quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Anatomia da Ansiedade

Plantando Ciência — Prof. Dr. Bruno Damião

Bom dia, meu povo!

Vamos fazer algumas reflexões sobre nossa Ansiedade?

Deixa eu começar com uma pergunta: quando foi a última vez que seu corpo acelerou sem pedir licença?

E quando digo acelerou, quero dizer: coração disparado antes da reunião, estômago apertado ao abrir o e-mail, cabeça rodando o pior cenário na noite anterior a um dia completamente comum.

Se a sua resposta foi “hoje”, esse texto é para você.

Senta aí e bora entender o que está acontecendo dentro da sua cabeça.

O cérebro que hoje te faz sofrer antecipando o boleto é o mesmo que mantinha nossos antepassados vivos. A base da ansiedade é a resposta do medo, e basicamente serve para nos manter vivos e ajudar a formar memórias das experiências marcantes (aprendizado forçado, eu diria).

Já falamos sobre isso aqui no blog, mas desde 2017, o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo pela Organização Mundial da Saúde.

E se traduzirmos em números, fica ainda mais fácil de entender: cerca de 9,3% da população — mais de 18,6 milhões de brasileiros, sofrem com algum transtorno de ansiedade. O mais comum por aqui é o TAG, transtorno de ansiedade generalizada.

E tem mais: 26,8% dos brasileiros já receberam diagnóstico médico de ansiedade. Entre jovens de 18 a 24 anos, esse número passa de 31%.

O primeiro ano da pandemia aumentou em 25% a prevalência global de ansiedade e depressão. O isolamento social e as perdas de entes queridos serviram como um terreno fértil para a explosão de casos no mundo.

Hoje, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum transtorno mental, e os transtornos mentais são a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo.