segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Farmacodinâmica I

Bom dia pessoal,
continuando nosso curso de Farmacologia, hoje vamos falar sobre Farmacodinâmica.

Para quem ainda não leu as aulas sobre farmacocinética, recomendo que comece por elas, que se encontram nos links abaixo:



Relembrando uma figura que já postei na primeira aula de Farmacocinética:


A Farmacodinâmica é uma área de estudo dentro da Farmacologia que se encarrega de estudar os efeitos fisiológicos e bioquímicos dos fármacos e seus mecanismos de ação. Ou seja, o que os fármacos causam de alterações no nosso organismo para cumprirem seus efeitos.

O primeiro conceito que precisamos ter claro para entender com maior facilidade essa parte da Farmacologia é o conceito de receptor. Primeiro que, sem um receptor, o fármaco não tem função nenhuma em nosso organismo.

De uma forma resumida, receptor é um componente da célula ou organismo que interage com um fármaco e inicia a cadeia de eventos que leva aos efeitos observados.

Observem as duas figuras abaixo:


sábado, 14 de setembro de 2019

Epilepsia

Bom dia pessoal,
hoje vamos falar um pouco sobre Epilepsia.

Uma doença muito bem conhecida hoje, mas que por muito tempo foi associada a maus espíritos ou possessão. 


A epilepsia, de uma forma bem simples, pode ser definida como uma alteração temporária no funcionamento do cérebro, que pode produzir manifestações motoras, sensitivas, sensoriais e/ou psíquicas, e que normalmente dura entre segundos a alguns poucos minutos.

Como já discutimos no começo desta disciplina e em diversas matérias do blog, o cérebro funciona através de impulsos nervosos, que são impulsos elétricos. Isso, quando visto em um eletroencefalograma (EEG), mostra um padrão de ondas, que varia de acordo com a atividade que estamos realizando.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Meia vida de um fármaco (T 1/2)

Bom dia pessoal,
Nas aulas onde falamos sobre Farmacocinética, um conceito importante para essa área de estudo da Farmacologia não foi abordado: o tempo de meia vida de um fármaco.

Para quem ainda não leu, segue o link das duas aulas de Farmacocinética:



O tempo de meia-vida de um fármaco, muitas vezes representado apenas por T 1/2 é uma medida muito importante para a Farmacocinética, pois é através dela que conseguimos saber a duração do efeito farmacológico, os riscos de toxicidade e ainda, e talvez um dos aspectos mais importantes dessa medida, a velocidade de eliminação do fármaco do nosso organismo, ou seja, a velocidade com que um fármaco administrado vai desaparecer do nosso corpo (também conhecida como Meia-vida de eliminação).

Definindo de uma forma mais simples:
Meia vida é o tempo que o fármaco precisa para sua concentração no plasma diminuir em 50%.

Ou seja, uma dose do fármaco que chega a circulação sanguínea vai apresentar algumas meias-vidas, pois se ele chega em uma concentração de 4 mg, após seu primeiro tempo de meia vida vão restar 2 mg, após mais um tempo de meia vida 1 mg, e assim por diante, até que não exista qualquer concentração deste fármaco em nosso plasma.

Observem o gráfico abaixo para entender melhor esse conceito:


É isso pessoal, espero que ajude nos estudos.

Automedicação: riscos!

Bom dia pessoal, tudo bem?

Hoje começamos o dia abordando um tema muito preocupante, a automedicação.

Vou deixar abaixo alguns vídeos e links que gostaria que vocês assistissem, lessem e refletissem sobre, associando os seguintes pontos:

- Quais os riscos da automedicação para sua saúde?

- Existe risco de mascarar alguma doença ou problema mais grave?

- Se tratando de antibacterianos/antibióticos, existe relação entre a automedicação indevida e o aumento de bactérias resistentes?

- Precisamos ir sempre ao médico? Muitas vezes congestionando UPAs e hospitais por conta de sintomas simples de serem resolvidos?

- Existem casos de intoxicação por automedicação?


Vocês sabiam que grande parcela da população brasileira tem o hábito de se automedicar? Independente da classe de medicamentos que estamos falando?

Observem o vídeo e a pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia na cidade de São Paulo:


Para finalizar, leiam a matéria abaixo, do G1, referente à automedicação no país:


Pensem mais sobre o assunto, alertem seus amigos e familiares.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Introdução à neuroanatomia: Medula Espinhal

Boa tarde pessoal,

Na aula de Neuroanatomia de hoje, aprenderemos um pouco sobre a Medula Espinhal (ou Espinal).

Esta aula é baseada no Capítulo 4 do Livro Neuroanatomia Funcional do Machado.


A palavra medula significa miolo, algo que se encontra dentro de uma estrutura, no caso a medula espinha é encontrada dentro da nossa coluna vertebral, mas existem outros tipos, como a medula óssea (no interior dos ossos).

A medula espinhal é uma massa de tecido nervoso, de formato cilindroide, contida dentro do canal vertebral. Em um homem adulto, chega a medir 45 centímetros.


Como podemos observar na figura abaixo, a medula é limitada cranialmente pelo bulbo, estrutura do tronco encefálico, ao nível do forame magno do crânio (osso occipital).


Seu limite caudal é, normalmente, na segunda vértebra lombar (L2), onde termina se afunilando, formando o cone medular (em vermelho na figura abaixo):

Documentário - "A Aventura dos Antibióticos"

Boa tarde pessoal,
Para entender um pouco sobre as infeções bacterianas e a importância dos antibacterianos e antibióticos de uma forma geral, segue um documentário bem interessante que encontrei no Youtube.

Existem pesquisas mais recentes sobre todos os tópicos abordados no documentário, mas a história e a forma de apresentar a importância desses fármacos na história da humanidade é muito interessante. 

Vale a pena assistir:


Espero que gostem.

As aulas referentes aos antibacterianos e resistência bacteriana saem essa semana =)