, leitura frequente, acompanhamento com psicólogo para autoconhecimento ou para resolver os BOs pendentes, alimentação com comida de verdade, dormir bem, dentre inúmeras outras coisas que você já sabe que faz bem pra saúde, seu cérebro vai funcionar de uma forma absurdamente melhor - mais criativo, mais atento, formando memórias com maior facilidade..."

Ou seja, boa parte da nossa saúde mental é responsabilidade exclusivamente nossa!

E sim, também a neuroplasticidade que está por trás da construção dos nossos hábitos e da possibilidade de mudar os mesmos, como largar um vício, por exemplo!

Quando fazemos uma coisa pela primeira vez, é como se um novo caminho fosse traçado em nosso  cérebro e, quanto mais repetimos isso, mais forte e fácil de percorrer vai ficando esse caminho, e assim vamos construindo os hábitos (tanto os bons quanto os ruins). Tudo que fazemos repetidamente fica mais fácil, desde a musculação até o consumo de álcool ou outras drogas...

Quanto mais fácil de percorrer, mais o nosso cérebro acho confortável, porque ele prefere sempre economizar energia. Ou seja, é fã declarado da zona de conforto. 

E isso também nos explica o porque é tão difícil realizar e manter uma mudança de hábito, como parar de fumar! Mudar gera gasto de energia, gera estresse, e o cérebro tenta boicotar a mudança! Porém, a repetição de um novo hábito ou comportamento vai pavimentando cada vez mais o novo caminho, até que ele substitua o antigo...
É possível mudar sim, em qualquer idade e qualquer hábito! Mas exige foco e esforço!

Mas chega de Bruno, vamos para o vídeo, rs:


Após assistir, reflita sobre os pontos apresentados.
Podemos fazer muito mais a nível cognitivo, e, muitas vezes, poucas mudanças são necessárias para resultados enormes!

Mais saúde mental!
Beijos!


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