Bom dia, pessoal!
A segunda matéria da série Saúde Mental tem uma intenção muito simples: esfregar na nossa cara que, a esmagadora maioria dos problemas de saúde que enfrentamos, principalmente no avançar das nossas décadas de idade, são culpa nossa!
Mas vamos por partes, para que você entenda algo que falo em sala de aula: normalmente, os hábitos pesam mais que a genética para o desenvolvimento de problemas relacionados à saúde, seja física ou mental!
A figura que eu mais gosto sobre o assunto, usei para falar de epigenética uma vez aqui no blog:
A genética tem sim, muita influência em todos os aspectos da nossa vida: altura, cor da pele, cabelo e olhos, tamanho e funcionamento dos órgãos, inclusive do cérebro e suas habilidades cognitivas fantásticas. A genética garante que cada um de nós seja um ser completamente único no mundo, pois mesmo entre irmãos, a genética e os resultados no desenvolvimento são imensamente diferentes.
Mas ai surge a primeira grande questão: e os gêmeos idênticos (monozigóticos para os mais científicos)? A genética é 100% igual, por que acabam crescendo e se desenvolvendo com personalidades e particularidades tão diferentes?
Ambiente, escolhas, hábitos!
Essa combinação é o grande X da questão da nossa reflexão de hoje.
Hoje conseguimos fazer um exame genético e descobrir se possuímos algum gene ou alguns genes diretamente relacionados com doenças, como o Alzheimer e problemas cardiovasculares, por exemplo.
Casos famosos como o da Angelina (que fez uma mastectomia completa por descobrir sua enorme predisposição a um tipo grave de câncer de mama) ou o caso mais recente do Crhis, mais conhecido como Thor no Universo da Marvel, que fez uma mudança radical de hábitos e escolhas após descobrir uma predisposição grande para o desenvolvimento de Alzheimer.
Porém, a maioria dos casos, a genética mais mostra o que pode acontecer se você não se cuidar, do que te sentencia a o problema. E isso também inclui os transtornos mentais tão em alta atualmente.
Já está muito claro na ciência que: sedentarismo, alimentação dominada por ultraprocessados, sono de baixa qualidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool, dentre inúmeras outros hábitos que construímos, no longo prazo, vai nos trazer problemas seríssimos de saúde, como aterosclerose, infartos e AVCs;
Porém, olhando o caso de quem vos escreve: lado materno, genética carregada de transtornos psicológicos e doenças neurodegenerativas. Lado paterno, saúde cardiovascular totalmente debilitada. Ou seja, eu sou uma bomba relógio.
Mas será mesmo?
Pode ser que eu tenha algum desses problemas fazendo absolutamente tudo certinho de acordo com a ciência moderna, mas o mais provável é que não.
Se eu mantiver hábitos saudáveis, como uma rotina de musculação (está ok), exercícios aeróbicos (precisa melhorar muito), alimentação balanceada (comer bem a maior parte do tempo, preocupando inclusive com a saúde gastrointestinal, mas sem abrir mão de um bom hambúrguer com maionese verde de vez em quando) e dormir bem todas as noites (ta quase acontecendo), as chances de desenvolver um desses problemas diminui drasticamente.
E pensa da seguinte maneira: mesmo que eu tenha algum deles no futuro, os bons hábitos podem jogar o início dos problemas bem para o futuro. Se for para desenvolver Alzheimer, por exemplo, que os sintomas apareçam ou se agravem lá pelos 70-80 anos, e não nos 50-60.
Os bons hábitos não nos blindam dos problemas, eles nos dão mais tempo de qualidade para viver nossas vidas.
Isso NÃO TEM PREÇO, até porque, mesmo que você tenha MUITO dinheiro, ele não compra tempo e saúde perdidos.
Se tudo isso não bastasse para você refletir sobre seus hábitos, já está bem claro na ciência que exercício físico de rotina auxilia e muito no tratamento de transtornos de ansiedade e no transtorno depressivo maior.
Melhor ainda: está claro que uma rotina de exercícios é um fator indispensável e crucial na melhoria desses transtornos que judiam tanto da nossa mente.
Tudo isso ainda nos trás mais fortemente ao momento presente, diminuindo o triste tempo que vivemos no automático, só existindo.
Porque nos trás para o presente? Já tentou correr distraído? Sem prestar atenção por onde está andando? Vai dar merda. Esses dias, distraído com a música no fone, eu torci o pé andando! ANDANDO!
Viver no automático custa caro, inclusive fisicamente.
Bons hábitos não vão fazer você viver para sempre, mas podem te permitir a viver todo o seu tempo, ou pelo menos a maior parte dele, com qualidade e autonomia. E no fim, é sobre isso.
A vida adulta já é difícil, para que complicar mais criando problemas crônicos de saúde? Come, treina e dorme direito, te garanto que vai sobrar tempo para todo o restante!
Seguimos em busca de cérebros mais saudáveis!
Boas reflexões e ótimo Junho para todos nós!

Boa, gato!
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