segunda-feira, 10 de junho de 2019

Transtornos Mentais I

Boa tarde pessoal,
para fechar o curso de Psicobiologia e Psiconeurologia, precisamos falar sobre os Transtornos Mentais.

Primeiro de tudo, transtorno mental é um termo utilizado para uma grande variedade de condições que afetam o humor, o raciocínio e o comportamento.


Outro ponto a ser relembrado antes de entrarmos no assunto da aula é que o comportamento humano, qualquer que seja, é um produto da atividade encefálica. Além disso, o encéfalo é produto de dois fatores, a hereditariedade (base genética) e o ambiente em que vive.

Ou seja, cada encéfalo é único, tanto fisicamente quanto devido às experiência pessoais. Cada um de nós vemos o mundo de uma forma, com mais ou menos cor, com mais ou menos dor!

terça-feira, 28 de maio de 2019

Patologias do SNC II

Doenças Cerebrovasculares:

Doença cerebrovascular é a terceira causa mais comum de morte nos EUA (perdendo apenas para doenças cardíacas e câncer). É a causa mais comum de morbidade e mortalidade neurológicas. A doença é uma consequência de hemorragia devido à ruptura vascular ou de isquemia e infarto devido a oxigenação ou perfusão deficitária.


Hipóxia, Isquemia e Infarto:

A privação de oxigênio ao encéfalo causa necrose isquêmica tanto global (encefalopatia isquêmica ou hipóxica) quanto local (infarto cerebral). Em locais de perfusão diminuída, o resultado depende da circulação colateral, duração da isquemia e da magnitude e velocidade da redução do fluxo. 

Acidente vascular encefálico é a designação clínica para esses eventos, particularmente com início agudo dos sintomas.

Os dois tipos de AVC, resumidos:

Hipotensão, hipoperfusão e estados de baixo fluxo (Isquemia Cerebral Global):

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Anatomia do Sistema Nervoso

Bom dia pessoal,
encerrando nosso curso de Anatomia Humana básica, hoje vamos falar sobre o sistema nervoso.

Esse resumo é baseado no capítulo V do Livro Anatomia Humana Básica - Dangelo e Fattini.

As funções orgânicas, bem como a interação do ser humano com o meio ambiente, estão na dependência do sistema nervoso (SN). Isto significa que é este sistema que controla e coordena as funções de todos os sistemas do organismo e, ainda, recebe estímulos aplicados à superfície do corpo, os interpreta e gera respostas adequadas a estes estímulos.

Algumas funções do sistema nervoso são voluntárias, como caminhar, enquanto outras, como a regulação da pressão arterial ou nossa frequência respiratória são involuntárias (vegetativas, autônomas).

- Divisão do SN:

O Sistema Nervoso é dividido, basicamente, em Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico (SNP).

Esta divisão é topográfica e também funcional, porém, não podemos esquecer que as duas porções são interdependentes. A porção central é a via integradora, que recebe, interpreta e responde aos estímulos, além de ser a porção responsável por toda nossa cognição. A porção periférica, como o próprio nome diz, fica nas periferias, sendo considerada a via de condução dos estímulos, tanto do meio ambiente para o SNC (via aferente) quanto do SNC para o meio ambiente ou órgãos (via eferente).

O SNC é constituído pelo encéfalo (cérebro, cerebelo e tronco encefálico) e pela medula espinal. Enquanto o SNP é constituído pelos gânglios, nervos (cranianos e espinais) e terminações nervosas.



- Meninges:

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Fisiologia Gastrointestinal II

Bom dia pessoal,
essa matéria é continuação do assunto Fisiologia Gastrointestinal.

A primeira parte encontra-se no link abaixo, recomendo a leitura dela antes dessa daqui:


Esse resumo é baseado nos Capítulos 64 do Livro Tratado de Fisiologia Médica - Guyton e Hall.

Em todo o trato gastrointestinal as glândulas secretoras servem para duas funções principais:
  1. Primeira, liberar enzimas digestivas, ocorre na maioria das partes do TGI, desde a boca até a extremidade distal do íleo;
  2. Segundo, as glândulas mucosas, desde a boca até o ânus, que proveem muco para lubrificar e proteger todas as partes do trato alimentar.
A maioria das secreções digestivas é formada apenas em resposta à presença de alimentos no trato alimentar, e a quantidade secretada, em cada segmento do trato, é, em geral, quase exatamente a quantidade necessária para a boa digestão.

Além disso, em algumas partes do TGI, até mesmo o tipo de enzimas e outros constituintes das secreções variam de acordo com o tipo de alimento presentes. 

- Mecanismos Básicos de Estimulação das Glândulas do Trato Alimentar:

- O contato do alimento com o epitélio estimula a função secretora dos estímulos nervosos entéricos

A presença mecânica do alimento em dado segmento do TGI, em geral, faz com que as glândulas dessa região e das regiões adjacentes produzam quantidades moderadas a grande de sucos. Parte desse efeito local, em especial a secreção de muco pelas células mucosas, resulta da estimulação por contato direto das células glandulares superficiais com o alimento.

Além disso, a estimulação epitelial local também ativa o sistema nervoso entérico da parede do trato intestinal. Os tipos de estímulos que o fazem são:
  1. Estimulação tátil;
  2. Irritação química;
  3. Distensão da parede do TGI.
Os reflexos nervosos resultantes estimulam as células mucosas da superfície epitelial e as glândulas profundas da parede do TGI a aumentar a secreção.

- Estimulação Autônoma:

1 - A estimulação parassimpática aumenta a secreção no trato digestivo glandular: a estimulação dos nervos parassimpáticos para o trato alimentar quase sempre aumenta a secreção das glândulas. Aqui incluímos as glândulas salivares, esofágicas, gástricas, o pâncreas e as glândulas do duodeno.

2 - A estimulação simpática tem efeito duplo sobre a secreção do trato digestivo glandular: a estimulação pelos nervos simpáticos gera um leve aumento sobre a secreção das glândulas, porém, ela também causa vasoconstrição dos vasos que abastecem as glândulas. Assim, quando o parassimpático já está estimulando as glândulas, o efeito do simpático é mais inibitório, pois diminuindo o fluxo sanguíneo também diminui a secreção das glândulas.

3 - Regulação da secreção glandular por hormônios: no estômago e no intestino, vários hormônios gastrointestinais regulam o volume e as características químicas das secreções. Esses hormônios são liberados pela mucosa gastrointestinal, em resposta à presença de alimento, no lúmem do TGI. Os hormônios são, então, secretados no sangue e transportados para as glândulas, onde estimulam a secreção. Esse tipo de estimulação é, de modo particular, importante para aumentar a produção de suco gástrico e de suco pancreático, quando o alimento entra no estômago e no duodeno.
Em termos químicos, os hormônios do TGI são polipeptídeos ou seus derivados.

Função típica da célula glandular para formação e secreção de enzimas e de outras substâncias secretoras:


terça-feira, 21 de maio de 2019

Patologias do Sistema Nervoso Central I

Bom dia pessoal, tudo bem?
Hoje estudaremos um pouco sobre as patologias do Sistema Nervoso Central. O último conteúdo do nosso curso de Anatomia Patológica.


O resumo é baseado no capítulo 28 do livro Fundamentos de Patologia - Robbins e Cotran.

Os aspectos que influenciam as manifestações das desordens do Sistema Nervoso Central (SNC) incluem os seguintes:
  • Funções neurológicas específicas estão tipicamente localizadas (muitas vezes agrupadas espacialmente) para distinguir neurônios. Assim, os efeitos clínicos de uma lesão são, normalmente, sítio-específicos e podem não ser corrigidos por outros neurônios;
  • Populações de células-tronco do SNC existem, mas têm capacidade restauradora limitada. Lesões destrutivas, dessa maneira, tipicamente causam déficits permanentes;
  • Certos neurônios tem vulnerabilidade seletiva a injúrias;
  • As restrições físicas do crânio e da coluna vertebral deixam o encéfalo e a medula espinal vulneráveis ao aumento de pressão local;
  • O SNC tem uma distinta circulação de líquido cefalorraquidiano (LCR), não possui vasos linfáticos e tem uma barreira hematoencefálica seletiva.
  • Algumas respostas às lesões são exclusivas ao SNC.

- Patologia Celular do Sistema Nervoso Central (SNC):

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Sistema Genital Feminino

Bom dia pessoal,
continuando nosso assunto de sistema reprodutor, agora falamos um pouco sobre Sistema Genital Feminino.

Este resumo é baseado no capítulo XIII do Livro Anatomia Humana Básica - Dangelo e Fattini.

As mulheres possuem uma anatomia do sistema genital mais complexa, mais elaborada, visto a importante função que cumprem em gerar, carregar e nutrir a nova vida da espécie.

- Órgãos genitais femininos:

Anatômica e funcionalmente, podemos distribuí-los em:
  • Ovários: gônada (produz os óvulos) e e produtores de hormônios femininos.
  • Vias condutoras de gametas: as tubas uterinas;
  • Órgão que abriga o novo ser vivo: útero;
  • Órgão de cúpula - vagina;
  • Estruturas eréteis: clítoris e o bulbo do vestíbulo.
  • Glândulas anexas: glândulas vestibulares maiores e menores;
  • Órgãos genitais externos: conhecidos, em conjunto, como pudendo feminino, inclui: monte púbico, lábios maiores, lábios menores, clítoris, bulbo do vestíbulo e glândulas vestibulares.


- Comportamento do peritôneo na cavidade pélvica.